Somente Cristo! Somente a Bíblia!

"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ADVENTISMO: UM DOS PRIMEIROS GRANDES ERROS III - REFUTANDO O CÁLCULO DE GUILHERME MILLER



Finalizando a série “Trilogia do erro”; o artigo que fecha com chave de ouro; a série de estudos sobre os principais erros doutrinários que serviram de base para o surgimento da Igreja Adventista do 7º dia; e põe fim definitivamente na controvérsia sobre a suposta "origem Divina" desse movimento:
(A primeira parte está aqui: e a segunda aqui:)
A Sra. White afirmou:
Havendo terminado os primeiros 490 anos dos 2300, restavam ainda 1810 anos. Contando-se desde o ano 34 de nossa era, 1310 anos se estendem até 1844. "Então", disse o anjo, "o santuário será purificado". No tempo indicado para o final do 2300 dias, em 1844 - iniciou-se a obra de investigação e apagamento dos pecados”. (Maranata - Meditação Matinal pg 247-248)
A Ellen White diz que Miller e seus seguidores acertaram na conta dos tempos proféticos. Mas será que Miller realmente acertou?
Prezado leitor, este é um assunto bastante interessante, mas requer boa atenção para um bom entendimento das questões levantadas neste texto. Então, antes de tudo, um pouco de história do nosso calendário:
Nosso calendário é essencialmente uma invenção dos antigos romanos. O primeiro calendário romano era um calendário lunar com dez meses; começando no equinócio da Primavera, implantado, segundo a lenda, por Rômulo, o fundador de Roma aproximadamente em 753 a.C.
Neste primeiro calendário romano, o ano tinha 10 meses de 30 ou 31 dias, que totalizavam 304 dias e os demais 61 dias que coincidiam com o inverno não entravam no calendário havendo pouco interesse de acompanhamento temporal neste período do ano.
A primeira reforma do calendário ocorreu com Numa Pompílio por volta de 713 a.C., o segundo dos sete Reis de Roma que reduziu os meses de 30 dias para 29 dias e adicionou os meses de Januarius (29 dias) e Februarius (28 dias) no final do calendário aumentando o seu tamanho para 355 dias, transformando-o em um calendário luni-solar, mantendo os inícios dos meses coincidindo com os inícios das fases da Lua e adicionando de tempos em tempos um mês extra para completar o ano solar.

Mercedonius - Um mês extra:

Na "folhinha" do rei Numa, o ano consistia de 355 dias, dez a menos que o ano solar (cuja duração coincide com a translação da Terra em torno do Sol). Para compensar a diferença, a cada dois anos se adicionava um mês extraordinário, o Mercedonius, de 22 ou 23 dias.
O primeiro mês do ano era Martius (março), dedicado a Marte, o deus da guerra.
Seguia-se Aprilis (abril), dedicado a Vênus. O nome, porém, deriva do verbo latino aprire, abrir, e o que se abria, no caso, era a natureza, pois este mês marca o início da primavera no hemisfério norte. Depois, vinham Maius (maio) e Junius (junho), oferecidos respectivamente às deusas Maia e Juno.

.......................
Os meses seguintes voltavam a ser contados de modo numérico, do sétimo ao décimo: September (setembro), October(outubro), November (novembro) December (dezembro). Só então vinham Januarius (janeiro), dedicado ao deus Janus, e Februarius (fevereiro), que se origina de Februa, uma festividade romana.
Os meses subseqüentes recebiam o nome de Quintilis e Sextilis, pois eram o quinto e o sexto mês, mas tiveram seus nomes mudados para homenagear os imperadores Júlio César (100-44 a.C.) e Augusto (63 a.C.-14 d.C.). Daí vem Julius (julho) e Augustus (agosto)..

