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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O FATOR ANIQUILADOR NOS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE

por: Haroldo S. Camacho, Ph.D.1
Por muitos anos dava-me conta que algo não saía bem nas contas dos escritos que eu tinha aceitado como sendo o “espírito de profecia”. Apesar do que lia nos escritos de Ellen G. White tinha certo teor de verdade, ao fazer a soma do que tinha lido existia um vazio, algo que não somava à totalidade de todo o bem que aparentava. Muito mais, seus escritos davam um saldo em vermelho, que eu mesmo sentia como uma agressão contra minha pessoa, contra minha personalidade, contra meu sentido de ser, contra a lógica necessária para entender a vida. Dava-me conta que cada tanto me parecia que encontrava uma contradição, mas não podia entender onde, como e quando ocorria. Apenas me dava conta de que algo tinha lido que me fazia sentir que me deixara profundamente confundido. O único conselho que recebia como pastor era que confiasse em seus escritos porque eram da pluma inspirada e, assim como na Bíblia havia coisas difíceis de entender, os escritos de Ellen G. White também tinham essa característica. Naquele tempo, não tinha recebido a preciosa luz do evangelho de Cristo, de tal modo que não podia ver que o que me tinha deixado assim. O evangelho é certamente a luz que alumia e dissipa as trevas. Foi a luz de Cristo, e Cristo crucificado, o que me levou a descobrir o que chamei “o fator aniquilador” nos escritos de Ellen G. White. Este fator está escondido em seus escritos. É sumamente poderoso, perigoso e faz parte do sutil engano por trás de todos seus escritos. É um engano espiritual maior que todas as acusações de plágio literário que já consta há em seus escritos. O fator aniquilador funciona da seguinte maneira: Os escritos White, por exemplo, com respeito à formação e criação dos meninos parecessem conter conselhos acertados por sua sabedoria, sentido comum e bem-estar para os meninos e os jovens. Até que, de repente, escondido entre tantos supostos bons conselhos aparece uma declaração que funciona como “o fator aniquilador.” A nova declaração, escondida em seus escritos, está totalmente oposta em intenção e contradiz o que dizem seus escritos em outras lugares. A declaração contraditória é rotundamente “aniquilador” de tudo o que está dito em outras partes. Não somente aniquila os bons conselhos senão que introduz outro procedimento, ensino ou doutrina que substitui o aniquilado. Esse novo ensino é contrário aos anteriores e é de maior força e rigor que todos os demais. Por exemplo, em Orientação da Criança encontram-se conselhos como os seguintes: “O marido e a esposa devem estar intimamente unidos em seu trabalho na escola do lar. Devem ser muito ternos e comedidos na linguagem, para não abrirem uma porta de tentação pela qual Satanás entre para obter uma vitória sobre a outra. Devem ser bondosos e corteses um para com o outro, agindo de tal maneira que se possam respeitar mutuamente. Cada qual deve ajudar o outro a trazer para o lar uma atmosfera agradável e sadia. Não devem divergir na presença dos filhos. Sempre deve ser conservada a dignidade cristã. Carta 272, 1903.” Orientação da Criança, pág. 24. À primeira vista, quem diria que este conselho tem algo de mau? É oportuno, parecesse fomentar o respeito, a dignidade, a estima própria entre pais e filhos. Como esse, há muitos, até que, sem se dar conta, alguém tropeça com a declaração aniquilador que anula, veta, cancela e suplanta tudo o que parecesse bom. No entanto, o “fator aniquilador” vem camuflado em termos, frases, palavras, sentimentos profundamente espirituais. “Os pais não terão desculpas se deixarem de obter uma compreensão clara da vontade de Deus para poderem obedecer às leis de Seu reino. Só assim poderão guiar os filhos para o Céu. Meus irmãos e irmãs, é vosso dever compreender as reivindicações de Deus. Como podereis educar os filhos nas coisas de Deus a não ser que saibais primeiro o que é certo ou errado, a não ser que reconheçais que a obediência significa vida eterna e a desobediência morte eterna? (Manuscrito 103, 1902).” Orientação da Criança, pág. 65. O leitor Adventista desapercebido passa voando sobre esta declaração e aceita-a sem critério algum. Mas, camuflado, escondido, compenetrado nessa declaração, está o “fator aniquilador”. Essa última citação nulifica, cancela, veta, todo bom conselho que ela desse com respeito ao trato dos pais para os filhos. Nessa declaração o valor de maior importância é a obediência. Os pais têm a obrigação de compreender as leis do reino de Deus e obedecer-lhas. Esta obediência é a única coisa que os capacita a conduzir “a seus filhos ao céu”. E esta obediência não é qualquer coisa, é assunto de vida ou morte eterna. De tal modo, que se a obediência é a norma que rege a relação dos pais diante de Deus, a conclusão à qual chega o pai é que, da mesma maneira, seus filhos têm que obedecer. Os filhos podem perder a vida eterna senão obedecem a seus pais e a Deus! De tal modo que os pais atuarão para seus filhos não com o amor e o afeto