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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Resposta a um Desafio Adventista - Parte II


Continuação da série de respostas às perguntas colocadas em forma de desafio por um site adventista.
Segundo a visão particular dos ASD e seu modo exclusivo de interpretar as Escrituras; estas perguntas seriam impossíveis de responder à luz da Bíblia...
Para quem chegou atrasado, a primeira parte esta aqui:

7º- Por que Deus chamou uma lei de lei perfeita e outra de lei que não aperfeiçoa nada? (Salmo 19:7) (Hb 7:19)
Resposta:
Com todo o respeito Sr. Gilberto, essa sua pergunta (á exemplo de outras) é indusiva; o Sr. cria uma comparação entre características da mesma e única Lei; deixando a entender que fossem duas leis separadas. E a sua comparação é confusa e sem sentido.
Uma comparação equilibrada seria comparar algo perfeito com algo imperfeito, ou, algo que aperfeiçoa com algo que não aperfeiçoa. Comparar uma coisa perfeita com outra coisa que não aperfeiçoa é estranho e sem nexo. É como comparar conhaque de alcatrão com catraca de canhão; nada haver...
O Salmista disse que a lei era perfeita... E eu não duvido. A lei (thorá) foi perfeita para, e durante a antiga aliança, que nos serviu de “Aio”, até que viesse a promessa.
Uma coisa pode ser perfeita para, ou durante um período, mas isso não quer dizer que por ser perfeita não teria término; terminado seu tempo, termina sua utilidade. “Aquilo que se desvanecia está prestes a desaparecer”(Hb 8;13),a lei na antiga aliança era perfeita, mas que, na Nova Aliança, não trazia melhoramentos, não aperfeiçoou.
Sr. Gilberto, se essa lei perfeita a qual o salmista que refere é a “lei moral” a lei dos 10 mandamentos, analise, por favor: pode um cristão ter uma conduta moral praticando a pedofilia? No decálogo existe o mandamento proibindo o adultério, mas não existe o mandamento que proíbe um solteiro assediar sexualmente uma criança. Isso é perfeito? Essa é a lei perfeita?
Sem o mandamento da compaixão, sem o mandamento do perdão, sem o mandamento da misericórdia... Reflita....
8º- Por que Deus chamou uma lei de lei eterna e outra de lei transitória? (Slm 111:7-8) (Hb 10:1)
Resposta:
Cabe Aqui uma pergunta: que mandamentos são esses a qual o Salmo se refere? Seriam só os 10 mandamentos das tábuas de pedra? Verifiquemos então: diversos preceitos cerimoniais foram ditos nas sagradas escrituras como sendo eternos ou perpétuos; exemplos: a circuncisão (Gen 17:12-13), a páscoa (Ex 12:11-17), a festa dos tabernáculos (Lev 23:41).
Do mesmo modo, várias dessas leis cerimoniais também foram declaradas como sendo da Lei de Deus ou da lei do Senhor, exemplos: holocaustos e ofertas nas solenidades (2 Cro 31:3), consagrar o primogênito (Ex 13:9), par de rolas no oitavo dia ( Lev 15:29 ).
Com isso, analisemos:
Se for como os advts alegam, se o Salmista estava se referindo só ao decálogo, então ele, o Salmista, sendo leitor e escritor das sagradas escrituras, lendo e sabendo que diversas leis rituais foram declaradas perpétuas e , ou, da lei de Deus, ele escreve, “que TODOS os seus mandamentos(ou preceitos)duram para sempre”, e nessa declaração, ele se referia somente ao decálogo?
Então o Salmista sabia que só a “Lei Moral”, os dez mandamentos, é que era eterna; e sendo só o decálogo eterno, logicamente então ele sabia que o restante, os preceitos cerimoniais eram transitórios, (e isso muito antes do NT, muito antes do Ap. Paulo declarar que aquilo era transitório!?).
No tempo do Salmista, no AT, ninguém declarou na Bíblia sobre lei ser transitória.
Continuando, então o Salmista sabia a diferença de “moral” e “cerimonial”, sabia que a “lei cerimonial” era passageira, mesmo as próprias escrituras afirmando que preceitos rituais eram perpétuos, ele sabia que eram transitórios; e mesmo assim, ele não explica isso, ele diz tão somente que todos os preceitos ou mandamentos de Deus são eternos, colaborando assim, com as citações bíblicas, de que ritos cerimoniais eram eternos e faziam parte da lei de Deus.