Erros de cálculo:

Os sacerdotes eram os responsáveis pela administração do calendário na Roma republicana (509-31 a.C.), mas o faziam sem muito zelo, de modo que os erros - intencionais ou involuntários - não tardaram a gerar uma defasagem em relação ao ano solar, que girou em média cerca de três meses, relativamente à passagem das estações. Os meses de inverno passaram a avançar sobre a primavera e assim por diante, até que Júlio César resolveu pôr ordem nas coisas, em 46 a.C.
Ao invadir o Egito, César chamou o astrônomo Sosígenes de Alexandria e encomendou-lhe a criação de um calendário mais funcional.
Queria organizar o tempo para que a história de suas conquistas fosse devidamente registrada e também para estabelecer um calendário civil coincidente com o solar.
O ano foi dividido em 365 dias e às seis horas da translação que não entravam nas contas foram reunidas em um dia a ser acrescentado ao mês de fevereiro de quatro em quatro anos (6h X 4 = 24h).
Esses anos passaram a ser chamados de bissextos (bisextiles), pois considerava-se que o dia 24 ou 25 de fevereiro acontecia duas vezes (isto é, tinha um bis) e tratava-se do sexto dia anterior àcalenda” de março. "Calenda" era o nome do primeiro dia de cada mês latino. E é dessa palavra, claro, que se origina o termo calendário.

O calendário Juliano e o ano da confusão:



O calendário dito Juliano entrou em vigor em 46 a.C. Porém, para se acertarem as contas desde a lendária fundação de Roma, em 753 a.C., aquele ano precisou ser totalmente atípico, contando com 432 dias. Com isso, o novo mês de janeiro teria se sobreposto ao mês de março na contagem anterior, mudando a ordem dos meses para a atual.................................................................

Confuso? Pois saiba que o ano de 46 a.C. entrou para a história como "o ano da confusão". Para piorar, algumas das regras estabelecidas por Sosígenes foram mal interpretadas e o imperador Augusto foi forçado a proceder correções em 8 a.C. - aproveitando para dedicar um mês em sua homenagem.
Embora se intercalassem os meses de 30 e 31 dias, agosto ficou igual a julho, para não haver diferenças entre os imperadores homenageados.
......................................................................



O princípio do erro:
Aí está o “x” da questão amigo leitor:
Quem disse que esses “2300 anos” (supondo que fossem anos) eram romanos? O calendário no qual Miller fez sua simples conta (457 AC + 2300 = 1844) é o gregoriano; oriundo de Roma.
Na Bíblia, as profecias de tempo sempre falam de anos Bíblicos, os quais se apresentam de 360 dias. E não existe um relato Bíblico exato sobre como eram os anos ou calendários usados pelos povos antigos.
Talvez o calendário da época do livro de Gênesis fosse um pouco diferente do calendário da época do profeta Daniel, do qual já poderia haver alguma diferença em relação ao calendário dos tempos do Apóstolo Paulo...
Mas a Bíblia nos dá uma amostra em Gênesis, que o ano era de 360 dias. (Gen 7:11, Gen8:4, Gen 7:24, Gen 8:3) e principalmente em Daniel e Apocalipse, (os dois livros que tem profunda ligação não é?), vemos claramente que os anos bíblicos realmente são de 360 dias.
Confira em: Dan 7:25, Dan 12:7, Ap 11:2-3, Ap 12:6, Ap 12:14, Ap 13:5. Vemos então que a Bíblia não apresenta profecia de tempo em anos romanos. Por que as 2300 tardes e manhãs são anos romanos? Não temos que comparar as passagens bíblicas? (Um pouco aqui, um pouco ali...).
E isso não é o pior; resumindo o que a história nos conta, os calendários romanos tinham 304 dias, depois 355 dias e foram tirados e acrescentados dias e meses, até que em 46 a.C, foi instituído o calendário Juliano, o qual o imperador Júlio César retirou o 13º mês (extra) que existia, e acrescentou 67 dias no primeiro ano desse novo calendário; ( ano da confusão).
E em 1582, o papa Gregório 13 mexe de novo nesse calendário, omitindo 10 dias...
E criando assim, o calendário gregoriano, o nosso atual e o mesmo dos tempos de Miller.
Sem contar as prováveis mexidas que desconhecemos em todos os calendários desde 457 a.C até 46 a.C.

