Somente Cristo! Somente a Bíblia!

"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sábado: Situações a Pensar - Parte I



Situação nº. 1 - O que realmente vale: A ação ou a intenção?

Nessa primeira parte do artigo, a mensagem será transmitida na forma de uma simples conversa entre dois colegas. Na seqüência começaremos a problematizar as situações gradativamente.

O diálogo:

Dois amigos conversam no ponto de ônibus após o trabalho.  Observando um vigilante, um deles levanta a seguinte questão: 

- Você acha que um vigilante noturno externo que faz a guarda de uma loja de eletrodomésticos na noite de sexta para sábado, está fazendo o bem?


- Você sabe que eu não sou mais adventista, mas tudo bem; vamos lá, pensando a meu modo antigo, como adventista, eu diria que não, isso é profanação, pois ele não está fazendo segurança de pessoas, mas foi contratado pelo dono da loja, para cuidar do seu negócio, do patrimônio, dos produtos. Está ali para  evitar prejuízos materiais. Essa é a sua função, o seu trabalho.


- Hum... É verdade; mas mesmo assim eu acho que ele está fazendo o bem, pois só a presença dele, ajuda a manter os malfeitores afastados das casas  próximas à loja. No mês passado, por exemplo, o vigilante de um posto de gasolina viu quando um homem invadiu uma residência e chamou a polícia. O homem foi preso e identificado como um fugitivo procurado, com vários crimes cometidos, inclusive homicídio e estupro e esse fato me fez pensar muito no assunto.

- De fato, mas isso acontece, ou seja, ele faz o bem só se ele tiver a intenção de ficar atento para vigiar e proteger não só a loja, mas também as casas próximas; então ele está indo além de vigiar somente produtos e materiais, ele está ajudando na proteção das pessoas, das famílias, logo, está realizando uma obra do bem.

- Então você acha que o que vale é o comportamento do vigilante, a sua intenção no trabalho, e não especificamente o seu trabalho?

- Sim, acredito que sim.

- Bom, mas se for assim, então quer dizer que ele faz duas coisas opostas ao mesmo tempo?

- Como assim?

- Ao vigiar só a loja, fazendo o seu trabalho, ele profana o sábado, mas ao mesmo tempo olhando as casas ao lado, ele faz o bem. Ou seja, ele está ali, fazendo o bem e profanando ao mesmo tempo. Não é esquisito? Acho que isso não existe, ou é trabalho (profanação), ou é fazer o bem; além disso, essa questão da intenção não procede.

- Por quê?

- Como já foi dito, mesmo que ele se concentre somente na loja de eletrodomésticos, só o fato de ele estar rondando em volta, já afasta, inibe a ação de criminosos nessa área. Ou seja, mesmo sem intenção, ele faz o bem; pois ajuda a polícia e os moradores. E tem mais: lembra da sua dentista que te atendeu na emergência  no sábado passado?

- Sim, eu estava com uma baita dor de dente, tomei uns analgésicos, mas não adiantou. Eu estava aflito... Mas o que isso tem haver?

- Muita coisa, lembra que você me falou que a dentista não estava muito disposta a lhe atender?


- É verdade, ela não me pareceu com boa vontade...

- Exatamente. Ela lhe atendeu meio a contra gosto, e  cobrou caro, mas mesmo assim, te livrou da terrível dor de dente, não foi?

- Foi... Realmente custou caro... Mas foi um grande alívio.

- Ela não te fez o bem?

- Fez...

Pois é; ela te fez o bem, mas sem a intenção filantrópica, sem compaixão, te fez o bem através do puro profissionalismo, por obrigação do cargo ou até com intenção mercenária, pois te cobrou caro; mas mesmo assim, fez o bem. E o caso do vigilante noturno não me parece diferente; ele está fazendo o bem mesmo sem intenção.

- Vendo as coisas assim, talvez, até pode ser... Mas como será que Deus julga um ato ser profanação ou fazer o bem? Pela ação ou pela intenção? Acho que existe uma  diferença: Uma coisa é fazer o bem pelo puro senso de cumprimento do dever, pelo profissionalismo ou vocação; pela obrigação que o cargo lhe exige perante a sociedade; e outra coisa é fazer o bem como Jesus ensinou: por caridade, por compaixão e amor ao próximo. Uma coisa é fazer o bem só com a cabeça, outra coisa é fazer o bem com o coração. Veja essa questão: aquele bombeiro ou  policial, por exemplo, que trabalham no sábado contra vontade, sem qualquer ânimo, que estão apenas “cumprindo o expediente”, será que eles fazem o bem, ou estão trabalhando? Entende o que digo?

- E tem outra coisa: imagine você, o seguinte caso: Um intrépido alpinista que é um caçador de recompensas,  efetua num sábado, um resgate de alguns alpinistas amadores que desapareceram numa montanha após uma avalanche. Ele encara a sua missão como mais um trabalho da sua carreira. Faz somente pela recompensa, pelo dinheiro; ele não resgataria as pessoas se não fosse bem pago. É um mercenário, é frio, não vê as coisas pelo lado da solidariedade, para ele, o resgate das vítimas é puro negócio. E se ele está trabalhando, logo, está “profanando” o sábado, não é?

- Concordo que salvar vidas por dinheiro é repugnante, mas tem uma coisa: Por dinheiro ou não, o fato é que vidas foram salvas, o bem foi feito.

