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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Crente Com Incrédulo: Proibição de Casamento... Ou Mais Um Erro de Interpretação?



Baseando-se em 2 Coríntios 6:11-18, Ellen G. White declarou que:
Os filhos de Deus não devem nunca aventurar-se a pisar em terreno proibido. O casamento entre crentes e incrédulos é proibido por Deus.”- Fundamentos da Educação Cristã, pág. 500 par. 3
O Senhor proibiu expressamente seu povo de casar-se com descrentes. Deus sabe o que é melhor para os interesses eternos e para o bem presente da alma. Advirto-lhe que se afaste desse terreno proibido.”

Esta é uma questão de vida ou morte para você. Que o Senhor a ajude a enxergar cada cilada de Satanás e a evitá-la”. Carta a Jovens Namorados pg. 84 par. 2 e 6

Onde conferir tudo: http://www.ellenwhitebooks.com/
As palavras da sra White são apoiadas por estudos adventistas, como por exemplo, o que é apresentado no site “Jesusvoltará”, onde declaram que 2ª Coríntios 6:14-18 , está tratando de proibição de casamento entre crentes e incrédulos.
Amigo leitor; será mesmo que a passagem em questão está falando de casamento? Façamos uma pequena análise; primeiro, vejamos o que diz 2ª Cor. 6: 14-16:
Conferindo na Bíblia: 

“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial (maligno)? Ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuários de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” 2ª Cor. 6: 14-16
Agora, o que vemos em 1ª coríntios 7 : 12 a 14? O Apóstolo Paulo fala sobre pessoas crentes e descrentes casadas entre si, e em momento algum ele faz alguma proibição sobre esse tipo de casamento. Ele declara:
“Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos”. (1 cor. 7:12-14)


Algum defensor de Ellen White pode argumentar que Paulo estaria dizendo apenas a opinião dele porque declarou: “Mas aos outros digo eu, não o senhor...” Mas porque disse disso, devemos menosprezar suas palavras?
Essas recomendações então não seriam inspiradas? Por acaso seriam Anti-Bíblicas? Devemos riscar esta parte de nossas Bíblias? Mesmo considerando que algo escrito por Paulo, fosse apenas à opinião pessoal dele, isto parou na primeira frase. Sim, pois na segunda ele afirma que o conjugue incrédulo e os filhos são santificados pelo conjugue crente. E isso não pode ser apenas Paulo falando, pois como ele pode saber e afirmar, que o conjugue crente santifica a família? Então o conjugue descrente é santificado pelo crente apenas “pela opinião de Paulo”?
Mesmo apesar da modéstia contida na declaração de Paulo, tudo o que ele escreveu veio de Deus através de Cristo...
Sendo como for, vejam que momento; que oportunidade Paulo teve ali; de recomendar a proibição desse tipo de casamento. Mas não; ele não proíbe; pelo contrário, faz afirmações a favor da união.
Erro de interpretação:
Para começar; na passagem de 2ª Coríntios não são citadas palavras como: homem, mulher, marido, esposa, muito menos casamento.
Reparem em 2ª Cor. 6, como o Apóstolo simboliza a ligação ou sociedade do crente com incrédulo. Ele exemplifica assim: justiça com injustiça, luz com trevas, Cristo com o maligno, templo de Deus com os ídolos. Ou seja, os comparativos que Paulo apresenta são totalmente incompatíveis e impossíveis de haver comunhão.
Então como entenderemos que nestes versos, Paulo estaria falando de proibição de casamento entre crentes e descrentes, se na primeira carta, como vimos em 1ª Cor. 7:12-17, ele afirma que, se o conjugue crente tiver um conjugue incrédulo que não o deixe, e que o incrédulo é santificado pelo crente e até os filhos serão santificados (puros)?
Como uma união impossível - luz e trevas - ou a união de Cristo com o maligno, ao mesmo tempo, traria santificação a alguém?
Veja amigo leitor; se entendermos que 2ª Cor 6 está tratando de casamento, então temos um grande problema aqui:
Ou seguimos 1ª Cor. 7, onde o casamento entre crentes e não crentes é possível, ou seguimos 2ª Cor. 6, onde supostamente tal união seria radical e totalmente impossível.
A doutrina adventista por fim acaba por criar aqui, mais um “grande sucesso” de contradição Bíblica – mais um paradoxo – mais uma estrada que não leva a lugar nenhum.