Agora chegamos ao ponto-chave da questão:
Como que Guilherme Miller simplesmente calculou 2300 anos bíblicos (proféticos) em cima de uma linha de tempo do calendário do ano romano toda bagunçada? Como ele fez essa “proeza”???
Os adventistas afirmam que o cálculo de Miller estava certo; mas a profecia seguiria o ano Bíblico, ou, o ano exato, os anos solares astronômicos corretos.
Ou seja: 2300 anos corretos (365,2422 dias) são 840.057 dias.
Sendo que a cada pôr-do-sol, (na região que foi dada a profecia) diminuiria um dia da profecia. Ou será que a profecia foi se adaptando a cada mexida do homem no calendário, e ainda por cima, romano?
Uma profecia Bíblica onde os anos são romanos, os imperadores são romanos e ainda por cima um papa - todos “agentes da besta” conforme os Adventistas pregam – Todos redimensionando e alterando os calendários e um homem leigo (Miller) calcula 2300 anos corridos de 457 a.c até 1844?
Como saber se esses anos romanos; utilizados por Miller na sua dedução; estão realmente corretos depois de tantas alterações?

Calendários romanos mexidos e duvidosos... Esse cálculo não passa de um grande erro e uma grande ilusão.

Tentando justificar o injustificável:

Existem estudos adventistas que mostram cálculos e esquemas astronômicos, tentando provar que não se trata de anos romanos, mas realmente 2.300 anos solares absolutos de 457 a.C até 1844.

Mas mesmo os cálculos sendo astronômicos, com anos solares, os dados para os cálculos estão baseados em um calendário, uma linha de tempo (agora gregoriana), que a origem, além de romana, sofreu diversas alterações (como já relatamos).

Tempos atrás, quando levantei esta questão para um grupo de adventistas, estes argumentaram:


“A escala de Joseph Scaliger, a qual consiste numa ininterrupta seqüência de dias, cujos minutos estão devidamente individualizados por um número de vários algarismos. Essa escala pode ser convertida para qualquer calendário existente. Temos, pois, como traçar uma linha do tempo contínua desde 457 a.C. até 1844 d.C.”


A refutação:

Acontece que a escala de Scaliger, não passa de uma conversão. Podemos converter calendários para escala e a escala para calendários. Mas é apenas uma projeção numérica contínua, ou mesmo de calendários, como se eles tivessem sidos corretos; mas não foram.

O problema está nas datas. Converter uma data para a escala de Scaliger, é apenas converter uma unidade de medida e só isso. Eu falo é da contagem na prática, principalmente nos tempos bem antigos como de 457 a.C a 46 a.C. os dias passavam, os anos passavam, e o homem não contava cada ano com 365,2422 dias( o ano exato).

A questão não está na operação, ou na fórmula, mas nos dados contidos nela. A questão não é converter uma data, mas como saber se aquela data, que é “calendária”, pode ser absoluta.

O problema está aí, nas datas. Como saber, por exemplo, se 22-10-1844, era realmente, astronomicamente, absolutamente 22-10-1844? Ou seja, se passaram reais e absolutos 1844 anos solares depois do nascimento de Cristo? Se essa data é fundamental, onde ela está realmente localizada no tempo/espaço?
Fazer uma conta no papel, (por assim dizer), com matemática direta é uma coisa, pois o papel aceita tudo que você escreve nele. Mas e na prática?

Eu conto 2300 anos, sendo que diversos anos tinham 304 dias, outros tinham 355 dias, um até com 432 dias, muitos outros com 365,25 dias, outros com 365,2425 dias, outros sem nem saber quantos dias tinham... E depois eu conto 2300 anos, todos exatos com 365,2422 dias...

E tanto na contagem dos calendários como em contagem astronômica exata, eu chego a datas idênticas? 22-10-1844? Eu posso pegar a data de 22-10-1844 (ou mesmo convertida na escala) e retroceder 500, 1.000, 2.000, 3.000 anos... Mas estou fazendo isso em uma conta, na matemática direta e lógica; mas acontece que as datas dos calendários não foram criadas assim.