E todos os leitores na época, liam que guardar o primogênito era da lei do Senhor... Liam que sacrifícios eram da lei do Senhor... Liam também que a páscoa era eterna... Liam que a circuncisão era eterna... Mas quando liam o salmo 111:7-8, todos tinham que entender que todos aqueles mandamentos eternos se tratavam só do decálogo!!???
Ora, senhor Gilberto... Faça-me o favor... Deus não é de confusão! (1 Cor 14:33) Alegar que o Salmo 111:7-8 referia-se só ao decálogo é ilógico, pois para deduzir isso era necessário saber que havia uma tal “lei cerimonial” transitória, mas tal interpretação adventista só foi possível, com a citação Bíblica sobre a lei ser transitória, e a citação Bíblica de que a lei era transitória só ocorreu muitos séculos depois no NT.
No tempo do Salmista não existia nas escrituras passagens que dissessem que a lei, ou alguma certa lei como sendo transitória, nem existia Novo Testamento...
O contexto histórico bíblico do AT deixa claro que o Salmo não se referia só ao decálogo. E note que mesmo no início do evangelho, o evangelista Lucas cita leis rituais como sendo da lei do Senhor (Lc 2:24).
Então como que esse salmo estava se referindo só ao decálogo? Desculpe, mas não concordo.
9º - Por que Deus chamou uma lei de santa e outra que nada santifica ? (Rm 7:12) (Hb 10:1)
Resposta:
Meu amigo Gilberto, Deus não chamou uma lei de santa e outra que nada santifica, a Bíblia diz que “a Lei era santa, mas que nada santificava”. Essa sua questão é mais um argumento baseado na interpretação de divisão de Lei, criada pelos adventistas pioneiros, a Sra. White e Cia. ltda.
Muito perecida com a 7º questão, nesta, o Sr. apresenta uma comparação sem sentido.
Seria como dizer: “uma janela é pintada, e a outra janela não pinta nada”. Veja que comparação estranha e confusa. Uma janela, pintada ou não, claro que não pinta nada, quem pinta é a pessoa.
Você compara algo santo, com algo que não santifica; ambas as coisas (supondo que fossem duas), são criações, nada santificam, quem santifica algo diretamente ou indiretamente é o criador, é Deus (Lev 21:6-8). E pelo que sei, a Bíblia nunca disse que os dez mandamentos santificavam algo, ou alguém. A lei (a Thorá) era santa?
Lógico, porque veio de Deus, mas nada santifica porque é Deus quem santifica algo.
E baseado nessa sua forma de criar esse tipo de perguntas, eu também posso perguntar, por exemplo:
- por que Deus valorizou uma circuncisão como sendo sinal eterno da aliança (Gen 17:9-13), e outra disse que nada valia e nada era? (Gal 5:6)(1Cor 7:19)?
- por que Deus chamou umas solenidades de estatutos perpétuos (lev 23:41) e outras de sombras de coisas futuras (Cols 2:16-17 )?
- por que Deus proibiu carregar cargas no sábado do AT ( Jr 17:21-22 ), e no sábado do NT permitiu carregar (Jo 5: 8-13)?

Viu Sr. Gilberto, através da sua maneira adventista de ver as coisas, de ver duas leis, eu também criei duas circuncisões da carne, dois grupos de solenidades, dois sábados...