que dita a primeira das citações (Carta 272, 1903), senão com a intenção que seus filhos obedeçam a todo custa. Se não obedecem, podem perder até a vida eterna. De tal modo que muitos pais adventistas abusam fisicamente de seus filhos, impondo-lhes a lei do lar, obrigando-lhes a que obedeçam à força para que não percam a vida eterna por desobedecer. O fator aniquilador nos escritos White destruiu todo o efeito de suas outras declarações. É um engano sumamente sutil. Se alguém perguntar a um leigo ou a um pastor adventista se crê nestas citações, dir-lhe-á com toda segurança que todas são verdadeiras e atinadas e não verá nem a mais mínima contradição entre elas. Mas, quando se encontra em apuros atuará sob o poder do fator aniquilador e não das outras citações que parecessem ditar um trato bom e amoroso. O último se usa somente para camuflar o fator aniquilador, o fator de maior e mais poderosa influência sobre pais e filhos. Outro exemplo do fator aniquilador se apresenta no começo do livro “Orientação da Criança”. Se não estivesse tão bem camuflado em frases tão espirituais seria fácil de ver. Mas, o leitor adventista desapercebido o toma e aceita sem questionamento algum porque provém da “pluma inspirada”. “É privilégio dos pais levar os filhos consigo aos portais da cidade de Deus, dizendo: "Procurei instruir meus filhos no amor do Senhor, para fazer a Sua vontade e glorificá-Lo." A esses se abrirão as portas de par em par, e pais e filhos entrarão. Mas nem todos poderão entrar. Alguns serão deixados fora com os filhos, cujo caráter não se transformou pela submissão à vontade de Deus. Erguer-se-á uma mão, sendo pronunciadas as palavras: "Negligenciastes os deveres do lar. Deixastes de fazer a obra que teria habilitado a alma para um lar no Céu. Não podeis entrar." Fechar-se-ão as portas aos filhos, por não terem aprendido a fazer a vontade de Deus, e aos pais por haverem negligenciado as responsabilidades que sobre eles repousaram. Manuscrito 31, 1909.” Orientação da Criança, pág. 13. O “fator aniquilador” nesta citação funciona de duas maneiras: Aniquila todo bom conselho que se apresenta no livro e aniquila toda menção que fizesse Ellen G. White em outros escritos com respeito à graça e a misericórdia de Deus. De fato, há numerosas citações aniquiladoras da graça de Deus camufladas e escondidas nos escritos White. Por agora, há que se deter na última citação para desmascarar o fator aniquilador. Há que se recordar que o engano funciona não abertamente, senão camufladamente com toda artimanha e sutileza. No início do livro “Orientação da Criança”, o livro que por muitos anos se difundiu ao redor do mundo nos lares adventistas, encontra-se camuflado o modelo que muitos pais adventistas seguem na criação de seus filhos para a destruição de seus sentimentos espirituais. Ellen G. White apresenta o fator aniquilador como se o tivesse visto em visão. Neste suposto palco, há pais que entram pelas portas celestiais após ter declarado confiadamente que ensinaram a seus filhos a amar ao Senhor, fazer sua vontade e glorifica-lo. Apresentam-se muito próximo do céu com as boas obras de sua habilidade e capacidade de pais. Esta é a primeira parte do fator aniquilador, porque de imediato aniquila a graça de Deus. Não é por nenhuma obra humana que nos apresentamos perante Deus, porém somente pela obras perfeitas de Cristo que ele mesmo apresenta em nosso favor perante o Pai. Em seguida vem outro fator aniquilador. Os pais que não conseguiram que seus filhos amassem ao Senhor, fazer sua vontade ou lhe obedecer verão uma mão levantada bem alto, à maneira de rejeição, com as horripilantes palavras que foram todos um fracasso como pais. Não podem entrar. As portas se fecham na cara aos filhos porque não aprenderam e aos pais porque fracassaram. Que maior engano! A salvação pelas obras, e as obras como pais. Onde está a graça? Onde está o sangue de Cristo? Esta citação é aniquiladora não somente da obra da graça à qual são chamados os pais com seus filhos e esposos com esposas. É aniquiladora da obra redentora de Cristo na cruz ao verter seu sangue para oferecer a salvação a todo pecador. Desde ali que esta citação aniquiladora e este princípio aniquilador anula e cancela todo princípio evangélico e coloca aos escritos de Ellen G. White no âmbito do erro e do engano que se profetiza nas escrituras que virá nos últimos dias. De todos os enganos, o engano dos escritos de Ellen G. White parecesse ser o mais sutil por sua camuflagem dentro do cristão, o bíblico e o espiritual. Mas, a destruição espiritual de muitos jovens e pais adventistas se deve a este fator aniquilador nos escritos de Ellen G. White. Estão regados por todos seus escritos e só o colírio do evangelho o aclara em nossos olhos para enxergar o poder e a sutileza de tão enorme engano! A doutrina adventista em geral está repleta deste fator aniquilador proveniente dos escritos de Ellen G. White. A doutrina adventista afirma que crê no santuário e no ministério sacerdotal de Cristo. Mas o fator aniquilador é a doutrina do “juízo investigativo” que alegam realiza-se neste momento e está por terminar em breve. A