- Mas como pode uma pessoa profanar o sábado e ao mesmo tempo fazer o bem? A lei do sábado diz que nenhum trabalho deve ser feito. Se o alpinista mercenário focalizou o resgate como negócio, então perante Deus, ele “profanou”, pois simplesmente estava trabalhando. E o bem nunca deve ser feito por recompensa, ou fama e glória para si, ou por dinheiro.

- Vou lhe dar outro exemplo: um jardineiro ajuda seu amigo mais pobre, a terminar o telhado da sua humilde casa no sábado. O jardineiro não entende nada de telhado, mas foi até a casa do amigo e o ajudou sem qualquer outra intenção, só pelo espírito de amizade, companheirismo e solidariedade; amor ao próximo. Agora me diga: entre o alpinista e o jardineiro, qual deles agradou mais a Deus?

- Acho que... Deixe-me pensar... A ação do alpinista foi aprovada, mas a intenção foi reprovada. E no caso do jardineiro, a ação foi reprovada, mas a intenção foi aprovada. Acho que Deus avalia cada coisa separada.

- Bela resposta, mas eu discordo, pois as ações são o resultado das intenções. São as intenções que movem as ações. A intenção é que vale. Você acha sinceramente, que Deus “ficaria revoltado” por um cidadão ajudar a dar um lar para outro mais necessitado? O que você acha que desagrada mais a Deus: Fazer o mal sem querer, sem intenção, ou fazer o bem com segundas intenções?

- Bom... Acho que entendo o que você quer dizer... Eu diria que, fazer o mal sem querer é um engano, é um ato de ignorância, não há a intenção maléfica. Já quem faz o bem com outras intenções, só pode ser más intenções, pois o faz por dinheiro, ou fama, ou por aproveitamento de uma situação... Acho que deus fica triste com o segundo caso.

- Exatamente meu caro, eu também creio que Deus avalia mais pelas intenções dos nossos corações do que pelas nossas ações propriamente ditas. Leia e analise: Prov.16:2, 1º Cor 4:5, Mat. 5:27-28, 1º Tes. 2:4. Os nossos propósitos é que são avaliados. E não se pode “profanar” nada com boas intenções, com amor no coração. Não se pode “profanar” fazendo o bem e nem fazer o bem “profanando”. E esse é um dos vários motivos para que acreditemos firmemente que a lei do sábado foi abolida. Pois tudo o que você fizer com um bom propósito, para ajudar a família ou aos outros, nunca procurando prejudicar ninguém, ou com um trabalho justo e honesto, no qual o trabalhador o executa com o objetivo de dar um teto, alimentação, dignidade para si e para a família, não é uma boa ação? Ou será uma má ação? Trabalho honesto é um ato do maligno?

- É... Hum... Bom... Acho que...

- Quando você trabalha só por ganância pelo dinheiro, pelo poder; passa por cima de outros ou qualquer outra motivação má, acho que você peca em qualquer dia. E Jesus disse que o segundo maior e mais importante mandamento da lei - que diga de passagem, não estava nas tábuas de pedra, e sim no livro fora da arca - é “amar ao próximo como a si mesmo”. Como pode o jardineiro com o espírito de amor ao próximo ter pecado, porque carregou umas telhas para ajudar seu amigo?

- Mas ele carregou telhas no sábado...

 - Sim, carregou, e já que estamos falando de carregar materiais  e de  intenções, qual seria a intenção de Jesus, ao mandar o homem carregar a cama no sábado, contrariando o quarto mandamento? Leia  Jr. 17:21-22 e depois leia João 5:1-18.

- Acho que o jardineiro só não pecou porque tinha boa intenção e não conhecia a “verdade”.

- Você não respondeu minha pergunta sobre a intenção de Jesus... Mas deixa pra lá, senão ficaremos debatendo aqui a noite toda. Mas você falou em verdade...  Que verdade? A verdade que o adventismo prega?  Dentro da interpretação de Ellen G. White?

- Eu acredito em  Ellen G. White   no adventismo.

- Tudo bem... Respeito sua opção. Mas  não vamos alongar nosso debate por que pode virar discussão. Apenas analise uma coisa comigo - Você sabe que o adventismo surgiu  com o movimento de Guilherme Miller; agora responda: Se hoje em dia, alguém saísse por aí pregando a data do retorno de Jesus, você acreditaria e seguiria essa pessoa?

- Claro que não! A bíblia nos mostra que ninguém sabe quando ele virá, nem o próprio Cristo, só Deus  sabe.

- Correto, está  claro em At 1:7, Deut. 18:22, Mat. 24:36, Mat. 25:13. E por acaso a Bíblia do tempo de Miller e da Sra. White, era diferente da Bíblia de hoje?

- Não...

- Pois é, e quem deu autorização para G. Miller e seus seguidores, como Ellen G. White, a desobedecerem às escrituras, formarem e  seguirem um movimento de marcação de datas? Se tivessem seguido a Bíblia, o adventismo não teria surgido. O adventismo nasceu de uma desobediência das escrituras.

- Mas o movimento de Miller foi um erro de interpretação de uma profecia do profeta Daniel.

