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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

“RESPOSTAS ENLATADAS” – UMA ANÁLISE CRÍTICA.

Outro dia recebi um e-mail de um irmão adventista (muito educado por sinal) contendo aquelas respostas decoradas na qual eles são doutrinados.

O que impressiona na verdade, é o número de ASD (Adventistas do Sétimo dia) que recorre aos mesmos tipos de resposta, para os diferentes questionamentos que colocam em xeque sua igreja e sua crença.

Assim sendo, decidimos criar uma lista contendo as respostas mais usadas por eles para tentar justificar os mais diferentes absurdos que envolvem sua doutrina. 

Começamos hoje com a "resposta enlatada" preferida dos adventistas:

“Não guardamos a lei para sermos salvos; guardamos porque somos salvos”.

A Teoria do “zoião” (olho grande)

O Leitor deve estar se perguntando o porquê do titulo “A Teoria do Zoião (ou olho grande)”. Bom, isso tem a ver com meus saudosos anos trabalhando na Radio Patrulha do 6º Batalhão da PMES.

Isso é para dizer a todos, que nem toda a historia Policial, termina em tiros e morte; muito pelo contrário; às vezes aprendemos profundas lições de vida com o atendimento das ocorrências.

Era um dia comum na área da 5º Cia do 6º BPM, sem rebeliões em presídio, passeatas ou qualquer tipo das chamadas “ocorrências de vulto”. O prefixo da minha RP era 670 e a guarnição era composta pelo então Cabo Ferreira (eu) e o saudoso Sargento Prado (morto em combate) a quem eu chamava carinhosamente de Sargento Bolachão, por causa da “cara grande” que ele tinha.

Estava dando até sono durante o patrulhamento de tão “parado” que estava o radio. Foi daí, que por volta das 09:30 da manhã, o nosso Centro de Operações (chamado aqui no ES de COPOM) nos acionou para prosseguirmos até ao Banco do Brasil situado no bairro Carapina.

Chegando lá encontramos um cidadão aos prantos; clamando por justiça. Ele nos relatou que uma pessoa pediu para “trocar” um cheque de 1000 reais por qualquer quantia em dinheiro, sob o pretexto de que estava com o filho doente, tinha que comprar urgentemente um medicamento e não poderia esperar o banco abrir.

O cidadão (vitima) contou ainda que meteu a mão na carteira e tirou todo o seu pagamento - uns 450 reais e entregou para o sujeito com cara de “coitadinho”.

O legal foi que na hora de “trocar” o cheque no banco, ele descobriu que o cheque era falso e não valia nada.

Mais do que depressa tomei nota das características do “meliante” (termo que nós usamos para chamar os bandidos) e coloquei a vitima na RP para rodar atrás do golpista.

Eu realmente estava comovido com a tristeza do camarada e rodei por quase uma hora na tentativa de localizar o sujeito. Infelizmente não tivemos êxito na missão e levamos a vitima até à Delegacia para que ele registrasse o fato.

Foi aí que eu aprendi a grande lição:

O Sargento Prado, que até então estava calado; me chamou num canto e falou: “Guerreiro, eu até entendo toda essa sua vibração; só que esse cara também tá todo errado!”
Aí chamou a “vitima” e disse para ela na minha frente:

“Rapaz, isso aconteceu pra você largar mão de ser Zoião! Onde já se viu trocar 1000 reais por 450? Só sendo um tremendo olho grande pra fazer isso! Você não estava querendo ajudar coisa nenhuma! Se fosse até uma farmácia e comprasse o remédio, aí sim!”

Eu fiquei meio sem saber o que falar, mas como ele era meu superior decidi ficar calado. Foi depois do expediente, quando eu já estava em casa deitado na minha cama que eu entendi a moral da coisa.

A “vitima” foi movida pelo interesse egoísta. Não foi pelo altruísmo, ou pela bondade pura e simplesmente! Tão somente ela fosse a uma farmácia com o golpista e teria evitado o grande prejuízo.



Mas o que tem a ver toda essa história com a resposta pré-decorada dos adventistas?


É exatamente isso que eles fazem ao tentarem em vão cumprir a risca todos os dez mandamentos do decálogo; sempre com a ênfase maior no 4º mandamento é claro.