10º - Por que Deus chamou uma lei de espiritual e outra de carnal? (Rm 7:14) (Hb 9:10)
Resposta:
Novamente, comparações entre características que haviam dentro da mesma e única Lei. O Sr. quer dizer então que a “lei carnal” era a “lei de Moisés” (lei do livro) certo? Bom, então leia com atenção:
- Ex 22:22: a nenhuma viúva nem órfão afligireis.
- Ex 22:21: não afligirás o forasteiro, nem o oprimirás...
- Lev 19:17: não aborrecerás teu irmão no teu íntimo...
- Lev 19:14: não amaldiçoarás o surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus.
Sem citar Deut. 6:5, e Lev 19:18 , que dispensam comentários, começarei a lhe responder com uma pergunta: será que os mandamentos acima não são morais, porque estavam no Livro da “lei de Moisés” e não nas tábuas de pedra, e assim sendo, eles são então “carnais”??
E Paulo? Paulo disse que a lei era espiritual, mas ele era carnal (Rm 7:14), então Paulo disse que seguia e cria na “lei carnal de Moisés”?
É isso que devemos entender? Em Hb 9:10, o autor (provavelmente Paulo) diz que na lei haviam preceitos que não passavam de comidas, bebidas, e banhos literais (abluções) do corpo.
A lei, mesmo espiritual (com seu espírito, sua essência, seu propósito), tinha preceitos rituais, externos, carnais; do mesmo modo que encontramos preceitos morais na mesma lei. Os exemplos citados acima provam isso.

E o Sr. citou Rm 7, ok, agora preste atenção por favor: em Rm 7, será que Paulo fala de dois grupos de leis? Vamos fazer uma pequena análise:
Romanos 7:4-7(grifo nosso)
"Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei, operavam em nossos membros a fim de frutificarem para a morte. Agora porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás."


Esta passagem claramente diz que morremos para a lei e estamos, portanto, "libertos da lei". A lei de que Paulo falava incluía os dez mandamentos, porque no versículo 7 ele citou: "Não cobiçarás" como uma das leis.

Analise as palavras de Paulo :
“Agora, porém, libertados da lei,” (NOTE QUE PAULO ESTÁ FALANDO DA MESMA LEI QUE ELE FALA NO INÍCIO, E SE MORREMOS PARA A LEI, ESTAMOS LIVRES DELA)estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.”
“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum” Será que agora Paulo fala de outra lei? Mudou de repente de lei?
Não, pois vemos que suas perguntas referem-se ao que ele disse antes. Paulo faz as perguntas que os seus leitores fariam e já responde. Ele indaga: se estamos livres da lei, é porque ela era pecado? Claro que não.
“Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás."

SERÁ QUE PAULO MISTUROU TIPOS DE LEI DISTINTAS E ELE SABIA QUE SEUS LEITORES IRIAM SEPARA-LAS E ENTENDER ESSES VERSOS DO MODO COMO QUEREM OS ADVENTISTAS, SENDO QUE A BÍBLIA NUNCA TRATOU DA LEI DIVIDIDA?
Paulo está sempre se referindo a uma única lei: “... morrestes relativamente à lei...em realce pela lei... libertados da lei... É a lei pecado?.... por intermédio da lei...se a lei não dissera: Não cobiçarás."


Paulo mostra que “não cobiçarás” faz parte da lei da qual estamos livres...
E onde estava escrito isso? Nas tábuas.

“Ah, então podemos cobiçar?” Lógico que não!


Mas nós não cobiçamos, não porque estava escrito nas pedras da antiga aliança, pois somos filhos da livre (Gal 4:31), da nova Aliança, e na Nova Aliança está escrito que isso é errado pois vai contra a lei régia: Amar o próximo como a ti mesmo; o segundo mandamento-base, que guardava e trazia a novidade do Espírito.
Nem Paulo, nem ninguém na bíblia, nunca falaram em lei de deus e lei de Moisés como sendo duas leis separadas.

Caro Gilberto, dentro da Lei, nós encontramos regras e preceitos tanto morais como rituais, seja no livro, seja nas tábuas. Aliás, nos tempos Bíblicos, esse tipo de expressão: “moral” e “cerimonial”, não existiam, todas as normas eram leis da Thorá.


É claro que nós observamos e entendemos que haviam normas e regras de caráter moral, e outras de caráter ritual, mas tal divisão como os advts alegam, não se apresenta na Bíblia.
A Lei era espiritual? Sim, pois ela era Divina, veio de Deus, tinha o espírito e também a letra. Pelo que entendemos na Bíblia, no AT, seguia-se muito a letra da lei. E os preceitos rituais ilustram bem o que era seguir a lei na letra, e isso é carnal.