- Mas meu amigo, veja bem: o profeta Daniel do antigo testamento, que viveu aproximadamente 700 anos ªc,  fez uma profecia... Mas essa profecia logicamente não falava do retorno de Jesus, pois está na Bíblia, o próprio filho de Deus, no  Novo Testamento disse que ninguém, repito, ninguém sabe o dia nem a hora, que viria como um ladrão, de repente, e só Deus-Pai sabe o Dia. E a Bíblia também deixa bem claro que ninguém deve ousar marcar datas; veja Atos 1:7  “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o pai reservou pela sua exclusiva autoridade.” E o tempo ou época do retorno de Cristo, é reservado por, e para somente Deus-Pai, nem mesmo Deus-Filho sabe. Por acaso, Deus queria que sua palavra fosse desobedecida, para então surgir a “sua igreja”? O certo que nasceu do errado? Isso é confusão. E Deus não é de confusão. Precisa dizer mais alguma coisa? Aliás, estamos saindo do assunto.

- Numa coisa você tem razão.

- No quê?

- Que não vamos mais discutir, vou embora de táxi!

- Até breve, vai com Deus! É sempre assim; é só apertar na argumentação que eles vão embora aborrecidos. Fazer o que...


Situação nº. 2 - Guardar o sábado: Só fisicamente?

Daqui para frente, problematizaremos de forma gradativa as diversas situações apresentadas. O objetivo é despertar a percepção para detalhes e nuances que geralmente passam desapercebidos.


A Secretária: 

Marina é adventista do sétimo dia e trabalha como secretária em um escritório de uma grande empresa.  Na sexta-feira, lhe ocorreu um problema: Uma pasta com documentos que seriam apresentados em reunião na segunda-feira, desapareceu. Marina não conseguia pensar em outra coisa nem tirar esse problema  da cabeça. Passou todo o fim de semana pensando sobre isso; inclusive no sábado.  Marina “guardou” o sábado, pois foi à igreja, não realizou nenhum trabalho e etc. Mas mesmo assim, entre um pensamento e outro, não conseguia parar de lembrar da “encrenca” no escritório.

Não muito longe, Gustavo que é cunhado de marina, não é adventista do sétimo dia e no sábado  foi  ajudar no mutirão de construção (que ele mesmo organizou) da casa de um amigo carente. Gustavo carregou  tijolos e cimento, martelou, serrou, pegou na pá e na enxada e etc.; ou seja, trabalhou feito “burro de carga” o dia todo na construção; sempre com um sorriso no rosto, cheio de boa vontade e espírito de solidariedade.

Marina, sua cunhada, não “profanou” o sábado, pois “teoricamente” não realizou nenhum tipo de trabalho físico... Mas acontece que ela trabalhou com a mente o tempo todo e ficou boa parte do sábado com a “cuca quente” pensando em problemas do trabalho. Gustavo por sua vez; ajudou a dar um teto para uma família com quatro crianças...


Problematizando:





1 - Gustavo “trabalhou” ou “fez o bem”?  

2 – Marina fisicamente não realizou nenhum “trabalho”, mas mentalmente ficou “trabalhando”. Seus pensamentos ficaram grudados no trabalho. Será que ela “guardou” o sábado, ou não?  

3 – Os amigos adventistas do sétimo dia que no sábado, tem pensamentos que não sejam apenas sobre sua igreja, estão profanando este dia?

Comentando:

Vale a pena lembrar que os ensinamentos adventistas do sétimo dia lançam mão do seguinte verso para justificar a especial atenção que dão ao quarto mandamento:

Isaías 58:13 

"Se desviares do sábado o teu pé, e deixares de prosseguir nas tuas empresas no meu santo dia; se ao sábado chamares deleitoso, ao santo dia do Senhor, digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando palavras vãs...”

A pergunta que surge inevitavelmente agora é:

Será que os nossos irmãos adventistas do sétimo dia conseguem ficar o sábado inteirinho, sem pensar em momento algum em algo que não esteja relacionado com sua igreja?

O motivo de levantarmos esta questão é o seguinte: Quando éramos adventistas do sétimo dia, certo dia aconteceu um caso muito parecido com o exemplo citado sobre Marina e ficamos pensando naquilo. Seria para deixar de trabalhar apenas fisicamente? E quem fica trabalhando com a mente, pensando em problemas do cotidiano? Está violando o shabbat?



E um outro sábado pela manhã, quando nos dirigíamos à igreja, observamos os inúmeros e diversos meios de comunicação do comércio. São outdoors, busdoors, cartazes, folhetos de ofertas de mercados e lojas, carros de som anunciando promoções... Por acaso isso não faz os Adventistas do Sétimo Dia “pensarem” em coisas diferentes dos assuntos da sua igreja?

Abre aspas:

Qual dos adventistas do sétimo dia, que lêem nossos artigos, nunca olharam uma propaganda de uma boa promoção e pensaram na hora: “Dispois do por-do-só vô lá comprá...” Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra... 

Fecha aspas.

Isso sempre nos deixava “encucados”: Devemos “desligar-nos” dos afazeres rotineiros e supostamente “mundanos” apenas fisicamente? Se a cabeça está no trabalho,  ou no problema do carro, nas tarefas da casa, nas contas... Mas fisicamente não se faz nada referente a esses pensamentos, isto é pecado? De que adianta então estar em casa não fazendo nenhum trabalho físico, estando de “pernas pro ar” deitado no sofá, mas com os pensamentos “voando por aí”?