O Sr. Miller não fez nenhum cálculo astronômico; ele fez a conta simples e direta em cima do calendário. Só para termos uma idéia da falta de sintonia entre a contagem “calendária” e a solar exata, vou dar exemplo (hipoteticamente falando):

Se em 22 de outubro de 1519, um suposto viajante do tempo, com sua fantástica “máquina do tempo”, digita a data de 22-10-1519 (a máquina conta anos exatos) e então retrocedesse 1000 anos solares exatos, ou seja: 1000 x 365,2422 , ele retrocederia 365.242,20 dias .
Mas o calendário da época, era o Juliano, o ano contado com 365,25 dias. Então 1000 x 365,25 são 365.250 dias. Uma diferença de 08 dias. Ou seja: depois de 365.242 pôr-do-sol, ou 1000 anos solares exatos, na contagem solar exata da máquina, estaria registrada a data de 22 de outubro de 519 anos exatos, mas na contagem “calendária”, no calendário da época, seria 30 de outubro de 519. Por que?

Porque a contagem “calendária” é diferente da contagem exata. Há diferença de horas; e após 1000 anos, a diferença já apareceria em dias. Nesse exemplo que mostrei, já vemos uma diferença de 08 dias; imaginem só agora, desde 457 a.c até 1844.

E a data de 22 de outubro de 1844, é uma data construída em cima dos calendários irregulares do homem.

1844 é baseado em 1843, que foi baseado em 1842, de 1841, que veio regressivamente de: 1840, 1740, 1640, 1582, (calendário Gregoriano) 1540, 1440, 1200, 1100, 900, 700, 600, 500, e até chegar ao ano zero (seria a data original do natal?)
E aí segue: ...-10 anos, -30 anos, -46 anos (ano da confusão – calendário Juliano), -100 anos, e pulando um pouco chegamos a -750 que seria o ano da fundação de Roma.



Miller contou os anos com 304 dias e os contabilizou como se fossem 01 ano passado!
Contou anos com 355 dias e os considerou como anos passados (dentro da profecia), assim também ele fez com anos de 365,25 dias e os demais anos “bagunçados”.

Anos alterados, anos mexidos, anos irregulares, todos somados como anos normais e se chegou à data de 1844, data “calendária”.

Comparando:  
 
 “2300 sacas (anos), e o caminhão estará carregado”.

Comparando a contagem exata e a contagem histórica “calendária”; seria como um homem carregar um caminhão com 2300 sacas, cada saca com exatas 365 castanhas. Outro homem faz à mesma coisa, mas as suas sacas contêm uma quantidade irregular de castanhas; várias sacas têm 304 castanhas, outras contem 355, outras com 365, e outras, (as mais antigas), nem se sabe.

No final, temos os dois homens, com seus caminhões carregados cada um com 2300 sacas. Mas cada saca, para estar corretamente cheia, deve conter 365 castanhas.

Nossa linha do tempo, (caminhão) é baseada nas sacas irregulares (anos), ou seja, contou-se anos irregulares (por exemplo, com 355 dias), como um ano; e essa contagem é que gerou as nossas datas dos calendários.


As datas “calendárias”, é que nos dizem em que ano estamos, e essas datas foram feitas, com base, uma na outra, com calendários baseados um no outro, e de diferentes épocas. Portanto, 1844, assim como nossas datas atuais, são baseadas nos calendários irregulares passados, não em uma contagem precisa. Os registros históricos provam que o homem não contou os anos corretamente.


Para o cálculo do Sr. Miller e Cia. dar certo, seria necessário que a humanidade tivesse o calendário de 457 a.c até 1844, com a contagem solar astronômica, absolutamente precisa para fazer a simples conta que o sr miller fez: (457 a.C + 2300 = 1844 d.C) ou seja: essa contagem de tempo,esse calendário, essa linha de tempo, que Miller usou (que é a nossa) deveria estar astronomicamente correta e exata desde 457 a.c até 1844.


O homem não deveria ter mexido em nem um dia sequer da contagem. Por exemplo: 1844, tinha que ser 1844 astronomicamente exato e não 1844 “calendáriamente” mexido.

Como saber por exemplo, se o dia 15 de abril de 46 a.C. (ano da confusão) era astronomicamente “15 de abril”, o mesmo e exato dia da estação em relação ao dia do ano anterior, com aquelas mexidas que fizeram?