As pessoas realizavam ofertas e holocaustos para ficarem “puros”, “limpos”, ou para tirar os pecados, mas isso não passava de rituais da carne e em nada trazia luz ao espírito, pois faziam isso sem verdadeira consciência de arrependimento e compreensão.

Permanecer seguindo a letra da lei, opera a morte, pois é na nova fase do entendimento em novidade do espírito (Rm 7:6), a qual iniciou-se através do mediador Jesus Cristo, que se opera a vida.
Veja só um exemplo: o sangue de um animal em nada me purifica, nem tira meus defeitos, mas enquanto eu estiver na minha ignorância de que aquele sangue derramado de animal vai me purificar do meus pecados, eu estou seguindo a letra, só na letra, na risca, sem entender o espírito da coisa.

A partir do momento em eu percebo que aquilo é só externo, visual, ritual, e compreendo a ilustração, não matarei mais um animal.



Ao invés de matar o animal, arrependo-me e busco não errar de novo; procurando me corrigir por dentro; isso é entrar no espírito que a minha lei de matar bodes apontava e ilustrava.




E também posso dar um exemplo de andar “moralmente” na letra da lei: A parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37). Veja, naquele conto de Jesus, tanto um levita, como um mestre da Lei, não prestaram ajuda ao homem caído na beira da estrada, passando de largo.


Mas qual dos 10 mandamentos da “lei moral”, eles transgrediram? Nenhum! Eles não roubaram... Não mataram... Guardavam o sábado... Não cobiçaram... Não disseram falso testemunho... Não adulteraram... Não idolatraram...
Nos dez mandamentos não estava escrito “não omitirás ajuda ao teu próximo”, também não estava escrito: “terás compaixão do teu próximo”. Percebeu? “Moralmente” eles não fizeram nada de errado, pois não transgrediram nenhum dos 10 mandamentos. Mas na visão da nova aliança, eles transgrediram o 2º grande mandamento, de amar ao próximo como a ti mesmo. Que abrange todo e qualquer mandamento que exista, toda e qualquer atitude que exista para amar o próximo como a ti mesmo.
(Rm 13:9). Os 10 mandamentos representavam o ministério da letra, o ministério da morte, com glória transitória. No ministério do espírito, a glória é maior e eterna (2 Cor 3:6-14) (Rm 8:2).
11º - Porque Deus disse que uma lei não seria anulada e que outra lei seria cravada na cruz? (Mateus 5: 17-19), ( Colossenses 2: 14)
Resposta:
Prezado amigo, suas perguntas estão atreladas, baseadas em interpretações fechadas da sua igreja. Sua pergunta já diz que eram duas leis distintas, a sua pergunta diz, não a Bíblia. Seria como perguntar: “por que um tenista é chamado de Gustavo kürten, e o outro é chamado de Guga?” este é um clássico exemplo de pura interpretação adventista...
Mateus 5:17-20, acontece durante o Sermão do Monte, que começa em Mt 5:1, e vai até Mt 8:1.(confira) note que durante o seu discurso, Jesus cita, completa, aprofunda, explica, muda, e faz observações sobre regras da lei que foram dadas aos antigos, (Ele podia fazer isso, pois é o filho de Deus e tem autoridade para isso) que tanto estavam nas tábuas de pedra, como no livro. Veja:

- Em Mt 5:21-26, Jesus fala sobre não matar.............Que estava no decálogo.
- Em Mt 5:27-32, Jesus fala sobre não adulterar........Que estava no decálogo.
- Em Mt 5:33-37, Jesus fala sobre juramentos...........Que estava no livro da lei.(Lv 19:12)(Nm 30:2)
- Em Mt 5:38-42, Jesus fala sobre vingança..............Que estava no livro da lei (Ex 21:24) (Deut 19:21)
- Em Mt 5:43-48 Jesus fala sobre o amor ao próximo...Que estava no livro da lei (Lv 19:18).
Note que Jesus começa a falar da Lei no verso 17, e logo no verso 21 Ele começa a citar preceitos (leis) da Lei. Repare também que Jesus citou mandamentos das tábuas e do livro; e todos de caráter moral.