Analisando a passagem Bíblica acima, percebemos que os adventistas do sétimo dia que querem guardar o sábado de verdade (não de mentirinha/faz-de-conta), então não devem ocupar sequer os pensamentos com qualquer outra coisa que não seja os assuntos de sua igreja.




Lembramos bem das saídas dos cultos, quando se formavam aqueles grupinhos de irmãos (vulgo “panelinhas”) para aquele bate-papo básico que todo adventista do sétimo dia conhece. Sempre observamos que as conversas eram sobre os mais variados  assuntos: Além da pregação - lógico, ou elogiando o pregador ou “descendo a lenha” - havia fofocas, comentários sobre a roupa de fulano ou a roupa da fulana, contos sobre situações engraçadas que ocorreram durante a semana, a reforma da casa, a quebra do carro, o ocorrido no trânsito, relatos de roubos e assaltos e etc. Testemunhamos até mesmo conversas sobre futebol...

Ora, se falam sobre estas coisas, é obvio que os pensamentos estão envolvidos nelas. É claro que deveriam evitar esses assuntos! De que adianta o corpo estar “guardando” o sábado e a mente “profanando”?

Ainda sobre esse assunto; lembramos do ocorrido com estudantes Adventistas do Sétimo Dia, que realizam o  ENEM, quando cai num sábado (2009 e 2011). Os alunos adventistas entraram junto com todos os outros, mas ficaram em uma sala isolada até o pôr-do-sol, para enfim fazerem a prova. Durante aquela espera na sala, em que seus pensamentos estavam? Não estavam se ocupando de matérias seculares? Nem por um momento? Será mesmo? Ou estariam orando assim:


Grande e maravilhoso Jesus; obrigado pelo santo sábado, mas pelo amor de Deus fazei-me lembrar que Δ = b² - 4ac






O mais intrigante nisso tudo, é o princípio moral adotado pelos nossos amigos Adventistas do Sétimo Dia para tratarem da questão:

1 - Se não podemos adulterar nem por  pensamento e nem por um só instante (Mateus 5:28);  


2 - Se não devemos roubar nem mesmo um palito de fósforo, pois roubo é roubo, não importa o tamanho do produto,

3 - Se não devemos cobiçar nada alheio nem por um só momento,


Então, não adianta nada guardar o sábado cometendo “profanadinhas” durante as 24 horas deste dia! Que princípio moral estranho, não é mesmo?




Só de lembrar isso, damos graças ao mestre Jesus, por ter nos libertado deste jugo terrível de escravidão...

  



Situação nº. 3: Quais são os “trabalhos permitidos”?




Primeiro exemplo - Telhas quebradas:

A vizinha do Senhor João (adventista do sétimo dia), é uma viúva de 65 anos e tem um filho excepcional, o qual jogou uma pedra de tamanho considerável no seu telhado, quebrando umas três telhas. Logo em seguida, fez o mesmo no telhado do Sr. João, quebrando duas telhas. Isso aconteceu bem no fim da tarde de sexta-feira e havia previsão de chuva para aquela noite. A Senhora viúva, pediu para o Sr. João trocar as telhas de seu telhado.




Problematizando:






1 - Se ele consertasse o telhado da viúva, estaria fazendo o bem ou estaria “profanando o sábado”?

2 – Se ele consertasse o próprio telhado; estaria “violando” o quarto mandamento?


3 – Seria “fazer o bem” proteger da chuva somente a casa da senhora viúva?


4 – Seria o caso dessa ação ser classificada como um “trabalho desnecessário”? 

5 – Se sim; onde estaria à lista contendo a base para esse tipo de classificação; bem como a descrição detalhada sobre os diversos tipos de trabalhos considerados “necessários e desnecessários” no dia de sábado?

Segundo exemplo - Palhaços profissionais:

Em um sábado, dois palhaços de circo são convidados para divertir crianças doentes internadas em um hospital (os próprios médicos dizem que esse tipo de diversão é muito bom, pois acelera a cura e a recuperação das crianças.) Os palhaços, tiveram um ótimo desempenho junto às crianças, e não cobraram nem um centavo pelo seu trabalho.  Enquanto isso no outro lado da cidade, um médico não adventista atende em uma clínica particular e cobra por seu atendimento.



Problematizando:







1 - Os palhaços, que fazem palhaçadas a semana toda, fazendo disso seu ofício – seu meio de sobrevivência - fizeram o bem, ou trabalharam?  


2 - O Médico, que não é Adventista do Sétimo Dia e que cobra para dar consultas no sábado, “faz o bem” ou “profana” o dia?


3 – Se o Médico que não é adventista do sétimo dia, “profana” o quarto mandamento ao cobrar consultas aos sábados; os Médicos adventistas do sétimo dia que recebem para trabalhar nesse dia também profanam?


4 – Se o Médico que não é Adventista do Sétimo Dia; não “viola” o sábado por estar “fazendo o bem”; onde está a lista contendo todas as regras e especificações sobre as profissões que “fazem o bem” e as que “não fazem o bem” no sábado?

Terceiro exemplo – Sanitários:

O vaso sanitário da casa da Sra. Gláucia, (adventista do sétimo dia) entupiu bem no fim da tarde de sexta-feira. Com ela vivem outros seis adultos além de mais quatro crianças. Ela receberá ainda algumas pessoas de sua igreja para aquele “almoço coletivo” (junta-panelas) de sábado. E agora? O que a Sra. Gláucia vai fazer? A família está pronta, tudo está preparado para os convidados, mas o vaso sanitário está transbordando, jogando dejetos para todo o lado.