doutrina do “juízo investigativo” aniquila a esperança dos salvos na obra acabada e terminada de Cristo em favor do pecador quando entrou uma vez por todas no santuário celestial após sua ressurreição. Outra doutrina relacionada é que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Mas a doutrina aniquiladora de Ellen G. White, que o adventismo assume, é que chegará o momento em que todo ser humano terá que viver perante Deus sem Cristo como seu intercessor. “Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor.” O Grande Conflito, pág. 614. De tal modo que o crente pensa que, se no futuro terá que viver sem Cristo como seu intercessor, a melhor preparação para essa crise final é viver sem Cristo como seu mediador agora. O adventista confia mais em seus méritos que nos méritos de Cristo, pois afinal de contas terá que se apresentar perante Deus sem intercessor algum nos dias da crise final. A doutrina adventista alega que crê em Cristo como ser divino, da mesma substância do Pai. Mas aniquila esta doutrina com o sofisma que Cristo também é o arcanjo Miguel! Na mente do crente, Cristo é rebaixado ao nível de anjo, não importa tudo o que aleguem que Cristo é divino. Neste sentido, o engano é pior que o engano das Testemunhas de Jeová, porque as Testemunhas, a princípio, afirmam que Cristo é criado. Os adventistas, ainda que no passado já creram que Cristo era um ser criado, hoje afirmam crer na plena divindade de Cristo. No entanto, desdizem sua afirmação com o fator aniquilador de que Cristo é o arcanjo Miguel. Os adventistas, sem se dar conta, pensam que crêem em que Cristo é divino, mas o rebaixam ao nível de arcanjo. Desta maneira, também, resta-lhe importância a seu sacrifício e se soma importância ao sacrifício pessoal do crente para obter a salvação. “Ainda mais: Cristo é chamado o Verbo de Deus. João 1:1-3. É assim chamado porque Deus deu Suas revelações ao homem em todos os tempos por meio de Cristo. Foi o Seu Espírito que inspirou os profetas. I Ped. 1:10 e 11. Ele lhes foi revelado como o Anjo de Jeová, o Capitão do exército do Senhor, o Arcanjo Miguel. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas. Escrevendo à igreja cristã, diz o apóstolo Pedro que os profetas .” Patriarcas e Profetas, pág. 366. Desestimar a Cristo como ser divino ao lhe chamar de arcanjo Miguel é uma maneira de passar por alto sua grandiosa obra de redenção derramando seu sangue na cruz em favor de todo pecador. A doutrina adventista afirma que suas doutrinas se fundamentam somente nas escrituras, mas o fator aniquilador é a inclusão dos escritos de Ellen G. White como fonte contínua e autorizada de verdade para a igreja. 18. O Dom de Profecia
Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja.”
http://www.portaladventista.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=10&Itemid=4 Ellen G. White instou a seus seguidores a crer na Bíblia e somente na Bíblia, mas o fator aniquilador está em que ditou que seus escritos seguiriam em vigência até o fim do mundo e que os detratores de seus escritos se perderiam. É um fator sumamente aniquilador não somente da Bíblia senão, outra vez, do sangue de Cristo e de sua eficácia para salvar. A doutrina adventista alega a santidade do sábado, mas aniquila o significado do sábado como o repouso pela fé em Cristo ao qual o crente entra eternamente para repousar na obra acabada de Cristo em seu favor. Quando Ellen G. White vigorosamente instrui a seus fiéis a que jamais digam que são salvos, aniquila a doutrina do sábado como o repouso em Cristo pela fé. Torna-se nula toda observância sabática e sem efeito algum. No entanto, os adventistas seguem observando e guardando os seus sábados sem se dar conta que, ao não crer em Cristo como seu repouso e segurança, têm aniquilado todo significado espiritual do sábado. O fator aniquilador que se encontra nos escritos de Ellen G. White é a prova mais definitiva da falsidade de seus escritos e que seus escritos contêm um espírito contra o evangelho da graça de Deus em Cristo Jesus que derramou seu sangue para nos limpar de todo pecado.2 Haroldo Camacho www.evangelioeterno.blogspot.com haroldocc@hotmail.com 30 de janeiro de 2007 Palm Springs, CA 1. O Dr. Camacho foi pastor, evangelista, professor e administrador em diferentes campos da igreja Adventista na América do Sul e nos Estados Unidos da América do Norte. Atualmente está radicado em Palm Springs, Califórnia, onde escreve do evangelho de Cristo e participa em estudos bíblicos com ex-adventistas. 2. Dói-me muito por meus irmãos adventistas porque estão sob um feitiço, um encanto proporcionado e criado pelo maligno. Eu, firmemente, cheguei a achar que quem acordava a Ellen G. White para que escrevesse não era nem Jesus, nem seu anjo, senão um anjo maligno de Satanás para que ela preparasse todo tipo de artimanha que, se fora possível, enganasse aos escolhidos. Esse espírito contra a graça de Cristo se manifesta ao longo de todos os seus escritos com o fator aniquilador e é a prova mais contundente da falsidade de seus escritos. Original em http://www.exadventista.com

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