Com isso, vemos claramente que a lei da qual falava Jesus, e a moralidade que Ele ensinava, não era só das tábuas de pedra, Jesus se referia à lei como um todo.
Cumprir...” Isso significa que Jesus veio cumprir aquilo que a lei e os profetas (AT) diziam. Cumprir no sentido de cumprimento da promessa, cumprimento do dever, concluir o que tinha de ser concluído.
Jesus nasceu sob a lei, viveu sob a lei, morreu pela lei, porque segundo a lei, Jesus blasfemava se auto denominando filho de Deus e violava o sábado (João 5:18).
E o fim da lei é Cristo (Rm 10;4). Assim Ele cumpriu a Lei...
Até que o Céu e a terra passem...” Esse “até”, não está se referindo ao fim da terra e do Céu, até mesmo porque, a Bíblia nunca disse que o Céu, nem mesmo a terra acabariam (mas mudariam).


Esse “até”, não estava falando no sentido de tempo determinado, mas no sentido de não haver volta naquilo que foi dito ou prometido; tem o mesmo sentido quando alguém diz, por exemplo:
Até que um elefante azul caia na minha cabeça, eu não retiro o que disse!” Ou então: “Aaté que a galinha crie dentes, eu não te direi o que queres”. Portanto, até que o céu e a terra passem nada cairia da lei, até que tudo fosse cumprido.
A Lei do A.T. era um jugo (submissão, opressão) que nem os antigos puderam suportar (Atos 15:10); foi o ministério da morte com glória transitória ( 2 Cor 3:6-14), foi cravada na cruz, pois ali realizou-se seu pleno cumprimento, através do nosso salvador.
A Lei não seria anulada, mas sim cumprida por Jesus Cristo. Veja Lc 24:44:
“...importava que se cumprisse tudo que de mim está escrito na lei, nos profetas e nos salmos”
Jesus não disse que a Lei permanecerá até que o céu e a Terra passem, mas até que tudo seja cumprido!
A Lei e os profetas duraram até João (Lc 16.16,17). Nada cairia da Lei, até que a Lei e os profetas (leis e profecias do AT) tivessem a sua consumação. Isso dá conta da transitoriedade da Lei.
Porém, ela só passaria depois do seu integral cumprimento. Visto que Jesus veio cumpri-la - e ele não falhou - a Lei já passou...
Jesus NÃO FALOU sobre uma duração perpétua da Lei, mas do seu completo cumprimento. (Lc 24.44; At 13.29; Rm 10.4; Cl 2.14-16).
12º - Porque Deus disse que uma lei não seria mudada e nem anulada pela fé, e que outra lei sim seria cancelada? (Romanos 3: 31) (Efésios 2: 15)
Resposta:
Em Rm 3;31, a interpretação adventista diz que a lei que Paulo fala, são só os dez mandamentos das pedras. Mas para entendermos o contexto, devemos analisar desde o verso 19, quando Paulo começa a falar da lei nesse capítulo.
Nessa passagem Paulo está dizendo que a lei é confirmada para dar o testemunho de que somos justificados pela fé, não pelas obras da lei, pois a lei dá o conhecimento do pecado, faz com que as pessoas saibam que são pecadoras (vrs 20-21). Mas não basta só saber e reconhecer que é pecador, é preciso ter fé, pois através dela, podemos cair na graça de Deus.
E no verso 31, Paulo está introduzindo o assunto do capt. 4, onde mostra que a lei tem valor, porque se entendida corretamente, ensina que Deus nos aceita por meio da fé, da crença, como se pode ver no exemplo de Abraão (Rm4:1-14).
Se em Rm 3:31, Paulo está falando só da dita “lei moral”, o que dizer do verso 27 ao 30? Paulo diz que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (a pessoa é aceita por Deus por meio da fé e salvo por sua graça, e não por fazer o que a lei manda.)
Agora pergunte aos adventistas se seremos justificados e salvos se não guardarmos o sábado, segundo a lei... E se for como querem os advts, quer dizer então que nos versos 27 ao 30 Paulo falava da lei cerimonial, e de repente, no verso 31, ele muda e fala da lei moral??? Sendo que nem Paulo, nem toda a Bíblia nunca falaram em divisão de leis... E todos os leitores têm que entender assim?
Paulo queria e sabia, que os leitores fariam essa divisão? Note que nos versos 27 e 28 Paulo fala de lei, no verso 29 ele fala de judeus e gentios, no verso 30 ele fala de circuncisão e incircuncisão, e aí no verso 31, a lei que se referia era o decálogo?