Problematizando:



1 - Cancela-se o almoço e a família, incluindo as criancinhas, ficarão no meio do excremento, (inclusive fazendo as refeições) até o pôr-do-sol do sábado?


2 – Ficarão “segurando as necessidades” com o vaso indisponível até fim do sábado para então tomar providências?

3 – Classificarão convenientemente este tipo de trabalho como “fazer o bem” e meterão a mão na massa (literalmente!) desentupindo o vaso?


4 – Se não conseguirem – ou não souberem fazer - poderão chamar um encanador?


5 – Se sim; se sentirão culpados por “mandar alguém para o inferno” estimulando-o a “violar” um mandamento divino?

Comentando:

A equipe do Blog Ex-adventistas “aposta todas as fichas” que muitos adventistas do sétimo dia dirão que nesse caso especifico, desentupir o vaso não é trabalho, mas sim “fazer o bem”, mas novamente:



Onde estão definidas tais regras? Em que página, parágrafo e linha do “manual sobre violações sabáticas” está escrito sobre a “exceção dos vasos sanitários”?   

Quarto exemplo – Taxista:




Carlos é motorista de táxi e gosta muito de cozinhar. Dirige a semana toda e no último sábado, dirigiu vários quilômetros  até o local de almoço combinado com seus parentes; mais precisamente na casa de sua irmã; a Sra. Maria. Carlos tem habilidade no fogão e sabe preparar um frango como ninguém, tanto que seus parentes logo pediram unânimes para que Carlos cozinhasse. Para decepção de todos, ele negou alegando motivos religiosos.



Problematizando:





1 - Por que Carlos pode realizar o trabalho de dirigir para transportar a si mesmo até a casa de sua irmã, porém negou-se a realizar o trabalho de cozinhar para proveito de todos?





2 – Porque Carlos, além de dirigir e se negar a realizar uma ação que beneficiaria a todos; não deu a mínima importância em fazer com que seus parentes fossem (mesmo decepcionados) para o fogão trabalhar para ele mesmo?


 3 – Carlos não sentiu remorso, por condenar seus parentes ao inferno, induzindo-os a violar um mandamento que “importa em salvação eterna”? (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 23)

4 - Por que cozinhar no sábado é “profanação”, mas dirigir não é?


5 – De onde Carlos tirou a conclusão de que dirigir no sábado não é “profanação”?


6 - Vamos repetir um milhão de vezes se for necessário: Onde estão definidas essas regras sobre o que é “profanação” e o que não é?


Quinto exemplo – Limpeza: 



Em um sábado pela manhã, na hora do almoço, enquanto a mãe (adventista do sétimo dia) atende ao telefone, seu filhinho joga o pratinho de comida na cabeça e derrama tudo no chão.








Problematizando:






1 - Seria correto a mãe limpar o chão?

2 - Ela não estaria salvando a vida de ninguém, muito menos ajudando a curar pessoa nenhuma, menos ainda fazendo caridade: Limpar e secar o chão da cozinha é “trabalhar” ou é “fazer o bem”?

3 – Se está fazendo o bem, para quem seria?

4 – Se está fazendo algum tipo de bem, certamente é para sua própria família: Um pai dedicado, que derrama seu suor trabalhando no dia de sábado, porventura não estaria fazendo exatamente a mesma coisa?

5 - Por que limpar comida derramada no chão pode, mas cozinhar não pode?

6 - A sujeira deverá ficar no chão até o pôr- do - sol?

7 – Se não; onde está o embasamento Bíblico para tal “trabalho permitido”?


Sexto exemplo – O fogão do orfanato:

Problematizando em um simples diálogo.

Amanda é adventista do sétimo dia e recentemente se tornou amiga da Sra. Olga, que é responsável por um pequeno orfanato na Serra, lá no sul do País. No Inverno, numa fria tarde de sexta-feira, elas conversavam:

“Como eu dizia Senhora Olga; nós devemos guardar o sábado porque isso é uma lei moral, para todas as pessoas do mundo e está escrita nos 10 mandamentos. Não devemos trabalhar nesse dia, do pôr-do-sol de sexta, até o pôr-do-sol de sábado.”

“Mas querida Amanda, em caso de incêndios, acidentes e assaltos, quem vai trabalhar no lugar dos Bombeiros, Médicos e Policiais?”

“Bem... É que Médicos, Bombeiros, Policiais  e outros do gênero, não estão trabalhando, estão fazendo o bem.”

“Hum... Não estão trabalhando? Interessante, muito interessante... E o que você me diz da função de técnico em fogões industriais?”

“Bom, essa função não é da mesma importância das que citei.”

“Certo querida Amanda; então diga-me: Será que você poderia fazer uma grande boa ação?”

“Certamente Senhora Olga! Nós adventistas sempre fazemos boas ações para poder anotá-las aos sábados em um relatório. Se não relatar nada, a pessoa passa até vergonha; assim sendo, pode pedir que eu faço com prazer.”

“Amanda; poderia providenciar amanhã bem cedo, o desjejum para todas as duzentas crianças do orfanato?”

“Amanhã cedo? Para duzentas crianças? Mas, mas, mas... Eu tenho de ir à escola sabatina... Não estou entendendo nada dona Olga...”