Miller começou a conta em 457 a.C.; mas quem disse que o ano 457 a.C, eram 457 anos astronômicos solares absolutos contando para trás partindo da suposta data (?) do surgimento do messias?? Para marcar a suposta data em 457 a.C, seria necessário saber a data exata do nascimento de Jesus e contar corretamente pra trás até 457 a.C, e então contar 2300 anos absolutos para frente.
 
Se for assim, se em 1844 passaram realmente 1844 anos solares exatos após a data do nascimento de Jesus... Então isso quer dizer que há 2010 anos exatos atrás, em 01 de janeiro; Jesus teria supostamente nascido?

Bom, se tudo está correto, parabéns ao Sr. Miller e seguidores adventistas!! Acharam à data verdadeira do Natal!!! (Uma “salva de palmas” para eles!) Deveriam ser indicados ao premio Nobel!

Observação:
Os cálculos feitos pelo monge Dionísio, o Exíguo, para datar o nascimento de Jesus Cristo são considerados incorretos pela maioria dos acadêmicos bíblicos, julgando-se que teria ocorrido entre 8 a.C. e 4 a.C.
Sabe-se que Jesus teria nascido antes da morte de Herodes, o Grande, no ano 4 a.C. - ano este que é determinado pelas informações dadas por Flávio Josefo quanto aos eclipses lunares ocorridos na Páscoa e aos acontecimentos que acompanharam a sua morte, tal como foi calculado por Kepler. (wikipédia)
 
 
Amigos, não podemos pegar 2300 anos solares absolutos e fazer conta em cima de uma linha de tempo toda irregular. É como colocar uma régua de 2300 centímetros exatos em cima de uma outra régua com a metragem toda diferente, onde as medidas foram alteradas, onde os centímetros não são iguais... E ainda assim marcar o ponto inicial e o final; isso é absurdo!



Se for verdadeiro esse cálculo, então todos os calendários que originaram o atual, estavam precisos e astronomicamente exatos?!

Um ano solar astronômico exato tem 365,2422 dias. Então, no cálculo astronômico exato, temos 840.057 dias (2300 x 365,2422) e no calendário, temos anos de 365,25 dias... Temos anos de 365,2425 dias... Sem contar a reforma de Júlio César e do papa Gregório; e mesmo considerando só o calendário Juliano (o que mais durou: + de 1550 anos), teríamos 840.075 dias (2300x 365,25)... Uma diferença de 18 dias.

Então como que os dois cálculos (astronômico e Miller) poderiam dar à mesma quantidade de dias e anos e cair exatamente na mesma data???

Se alguém puder, por favor, explique como isso é possível?

- Cálculo astronômico: 457 a.C.......................................2300 anos (todos com 365,2422 dias)................................................................1844

- Cálculo de Miller: 457 a.C........................2300 anos (sendo 304dias, 355dias, 365,25 dias, 365, 2425)...............................1844 ???

Quer dizer então, que se nós contarmos de 457 a.C. até 1844 do calendário (todo alterado e mexido através dos tempos), eu tenho 2300 anos gregorianos? Mas ao mesmo tempo, eu também tenho 2300 anos solares exatos? Como?


Isso é contra a lógica! Como o nosso calendário, todo irregular e mexido através da história, ficou astronomicamente exato nos cálculos de Miller?


Acreditar nesse cálculo do Sr. Miller, é afirmar que desde 457 a.C, até 1844, se passaram 2300 anos solares exatos, mas sabemos que no calendário isso não ocorreu. Os anos solares absolutos são diferentes dos anos usados na história do calendário. E se a contagem da profecia seguiu o ano solar exato, jamais ela se cumpriria na contagem da data do calendário; ela seguiria o sol, ou melhor, os giros e voltas da terra e a cada pôr-do-sol seria 1 dia a menos na contagem.