Desfazendo a confusão:
É apenas uma questão de análise, vejamos:
Na verdade, em 2ª Cor 6, o Apóstolo faz um alerta aos Cristãos de Corinto, para não se influenciarem com os costumes e tradições pagãs, especialmente a idolatria (verso 16). Os incrédulos a que Paulo se refere, eram os ativos pagãos idólatras, os “infiéis” como descrevem algumas edições Bíblicas.
Naquele tempo, os cultos pagãos tinham não só muita idolatria, como também bebedeira e até orgias sexuais.
Analisando um pouco de História Bíblica, vemos que os Cristãos de Corinto eram uma pequena minoria, numa grande cidade pagã. Portanto, a preocupação de Paulo, era para que eles não fossem contaminados pelo paganismo, com seus costumes idólatras sujos (ver também Efésios 5:3-13).
Era um alerta ao grupo Cristão para ficarem longe de tais impurezas e o assunto não tratava de casamento, de marido e mulher.
Se assim fosse; Paulo jamais teria dito o que disse em 1ª Cor. 7, onde o casamento é especificamente abordado; muito pelo contrário, ele diria para o crente deixar o descrente. Teríamos aqui, um novo motivo Bíblico para o divórcio.

Em outra declaração Bíblica vemos:
“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade;” (1 Timóteo 4:1-3)
Analisemos novamente: Primeiro reparem que Paulo diz - “O casamento”, ou seja, generalizado, logicamente no contexto Bíblico de casamento: Homem-mulher, ou seja, todo casamento. Por que em 1ª Timóteo cap. 4, o Apóstolo não esclarece a exceção dos casamentos entre crentes e incrédulos?
Era mais uma oportunidade de Paulo para declarar a proibição do casamento entre crentes e incrédulos, mas ele nada fala e ainda por cima afirma que a proibição do casamento vem de espíritos enganadores.
Notem que ele diz “proibindo o casamento, e ordenando abstinência de alimentos”.
Por detrás da confusão:
Amigo leitor, Quem proibiu o casamento entre brancos e negros dentro da própria igreja? Quem proibiu o casamento entre crentes e incrédulos e ainda inventou a interpretação da tal lei de saúde, obrigando a abstinência de alimentos?
Se a sua resposta é “Deus”; então Paulo é mentiroso, nunca foi inspirado, ou o próprio Deus é mentiroso.
Ele afirma sem sombra de dúvida através de Paulo, que a proibição do casamento é uma orientação que provém de doutrina de demônios.
Por acaso Deus poderia ao mesmo tempo afirmar através de Ellen White, que certos casamentos são proibidos?
Seria Deus desleal, injusto e confuso? Porque se Ele proíbe casamentos entre crentes e incrédulos, mas ao mesmo tempo coloca amor em seus corações, assim estaria sendo.
Seria como dizer que Deus proíbe que o homem beba água ou qualquer líquido que a contenha, mas ao mesmo tempo, cria o homem que morre de sede, pois necessita de água. É simplesmente absurdo. Sendo o tal casamento algo proibido por Deus, não faz sentido Ele colocar amor puro e verdadeiro entre pessoas crentes e descrentes. Ou será que deveríamos presumir que, toda pessoa crente que declare amar uma incrédula (ou vice-versa), está enganada; ou seja, essa pessoa não ama de verdade?
Só pode existir “paixão” ou qualquer outro sentimento? Amor puro e verdadeiro, não pode existir?
Só o amor verdadeiro é que deve levar as pessoas a se casarem; e se Deus é amor, e se Ele proíbe certos tipos de casamentos, logicamente Ele jamais colocaria amor puro dentro de dois corações de pessoas com “opiniões e crenças” diferentes...
Teríamos aqui então, uma forma de afirmar taxativamente que todo sentimento entre crente e descrente, nunca é amor? É possível afirmar isso? Seria a crença ou religião das pessoas que nos diz então se o sentimento é amor, ou não?
E o casamento entre incrédulos? É permitido? É abençoado?
Deus aceita que incrédulos se casem e se multipliquem, aumentando o número de incrédulos, mas não quer que crentes se casem com incrédulos para convertê-los... Por quê? Será que os incrédulos hoje em dia são tão perigosos assim, que podem desviar os crentes, e os crentes são tão fracos que não conseguem converter incrédulos? Seria esse o motivo?
Então a crença dos crentes é mais fraca do que a descrença dos descrentes? Essa é para pensar...
E o amigo leitor? Talvez o leitor (a) fosse um incrédulo, um ateu, e após casar com uma pessoa crente e Cristã, tenha mudado e hoje, crê no Senhor. Se for o seu caso, pense: então o seu casamento foi um erro, pois foi proibido por Deus; mas ao mesmo tempo, te trouxe para Ele. E agora? O “erro” te trouxe para o acerto? O errado, impossível e proibido por Deus, foi uma “benção” que te levou para o caminho certo?
E você, meu amigo Cristão; que casou com um incrédulo, e hoje, seu conjugue é um Crente fervoroso (vemos muitos casos assim pelo mundo afora) eu pergunto:
Seu casamento foi para “a morte” ou “perdição” como afirma Ellen White? Pense...
Lamento aos adventistas, mas sobre estar enganado ou enganando, a suspeita cai sobre a sua profetisa.
“She wrote when that might just be crazy or being led by the enemy of God!”

E que Deus tenha Misericórdia...
Décio – um Aprendiz de Cristão.


Extraído de Ex-adventistas.com

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