“É que seguindo o que você falou, vou até a cozinha dispensar o Sr. Joaquim, o técnico em fogões industriais. Ele falou que o fogão ficará pronto hoje, mas só depois do pôr-do-sol...”

“Na-na-na-não Senhora Olga! Ne-ne-neste caso não precisa dispensar o profissional não! Ele está fazendo o bem!”


“Tudo bem Amanda; agora me diga uma coisa: Onde é que você leu isso? Por favor, manda pra mim uma cópia deste estudo que esclarece a diferença entre “fazer o bem” e trabalhar no sábado, ta bom amiguinha?

Sétimo exemplo - Maurício e a lenha:

O jovem Maurício é o único adventista do sétimo dia de sua família. Ele voltava da igreja no final da manhã de sábado, quando viu a Srª. Geralda, moradora das proximidades, saindo da madeireira, carregando um feixe de lenha. 

Maurício percebeu que a vovozinha, já com seus sessenta  e poucos anos, tinha certa dificuldade para carregá-lo; mas a Srª. Geralda não estava longe de sua casa, morava próximo do local em que se encontrava.




Problematizando:







1 - Maurício deve ajudar?


2 - Deve omitir ajuda, ignorando a situação?

3 - Estaria executando uma obra proibida no sábado, realizando o trabalho de carregar madeira, igual ao homem que carregou lenha no sábado nos tempos do Antigo Testamento (Num. 15: 32-36) e que também é proibido em Jeremias 17:21? 


4 – Estaria “violando um preceito importantíssimo, que importa em salvação eterna” ou estaria ajudando o próximo, trazendo alívio à idosa?

5 - Em que ponto, ou “nível de dificuldade” da Srª. Geralda, Maurício poderia, (ou deveria) tomar a iniciativa de ajudar?


6 – Deveria ajudar independente do grau de dificuldade que aquela Senhora enfrentava?


7 – Se ele deveria ajudar a Vovozinha; uma senhora trazendo sacolas de compras da feira, também poderia ter o mesmo auxílio ou não?


8 – Se fosse alguém roubando, Mauricio não ajudaria; se fosse alguém matando, também não ajudaria; se fosse alguém cobiçando; não ajudaria; se fosse alguém idolatrando, não ajudaria; se fosse alguém adulterando, não ajudaria. Então por que Mauricio ajudaria alguém a “profanar” o sábado?

9 - Estaria Maurício profanando; auxiliando uma profanação ou fazendo o bem?

10 – Se estiver fazendo o bem; poderia carregar ao invés de um feixe de lenha; dez feixes?

11- Poderia carregar dez feixes; vinte tábuas; cinqüenta caibros e sessenta ripas?

12 – Se não; onde podemos encontrar as descrições sobre esses limites?


Comentando:

Abre aspas:
Este texto acima, é mais um claro exemplo de que “profanar o sábado” ou “fazer o bem”, é uma questão de ponto de vista. Tudo depende de como os Adventistas do Sétimo Dia encaram as coisas. É relativo, conveniente e muito, muito flexível. Esse tipo de situação divide opiniões até mesmo entre os próprios adventistas.

Fecha aspas.


Oitavo exemplo - Robson  e a chave de boca:

Robson é adventista do sétimo dia e foi visitar seu primo num sábado à tarde. Ele o encontra na garagem, em baixo do carro fazendo consertos. O primo lhe cumprimenta verbalmente sem sair debaixo do veículo, dizendo que Robson chegou em boa hora e pede a Robson, que lhe dê a chave de boca nº 13.





Problematizando:








1- Ele deveria se recusar a pegar a chave para o primo?


2 - Era sábado, não se pode fazer esse tipo de serviço nesse dia; conserto de veículos é “tecnicamente” uma profanação. Mas tratando-se de apenas uma simples chave; Robson poderia pegá-la para o primo?


3 – Se pegar uma chave não é “profanação”; o primo poderia pedir mais outras chaves?


4 – Se pegar outras chaves não é “violação” do sábado; Robson poderia “vestir o macacão de mecânico” e auxiliar o primo em todo o concerto do carro?



5 – Se não; a partir de quantas chaves começaria a profanação? Duas chaves? Três chaves?  Sete chaves? Quinze chaves, três porcas e dois parafusos? 

6 – Mais uma vez: Onde estão definidos estes “percentuais”?


7 – Ao pegar uma única chave, Robson não estaria auxiliando uma profanação?


8 – Varias chaves seria uma “grande profanação”; apenas uma chave seria uma “profanadinha pequena”?


9 – Com relação apenas ao quarto mandamento; “profanadinhas” são permitidas?




10 – Pela milionésima vez: Quem - Onde – Como - São definidos estes limites?   







Nono exemplo – Os adventistas do sétimo dia após o culto aos sábados:


Uma família adventista do sétimo dia chega em casa após o culto, sábado pela manhã. Como são bastante organizados; eles tratam logo de guardar os hinários, os livros, as lições e as Bíblias, cada um no seu devido lugar; colocam também os ternos no cabide, guardam os sapatos e etc.








Problematizando:







1 – Ao colocar cada coisa no seu devido lugar; isso não seria “trabalhar” arrumando e organizando a casa e demais objetos?


2 – Essas ações poderiam ser classificadas convenientemente como “fazer o bem”; ou poderiam mais uma vez, serem consideradas “profanadinhas básicas”?