 
Demonstrando: 
 
Vou dar um exemplo mais simples, com 01 dia de diferença:
Digamos que dois amigos no mesmo dia, por exemplo, 01 de janeiro, comecem a seguir calendários diferentes. O amigo “A”, segue o calendário gregoriano (nosso atual), mas o amigo “B” tem em seu calendário, 01 dia a mais: o dia 32 de dezembro.
No final do ano, apareceria a diferença: para um, seria dia 01 de janeiro, para o outro, ainda seria 32 de dezembro. A cada final de ano, aumentaria a diferença de data em 01 dia. No final de 20 anos, seriam 20 dias de diferença na data. Imaginem 2300 anos passados, seriam 2300 dias de diferença; o que corresponde a mais de 06 anos.
No passado, o homem não tinha meios tecnológicos disponíveis para calcular anos solares exatos.
Nós não podemos pegar uma data do calendário, que foi construída através de falhas, alterações e mexidas, com anos diferentes e irregulares, contar 2300 anos exatos solares, e chegarmos à mesma data que 2300 anos irregulares calendários. Isso é ilógico.
E o sr Miller, não fez contas astronomicamente corretas (nem tinha como) ele fez uma simples conta em cima das datas que o calendário apresentou.
Observem a tabela abaixo (Anuário Interativo do Observatório Nacional):
Calendário:
Juliano
Judeu
Muçulmano
Data Juliana
Dia do Ano
Dia da Semana
Dia
Mes
Ano
Nota
Dia
Mes
Ano
Nota
Dia
Mes
Ano
1554838.5
336
Domingo
1
Dezembro
457 a.C.
Lua Cheia às 08:30
458
Tishri
3304
1554839.5
337
Segunda
2
Dezembro
457 a.C.
459
Tishri
3304
1554840.5
338
Terça
3
Dezembro
457 a.C.
460
Tishri
3304
1554841.5
339
Quarta
4
Dezembro
457 a.C.
461
Tishri
3304
1554842.5
340
Quinta
5
Dezembro
457 a.C.
462
Tishri
3304
1554843.5
341
Sexta
6
Dezembro
457 a.C.
463
Tishri
3304
1554844.5
342
Sábado
7
Dezembro
457 a.C.
464
Tishri
3304
1554845.5
343
Domingo
8
Dezembro
457 a.C.
465
Tishri
3304
1554846.5
344
Segunda
9
Dezembro
457 a.C.
Quarto Minguante às 12:27
466
Tishri
3304
1554847.5
345
Terça
10
Dezembro
457 a.C.
467
Tishri
3304
1554848.5
346
Quarta
11
Dezembro
457 a.C.
468
Tishri
3304
1554849.5
347
Quinta
12
Dezembro
457 a.C.
469
Tishri
3304
1554850.5
348
Sexta
13
Dezembro
457 a.C.
470
Tishri
3304
1554851.5
349
Sábado
14
Dezembro
457 a.C.
471
Tishri
3304
1554852.5
350
Domingo
15
Dezembro
457 a.C.
472
Tishri
3304
1554853.5
351
Segunda
16
Dezembro
457 a.C.
Lua Nova às 07:27
473
Tishri
3304
1554854.5
352
Terça
17
Dezembro
457 a.C.
474
Tishri
3304
1554855.5
353
Quarta
18
Dezembro
457 a.C.
475
Tishri
3304
1554856.5
354
Quinta
19
Dezembro
457 a.C.
476
Tishri
3304
1554857.5
355
Sexta
20
Dezembro
457 a.C.
477
Tishri
3304
1554858.5
356
Sábado
21
Dezembro
457 a.C.
478
Tishri
3304
1554859.5
357
Domingo
22
Dezembro
457 a.C.
479
Tishri
3304
1554860.5
358
Segunda
23
Dezembro
457 a.C.
Quarto Crescente às 01:41
480
Tishri
3304
1554861.5
359
Terça
24
Dezembro
457 a.C.
481
Tishri
3304
1554862.5
360
Quarta
25
Dezembro
457 a.C.
482
Tishri
3304
1554863.5
361
Quinta
26
Dezembro
457 a.C.
483
Tishri
3304
1554864.5
362
Sexta
27
Dezembro
457 a.C.
484
Tishri
3304
1554865.5
363
Sábado
28
Dezembro
457 a.C.
485
Tishri
3304
1554866.5
364
Domingo
29
Dezembro
457 a.C.
486
Tishri
3304
1554867.5
365
Segunda
30
Dezembro
457 a.C.
487
Tishri
3304
1554868.5
366
Terça
31
Dezembro
457 a.C.
Lua Cheia às 04:28
488
Tishri
3304
Vejam como tudo não passa de uma projeção; o ano aqui apresentado, é 457 a.C. notem que a contagem de dias do ano chega a 366. O calendário aqui projetado, é o Juliano (do imperador Júlio César), mas este calendário, só foi criado e estabelecido em 46 a.C. e eu gostaria de lembrar ao leitor, que no primeiro calendário romano que se tem registro na História, como diz o início do texto:
O ano tinha 10 meses de 30 ou 31 dias, que totalizavam 304 dias e os demais 61 dias que coincidiam com o inverno não entravam no calendário havendo pouco interesse de acompanhamento temporal neste período do ano.’
E o leitor percebeu que na tabela acima, em 457 a.C, o ano se apresenta com 366 dias? Por que será? Esses dias foram lançados para preencher o calendário Juliano aqui projetado, para que o mesmo não fique incompleto, pois a contagem na escala de Scaliger conta os dias ininterruptamente.
Como eu disse, isso é apenas uma projeção matemática, MAS NÃO HISTÓRICA, E AS NOSSAS DATAS, COMO 1844, FORAM CONFECCIONADAS PELOS CALENDÁRIOS ATRAVÉS DA HISTÓRIA.
Observem que o dia de nº. 365 (30-12-457 a.C) e outros, existe aqui na projeção, mas na contagem histórica, esse dia não existiu, ou melhor, NÃO FOI CONTADO NO CALENDÁRIO COMO TERÇA FEIRA 31 DE DEZEMBRO DE 457 a.C, pois o calendário da época tinha apenas 355 dias.
Outro exemplo vemos analisando a tabela do ano de 712 a.C, ela se apresenta com os meses de janeiro e fevereiro, mas na prática, os romanos nem contavam esses meses; eles foram acrescentados, projetados na tabela, mas não na contagem na prática da história. Essa projeção, é apenas uma projeção “no papel”, mas na prática, ninguém disse algo por exemplo: “hoje é 22 de fevereiro de 712 a.C”, pois fevereiro não existia na contagem. Nessa época, o ano começava em março, então quando vemos na tabela, fevereiro de 712 a.C, na contagem da época, seria abril.
Na antiguidade o homem não contava os anos assim, como nessa projeção matemática e com calendários mais completos.
A escala de Scalinger nem existia e as datas na história, foram criadas pelos calendários incorretos do homem.
Cada calendário com suas alterações e diferenças, é que foram “datando” os dias e anos, até se chegar aos dias de hoje.
Para aqueles que gostariam de ouvir a opinião de astrônomos (principalmente os adventistas) sobre este artigo , confesso que também fiquei curioso e então me correspondi com uma equipe de Astronomia e eis a resposta:
Prezado Décio.
...Sim, tudo isso é calendário! Com os avanços da astronomia conseguimos chegar a uma escala mais precisa para contar o tempo.
Mas cada ano foi contado com o calendário disponível em sua época.
Com um calendário preciso, nos dias de hoje, se recuarmos no tempo para um determinado evento e dele passarmos a contar os anos com o calendário vigente naquela época não chegaremos aos dias atuais no mesmo lapso temporal.
Céus limpos!
Ass.: Equipe de ASTRONOMIA (para evitar perseguições, omiti o nome e endereço da equipe.)
Portanto prezado leitor (a), o cálculo do Sr. Miller não passa de uma ilusão, uma matemática ilógica que a sra White aceitou e o pior de tudo:
Afirmou ter origem Divina...
E que Deus tenha Misericórdia.
Décio – um Aprendiz de Cristão.
Extraído do blog Ex- Adventistas.com

De qualquer modo, somente cerca de 1,6 mil anos depois uma nova reforma do calendário foi necessária para, mais uma vez, fazer coincidir o ano civil com o ano solar. O ajuste foi formulado por uma comissão de estudiosos, a mando do papa Gregório 13 (1502-1585), de onde o nome de calendário gregoriano. O qual foi adotado a 15 de outubro de 1582, omitindo-se 10 dias do calendário anterior.

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