Não é pura e simplesmente por “ser salvo”; mais sim “para ser salvo”, porém a resposta deles inverte a coisa. A lógica é tão simples que até uma criança compreenderia:


- Você guarda o decálogo por que é salvo?

- Sim guardo por que sou salvo.

- Mas se já é salvo, guarda pra que?

-(Silencio...)

- Se deixar de guardar continua salvo?

- NÃO! É CLARO QUE NÃO! (exaltado)

- Então você guarda para ser salvo...

A matemática é simples e a conclusão mais simples ainda. Não é um sentimento puro e para sim dizer, desinteressado que os move nessa direção.

Como diria o saudoso Sgt Prado; é o “danado do Zoião” que os motiva a carregar esse fardo terrível:

“Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Atos 15:10

Eles se obrigam a essa exaustiva tarefa; não por amor verdadeiro; não por altruísmo; mas sim pelo interesse. Querem “trocar” a sua obediência sacrificada pela suposta recompensa lá no paraíso.

Veja o que reza a crença dos adventistas:

A lei de Deus, pronunciada do Sinai com terrível solenidade, é para o pecador o pronunciamento de sua condenação. É da alçada da lei condenar, mas não existe nela nenhum poder para perdoar ou redimir. É ordenada para vida; os que andam em harmonia com os seus preceitos receberão a recompensa da obediência. Ela traz, porém, escravidão e morte aos que permanecem sob sua condenação. ” Mensagens Escolhidas - Volume 1 pag. 237 par. 1


Além de trazer uma tremenda contradição; uma vez que diz: “a lei não tem nenhum poder para perdoar ou redimir” ao mesmo tempo em que afirma “os que andam em harmonia com seus preceitos receberão a recompensa”; fica subtendido que o sacrifício humano é que vale não a bondade de Deus e daí o prejuízo dessa troca interesseira.



Confira você mesmo a maneira como eles próprios se inserem no contexto Bíblico:

"Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las".Gálatas 3:10

Veja:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” Romanos 6:23

O que é dado de graça não pode ser comprado! Nem por dinheiro, nem por comportamento, nem por fingimento e muito menos ainda por sacrifício humano.

Deus não quer trocar cheque falso de 1000 reais por menor quantia em dinheiro com ninguém! Mas os adventistas insistem em fazer algo parecido com a guarda forçada do decálogo (sempre com a ênfase no 4º mandamento é obvio).

Veja o que está escrito no livro do profeta Miquéias, capitulo seis, versos 6, 7 e 8:

Com que me apresentarei ao SENHOR, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano?

Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma?”

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e o que é que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus?”

Por acaso esta escrito aqui guardar este ou aquele mandamento? O decálogo já existia na época de Miquéias, mas porque não é citado nestes versos? Seria porque verdadeiramente o que importa diante de Deus é a justiça, a misericórdia e a humildade?

Definitivamente não dá para praticar a justiça, a misericórdia e a humildade, de modo mecânico ou “decorado”, ou ainda como forma de “suborno” para com Deus.

Esses requisitos são praticados de forma espontânea: Devem brotar de um coração puro, sem interesses egoístas. Ou a pessoa é humilde ou não é! Não dá para “trocar” esses atributos por “prêmios” ou dádivas Divinas... É simplesmente impossível fazer este tipo de “barganha” com Deus.

Outra passagem que ilustra com clareza este principio, é a “Parábola do Bom Samaritano”(Lucas 10:33); largamente debatida aqui no blog. Ela encerra com maestria toda essa especulação que os ASD criaram em torno do decálogo.

Ela expõe o comportamento legalista e mecânico, completamente desprovido daquilo que Deus mais quer para os seres humanos: Amor e compaixão. Ao mesmo tempo ela revela que regras, status, religião ou ainda a posição que se ocupa dentro da religião, por si só não conseguem produzir nas pessoas, atos genuínos e espontâneos de “Justiça, Misericórdia e Humildade”.

Esses versos encerram definitivamente qualquer tentativa de validar a falácia adventista de que:

guardam a lei porque já estão salvos...”


O Editor

Próxima resposta enlatada:

“Somos a única igreja que cumpre as ordens Bíblicas”. 

Extraído do blog Ex-Adventistas.com

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