3 - Se podem fazer estas coisas com a “consciência tranqüila”, então podem também arrumar o lençol da cama ao levantar?


4 – Se podem arrumar o lençol da cama; podem colocar o lixo para fora?


5 – Se podem arrumar as coisas quando chegam da igreja, e as últimas tarefas citadas, não podem; existiria então um grupo de tarefas que seria neutro?


6 - Teríamos então os trabalhos classificados em: “Trabalhos proibidos”, “Afazeres do bem”, “Afazeres necessários” e “Trabalhos neutros”?





7 – Onde raios estão definidas estas classificações? Serão trabalhos do bem/proibidos/necessários/neutros no conceito e entendimento de quem?






Comentando:

Vimos no exemplo da família adventista do sétimo dia que; “ao colocar cada coisa no seu devido lugar”, estavam claramente trabalhando, contribuindo para tarefas seculares, ou como eles mesmos chamam: “Mundanas”. Essa situação também traz outras questões ainda mais complicadas para os “observadores do sábado”:

Do mesmo modo que não deveriam “arrumar nada” nos sábados; os Adventistas do Sétimo Dia não poderiam nem limpar os farelos da mesa, quando terminam seu desjejum matinal. Também não poderiam sequer colocar a louça suja na pia, pois isso faz parte do “trabalho/tarefa” de organização e limpeza da casa!


Ah, os amigos adventistas do sétimo dia estão rindo? Acham absurdo? Acham ridículo? Acham que estamos sendo “radicais”? Então por favor, nos mostrem onde “oficialmente/biblicamente” estão se baseando para nos julgarem assim; caso contrário vocês terão somente duas alternativas:


1 – Admitirem que não guardam nem nunca conseguirão “guardar” literalmente o sábado.


2 – Admitirem finalmente que Jesus o aboliu na Cruz; por se tratar apenas de uma sombra; um mandamento simbólico que – tal como os adventistas do sétimo dia o fazem hoje – foi mal interpretado; tornando-se um fardo desnecessário.  





Décimo exemplo – O sábado e o colchonete:


O Senhor Machado tem um amigo que mora a cinco quadras de sua casa, e no sábado foi visitá-lo. No fim da visita, no momento da despedida, o amigo lembrou de um colchonete de acampamento que o Sr. Machado havia lhe emprestado. Então ele, colocando-o em baixo do braço; caminhou até sua residência.





Problematizando:






1 – O Senhor Machado “violou” o sábado?

2 – Não se deve acusá-lo da “quebra” do quarto mandamento, apenas por carregar um simples colchonete?

3 - Se ao invés do colchonete fosse outro objeto menor, como uma caneta, por exemplo; ele estaria “profanando”?

4 – Uma caneta não “profana”; então duas canetas?

5 - Se fossem duas canetas e uma pequena pasta?

6 – E se fossem duas canetas, uma pequena pasta e ainda o colchonete?

7 - E se outra pessoa na mesma situação, ao invés do colchonete, carregou um cobertor de bebê e uma caneta?

8 - E outra pessoa, carregou dois lápis e uma pequena panela?

9 - E outra pessoa, carregou uma panela e um jogo completo de talheres?

10 - E outra pessoa, que carregou um jogo de talheres, quatro pratos e duas xícaras?

11 – E outra pessoa, que carregou um jogo de panelas, um jogo de talheres e um jogo de xícaras?

Comentando:

Poderíamos citar uma seqüência infinita de combinações de materiais; porém nos detemos agora para lançar a seguinte pergunta: A pessoa que carregou o cobertor de bebê e a caneta, “profanou” ou está “isenta” como o Senhor Machado, que apenas levou o colchonete?

E a próxima pessoa? E a próxima? E a próxima? E a próxima? Ou será que, só o último que carregou vários conjuntos de itens “profanou”?


Em qual das pessoas da lista acima começou a “profanação”? Quantas “pecaram”? Quantos materiais pode? Quais materiais pode? Onde termina o “extremismo”? Onde começa a “profanação”? Onde entra a “flexibilidade”? Onde é o limite? Quem decide?





Ou será que todos os nossos queridos leitores – juntamente com os Adventistas do Sétimo Dia que visitam nossa página - têm de admitir obrigatoriamente que cada um faz seu limiteO sábado é ou não é um mandamento “moral extremamente flexível”?


A maioria dos Adventistas do Sétimo Dia entende que não há problema algum em carregar um colchonete, bem como outras “coisinhas mais”; alguns alegando inclusive, que Jesus condenou esse tipo de extremismo. Mas então perguntamos:

Se no sábado os adventistas do sétimo dia não negociam nada com base em Neemias 13 (convidamos todos a lerem), por que não obedecem Jeremias 17:21-22 (por favor leiam); que condena carregar qualquer tipo de material no sábado? Por que uma passagem é seguida e a outra ignorada? Qual dos amigos adventistas do sétimo dia se arriscará em responder?

Os exemplos utilizados; foram colocados com a finalidade de chamar a atenção (a qualquer interessado), e conduzir todos à  reflexão sobre uma questão que nunca terá uma resposta clara de nenhum adventista:

Como poderemos diferenciar “trabalhos” de “profanações”? 


Onde termina o “extremismo” e onde  começa a “flexibilidade”?


Amigos leitores, não há como passar um único sábado sem fazer em algum momento, um pequenino trabalho ou uma simples tarefa comum qualquer...