Paulo na verdade falava da lei da antiga aliança, a lei teve seu valor, mas agora não estamos mais debaixo da lei, mas sim da graça, somos filhos da nova aliança, do novo testamento (Rm 6:13-15) (2 cor 3:6-18).
Outra coisa: por acaso Ef 2;15 diz que a lei seria anulada pela fé? O Senhor compara uma passagem onde diz que a lei não seria anulada pela fé, com outra onde diz que Jesus desfez, derrubou a lei na sua carne, unindo os povos, judeus e não-judeus.
Se o amigo mostrasse uma passagem onde diz que a lei seria anulada pela fé, comparando com outra onde diz que a lei não seria anulada pela fé, até teria coerência com sua interpretação, mas não foi o caso. Aliás, Paulo disse: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef 2:8), Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós” (Rm 4:16) Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:2)“pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”(Rm 6:14).,percebeu? Estamos na fase da graça, não mais na fase da lei. O que anulou a lei foi à graça da Nova Aliança, não apenas só a fé; a lei terminou no seu cumprimento, na sua conclusão.
E tem mais: se a lei em questão, em Ef 2:15, era a dita “cerimonial”, veja que a passagem Ef 2:11-16, fala que a lei era um muro, uma parede de separação,uma diferença, uma inimizade entre judeus e gentios. E se essa inimizade era só a “lei cerimonial”, então o sábado, sendo de outra lei, da dita “lei moral”, não era uma diferença, não era uma parede de separação entre os dois povos, não criava inimizade, é isso?
Então será que os gentios também guardavam o sábado, e também apedrejavam quem trabalhasse nele e etc? Ou então o sábado, como sendo da “lei moral”, então não criava separação, desunião, diferença e inimizade, então será que um gentio para dentro das portas de um Israelita, poderia trabalhar no sábado sem causar confusão, ou inimizade?
Ou um gentio podia assar um leitão no meio do acampamento Israelita, pois essa lei era “de saúde”, não era a “cerimonial”, então isso não causava desunião, inimizade, e diferença... Será?


Então seguindo o entendimento adventista, quando Paulo diz que na cruz, Cristo desfez a inimizade, a parede que separava, ou seja, a lei dos mandamentos, então nós temos que entender, por exemplo, que o sábado e restrições alimentares não faziam nem causavam diferença, separação, desunião e inimizade entre judeus e gentios!!???

Ora, tenha dó, Sr. Gilberto!
Caro amigo, toda a Lei não foi dada aos gentios; Paulo diz (verso 12), que os gentios antes da Nova Aliança, estavam separados e não faziam parte das alianças com Deus.


Percebeu Sr. Gilberto? Só o povo de Israel recebeu a lei (thorá) com todos seus preceitos, e não só a circuncisão, mas o sábado e as leis dietéticas causavam grande diferença, separação e inimizade.

Outra coisa: grande parte dos adventistas sempre associa a palavra “mandamentos” que aparecem no NT, com o decálogo; falou em “mandamento”, já pensam nos dez das tábuas, mas quando a Bíblia diz lei dos mandamentos em Ef 2:15, ah... Essa era só a “cerimonial...” ora, Sr. Gilberto, me desculpe, mas, discordo do Senhor.
Ah, sim já ia esquecendo... A questão da palavra “ordenanças”. Nessa passagem de Ef 2:15, os adventistas sempre alegam que a lei em questão era a dita “lei cerimonial” devido estar escrito: lei que consistia em ordenanças. Mas , o que é uma ordenança? É uma norma, uma regra; e não especificamente uma regra cerimonial, como querem os adventistas.
Analisemos: A palavra grega que foi traduzida por ordenanças em Col 2:14 e Ef 2:15, é Dogma.


