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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Justificação pela Fé, sob o Legalismo...


É possível que alguém entenda a Justificação pela Fé de forma legalista? Sim, é possível. É interessante como as mensagens de hoje são legalistas sem que os próprios difusores se apercebam.

Uma frase do sermão de hoje, na Igreja do Unasp, São Paulo, proferida no último dia da semana de oração (Pastor Benedito Muniz), sintetiza tudo. Ele até disse que o cristão que profere tal frase merece ser disciplinado: “não faço isso porque a minha religião não permite”. Depois ele enfatizou como a frase deveria ser: “não faço isso porque desagrada meu Deus”.

Os pregadores adventistas sempre tiveram imensa dificuldade em conciliar a Justificação pela Fé com a guarda dos mandamentos (decálogo). A mensagem até segue perfeita, rumo a excelência da Justificação pela Fé, quando o pregador desfaz tudo o que construiu, ao incentivar os membros a “peitar” o mundo, dizendo não, ao que se entende como quebra da Lei.


O que se deveria inferir é bem simples: aquele que é justificado pela fé não se insurge contra qualquer ato nocivo aos costumes éticos e morais contidos na Lei de Deus. Depois de justificado o que o ser humano faz? Ele consegue fazer alguma coisa? Não seria Deus efetivando nele o querer e o realizar?

O que realmente significa tudo isso? Se Deus está na pessoa, qual a necessidade que ela tem de sair vociferando pelo mundo que não tem medo de nada? O pior mesmo é que os pregadores adventistas não conseguem se desapegar do “grande fardo”, dentro do “fardo” da Lei: o sábado! O exemplo é quase sempre o mesmo: os filhos teocêntricos de Deus não estudam no sábado, não trabalham no sábado, não fazem suas obrigações no sábado. O “calcanhar de Aquiles” dos ASD: a maldição da falsa guarda do sábado. O sábado é um dia que os ASD pouco fazem pelo próximo, mas usufruem o que o próximo produz. Eles não trabalham no sábado, mas usam todos os serviços que são disponibilizados nele. É um povo cujo testemunho consiste, hoje, em explorar o que o próximo faz no “santo dia”, sem a sua colaboração.

O pregador derruba todo o arrazoado da Justificação pela fé, ao tornar a guarda da lei como um exercício da vontade humana. Piora ainda mais o quadro quando dá a entender que a lei se resume ao quarto mandamento. Leva o quadro ao fundo do abismo quando leva o leigo a acreditar que o quarto mandamento só trata do sábado.

Sim meus caros amigos. Existem pessoas que só enxergam a Justificação pela Fé sob o fardo da Lei. Infelizmente esse foi o produto final da Semana de Oração no Unasp, São Paulo, encerrada hoje.

Aí eu pergunto: Isso é Justificação pela Fé? Isso é pregar sobre a Graça? Existe graça paga pelo próprio homem, que "peita" o mundo para mostrar que ele guarda a Lei?

A semana de oração do Unasp, São Paulo, prometia muito e pouco ofereceu. Ainda assim os membros se julgam cheios, a despeito de terem se alimentado de vento...

Enéias Teles Borges

Extraído de http://adventismo-historico.blogspot.com.br/2012/04/justificacao-pela-fe-sob-o-legalismo.html

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