Quando alguém se entrega de maneira severa a tentar fazer isso; “guardar o sábado” se torna um dia de angústia, um verdadeiro “pisar em ovos”; com todos sempre alerta, sempre atentos; pois um descuido qualquer e pronto... Violou o sábado... Logo um mandamento que “importa em salvação eterna”; e tome consciência pesada...

Sabemos “de cor e salteado” que a grande maioria dos amigos adventistas do sétimo dia que acessam nossa página acham que tudo isso que levantamos aqui é uma grande bobagem e que estamos exagerando. Mas acontece que são os próprios adventistas do sétimo dia que gostam de citar a passagem de Tiago 2:10; para justificar a guarda do sábado.


IMAGEM RETIRADA DE ESTUDOS ASD


Não é ali onde a Bíblia diz que quem tropeça em um só ponto da lei, será culpado por todos? Pois é; se o sábado não deve ser profanado, pois tem o mesmo peso de roubar, adulterar, ou mesmo de matar alguém, os amigos Adventistas do Sétimo Dia deveriam se preocupar muito com isso! Deveriam tomar muitíssimo cuidado, pois qualquer tarefinha é trabalho! Toda e qualquer “tarefinha” ou “atividadezinha”, terá o mesmo peso que matar...









Situação nº. 4 - Os “assassinos malditos”:


Utilizando os exemplos anteriores e indo direto aos comentários.


Os amigos adventistas do sétimo dia ainda não perceberam a gravidade do tema problematizado no fechamento do último tópico abordado? Então vamos repetir a última sentença da linha de raciocínio:

Pois é; se o sábado não deve ser profanado, pois tem o mesmo peso de roubar, adulterar, ou mesmo de matar alguém, os amigos Adventistas do Sétimo Dia deveriam se preocupar muito com isso! Deveriam tomar muitíssimo cuidado, pois qualquer tarefinha é trabalho! Toda e qualquer “tarefinha” ou “atividadezinha”, terá o mesmo peso que matar...


Exatamente! Prezados e digníssimos amigos; “violar” o sábado, mesmo que através de “profanadinhas” faz com que todos os que se apóiam no decálogo como meio exclusivo de salvação; sejam igualados aos assassinos malditos! 



“Óohh... Mais uma interpretação de texto fora do contexto dessa gentalha Ex-adventista...”

Negativo! Esta interpretação é baseada exclusivamente nos próprios ensinamentos dos adventistas do sétimo dia; vejam:

“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. Tiago 2:10 – Ameida – Corrigida e Revisada Fiel

“Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente” Tiago 2:10 - Nova versão internacional


Tiago 2:10 é a passagem mais utilizada pelos adventistas ao redor mundo. Todos os estudos adventistas fazem referencia a ela; deixando claro que quem “tropeçar” (palavra grega παραπάτημα - Que significa também: errar, falhar, cair) em qualquer ponto/mandamento da lei, seja qual for; será culpado por transgredir todos os mandamentos.





Exatamente senhores! Tanto o cidadão que carregou um colchonete; quanto àquele que limpou os farelos de pão sobre a mesa, não mataram ninguém; mas fizeram algo – segundo os estudos Adventistas do Sétimo Dia - do mesmo peso da ação de um assassino!

O Técnico em fogões industriais, independente de ter beneficiado duzentas crianças inocentes, responderá (segundo a doutrina da Igreja Adventista do Sétimo Dia) como um bandido perante Deus...

Ao entregar uma simples chave de boca ao primo, Robson profanou o sábado; e quem tropeça em um mandamento, é culpado de todos, consequentemente Robson é semelhante a um homicida.

“OOOhhh... Mas que exagero desses Ex-adventistas... foi só uma chave...”


Tudo bem, ao contrário de alguns Adventistas do Sétimo Dia, nós temos paciência e vamos repetir mais uma vez: Só uma chave não é pecado? E duas? E três chaves? Quatro chaves e dez parafusos? Onde é a linha divisória entre o “trabalho permitido” ou “tolerado” e uma séria profanação que te coloca no mesmo nível de um assassino? 

“Senhores Ex-adventistas; que radicalismo...”

Não se trata de radicalismo. Trata-se da própria doutrina que sustenta vossa igreja: Profanou o sábado – seja no que for, seja de qualquer maneira - é culpado da transgressão de todas as regras da lei incluindo a sobre homicídio; portanto senhores adventistas; sejam bem vindos à eterna, terrivel e imutável:





Maldição da lei - Gal. 3:10








Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.”





Assim sendo, amigos adventistas do sétimo dia, todos os sábados vocês são nivelados – segundo a Bíblia e vossa própria doutrina - a idólatras, ladrões, adúlteros, mentirosos, cobiçadores e até mesmo: Assassinos! Pior ainda; são amaldiçoados, pois diz a Escritura: “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”.


Lamentamos muito, senhores adventistas do sétimo dia, mas esta é exatamente a maldição da lei. Querem ficar debaixo da lei? Agüentem a maldição que ela carrega...


Continua...
Trabalho em parceria: Editor & Décio – Um aprendiz de Cristão

Extraído de Ex-Adventistas.com

Um comentário:

Thaís Ottesen disse...

Ih mano, acho que você está complicando algo que é bem mais simples.
A guarda do sábado é bíblico, Deus escreveu 10 mandamentos com seu próprio dedo em tabuas de pedra, foi ou não?


Tem dúvida disso?