Mas essa palavra não é exclusiva para significar “lei cerimonial”. Essa palavra (Dogma), aparece outras 4 vezes no NT:
- Em Lc 2:1, ela é usada para: O decreto (Dogma) de César para registro e contagem do povo. Seria isso, algo da lei cerimonial?
- Em At 16:4, ela é usada para: A decisão (Dogma) que os apóstolos tomaram na reunião de Jerusalém. Eles pediram para os não-judeus não comerem sangue, animais estrangulados, animais oferecidos a ídolos e não praticarem imoralidade sexual. Essas regras foram necessárias para facilitar a convivência na Igreja entre judeus e não-judeus evitando escândalos. Essa decisão (Dogma) dos Apóstolos foi sábia e oportuna para a situação da época. Ela não teve um objetivo ritual, mas de trazer mais harmonia entre os dois povos.
- Em At 17:7, ela é usada novamente para: O decreto (Dogma) de César, decreto esse que afirmava existir somente um rei, o César. Decreto do imperador romano que afirmava existir só um rei, seria da “lei cerimonial” porque a palavra usada foi Dogma?

- Em Col 2:20, ela é usada para:ordenanças (Dogmatizo) realmente cerimoniais sem valor. Mas note que aqui a palavra se apresenta diferente. Além disso, tem outras coisas; vemos em Lucas 2:39, que a palavra grega (traduzida por ordenanças) referindo-se aos ritos cerimoniais realizados não foi Dogma, foi Hapas.
- E em Hb 9:10, as ordenanças rituais são denominadas pela palavra Dikaioma. A palavra Dogma, não foi usada.
- E em Hb 7:18, a palavra grega traduzida por ordenança, foi Entole e não Dogma. E nessa passagem, todo adventista afirma se tratar da dita “lei cerimonial”. Portanto, a palavra grega (Dogma) que aparece em Col 2:14 e Ef 2:15, não é exclusiva, e a Bíblia não mostra, que seja exclusiva para lei cerimonial.

Outro detalhe importante: “ordenança” é uma tradução. Se vamos olhar para a tradução “ordenanças” e pensar em leis cerimoniais, como fica 1ª Cor 7:19? Paulo diz que: o que vale é guardar as “ordenanças” de Deus (RA 2º edição). Os advts guardam essas ordenanças cerimoniais de Deus? Quais? E em Lc 2:39, é dito que foram cumpridas as “ordenanças” segundo a Lei do Senhor (RA 2º edição). Mas a lei do Senhor não é o decálogo, só com leis morais; como que “ordenanças” são da Lei do Senhor? E lembro que a RA 2ª edição, foi distribuída nas igrejas pelos próprios líderes adventistas para seus membros...
E para completar, a própria Sra. White chamou o sábado de “ordenança” veja:
“Desta maneira indica o profeta a ordenança (ordinance) que tem estado esquecida: "Levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia...” (O grande conflito pg 452-453)
Mas Sr. Gilberto... O sábado não é “moral”? Como que a sua “mensageira do Senhor” o chama de “ordenança”????


Concluindo: a Lei sempre foi uma só, nunca dividida em moral, cerimonial, de saúde, civil, ou qualquer outra; isso é pura criação de líderes religiosos através dos tempos. A Bíblia nunca mostrou tal divisão. Analisando a Bíblia, o que podemos deduzir, é que a Lei (thorá) quando foi dada, ela tinha um único caráter, o moral de certo e errado; era certo seguir a Lei, (toda ela) e era errado não segui-la.


Isto basta. Espero que o Senhor reflita... Sr. Gilberto.
Fique na Paz .
Décio - Um Aprendiz de Cristão
Extraído do blog Ex-Adventistas.com

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