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domingo, 1 de abril de 2012

Professor Acusado de Abuso Sexual em Colégio Adventista Suicida-se


Ronald E. Wittlake, de 50 anos, ex-professor do colégio adventista Monterey Bay Academy, nos Estados Unidos, suicidou-se um dia depois da publicação de uma reportagem sobre ações judiciais movidas contra ele e outro professor por cinco ex-alunos. Antes de atirar contra o próprio peito, Ronald preparou uma longa carta de dez páginas, cujo teor ainda não foi divulgado. Wittlake lecionou música nesse colégio de 1981 a 1989.

Por Karen S. , do Mercury News

Um ex-professor de um colégio particular adventista em Santa Cruz, Califórnia, suicidou-se em sua residência no sul da Califórnia na semana passada, um dia depois de um dos jornais locais publicar um reportagem alegando que ele havia molestado cinco rapazes durante o tempo em que lecionou na Monterey Bay Academy nos anos oitenta. Faltava menos de uma semana para que o mesmo comparecesse perante a corte para depor sobre seu caso.

Ronald E. Wittlake de 50 anos de idade, residente em Lancaster, Califórnia, regularizou algumas pendências financeiras, redigiu então uma nota de suicídio e organizou sua mesa do escritório antes que se suicidasse com um tiro contra o peito às 19 horas e 56 minutos da noite na quinta-feira passada, de acordo com o relato das autoridades do distrito de Los Angeles.


O departamento de investigação de mortes suspeitas, do distrito de L.A., conduziu uma autópsia no domingo confirmando a causa de morte. O departamento de polícia local, por meio de um representante afirmou tratar-se realmente de um suicídio.

Até sua morte, Ronald E. Wittlake estava lecionando na escola secundária do distrito de Lancaster, uma localidade cerca de cem quilômetros ao norte de Los Angeles. Ele trabalhou ali como um professor de estudos independentes, ajudando a estudantes com necessidades de educação especial.

O advogado de Wittlake não pôde ser contatado no domingo, e telefonemas para sua residência, onde mora com a esposa, não foram atendidos.

Um membro da turma que se formou em 1972 num e-mail enviado ao Mercury News, disse "duvidar muito" das acusações, e que temia que tais acusações iriam manchar o bom nome da instituição.

Não está claro se o suicídio afetará o andamento do caso ou que possa reverter o resultado das ações judiciais registradas na corte, relatou-nos o advogado das vítimas, Joseph Scully.

Ronald Wittlake estava agendado para comparecer perante a corte no dia 23 de janeiro.

Logo apos o suicídio de Wittlake, o advogado Joseph Scully enviou cartas aos oficiais do Sindicato das Escolas Secundárias do Distrito, em Antelope Valley, requisitando uma investigação seteriam ocorrido possíveis abusos sexuais durante o tempo que Wittlake lecionou naquela região.




Tradução em português da primeira notícia sobre o caso:
Ex-Alunos de Colégio Adventista Acusam Professores de Abuso Sexual


A ação judicial está sendo movida contra dois professores, por fatos ocorridos na década de 80
David L. Beck, do Mercury News

Cinco ex-alunos da Monterey Bay Academy, uma escola particular perto de Watssonville, mantida pela Igreja Adventista, alegam terem sido abusados por dois dos professores dessa escola durante os anos oitenta.

Duas ações foram registradas nas cortes superiores de Los Angeles e Santa Cruz. Nessas demandas, os estudantes que agora têm mais de trinta anos de idade, dizem ter sido drogados com álcool e outras drogas, antes que fossem tocados inadequadamente e ultrajados pelos professores. Os atos sexuais tiveram lugar nos dormitórios dos estudantes, como também nos escritórios dos professores indicados, num patio do apartamento de um dos professores, como também num quarto de um deles, e em carros e quartos de hotéis.

Os administradores da escola, diz a ação, devem ter tomado conhecimento da "notória e aberta" conduta dos professores indicados, a qual continuou por vários anos, começando antes e persistindo até depois que os estudantes já haviam mudado para outras escolas superiores.

O diretor geral do colégio, William Keresoma, disse considerar "inapropriado" responder a perguntas, encaminhando quaisquer indagações ao advogado da escola, Phillip Hiroshima, de Sacramento. Contudo, Phillip Hiroshima não respondeu a qualquer pergunta vinda de nosso jornal, o Mercury News.

Os advogados dos professores também se recusaram a fazer comentários sobre o caso.

A quatro dos ex-estudantes foi pedido que abandonassem a escola antes da graduação. Os advogados deles afirmam que a despedida dos estudantes foi algo orquestrado pelos professores ao notarem que as vítimas começavam a reclamar. A respeito de um dos estudantes foi dada uma informação, que dizia "não ser ele alguém adequado a pertencer a aquela academia", de acordo com o contado num dos documentos da ação judicial.

"Eu queria sair daquele inferno", disse Juan Juarez, uma das vítimas numa entrevista essa semana desde Oklahoma, onde faz parte da marinha americana. "Fui molestado por dois homens, contei a um membro da faculdade, mas nada foi feito sobre o assunto. "Eu me livrei daquilo, salvando minha vida. Entendem o que digo?"

Na entrevista e tambem na ação, Juarez diz ter sido criado num lar adventista estrito. Os outros quatro contam mais ou menos a mesma história em suas demandas, que descrevem os ensinamentos da igreja, os quais incluem a castidade, "uma desaprovação da homossexualidade como sendo pecaminosa" e a proibição de álcool e qualquer estimulante.

Os acusados sao Lowell E. Nelson, um professor aposentado de biologia, ao qual, o advogado Joseph P. Scully, advogado de uma das vitimas, chama de "um líder escolar muito carismático". O outro é Ronald E. Whittake, um diretor de música.

"Nossa demanda não começou como uma vingança contra a igreja," disse Scully, advogado de Los Angeles, que registrou os cinco casos e que também é adventista. "Minha intenção é de resolver o assunto."

Na primeira demanda que foi feita em detalhes, a vitima foi identificada como sendo Michael W., o filho do pastor adventista de cuja igreja, Scully (o advogado) é membro.

Michael W. "diz ter recebido admoestações diárias, que estimulavam os estudantes a observarem sempre a vontade de Deus, o que de forma prática significava ser obediente às regras adventistas e a seus representantes adultos", relatou ele na demanda.

Esse tipo de admoestação constante teria tornado a ele e a outros vulneráveis aos professores que haviam formado então uma espécie de "clube", o qual os proveria de "uma constante provisão de jovens rapazes".

A escola mencionada foi construída em uma colina de 379 acres e que era antes um quartel do exército. Foi inaugurada em 1948. Nesse último periodo escolar, matricularam-se na mesma 240 estudantes nos três anos do segundo grau. Existe na escola um aeroporto pequeno que era usado pelo quartel e também uma fazenda de gado, além de uma plantação de morangos. Numa oficina adjacente, estudantes trabalham fabricando acessórios usados em pranchas de natação e surf.

Não existe a liberdade de saída e entrada a qualquer momento da escola. Mas os estudantes podem sair em companhia de alguém responsável.

"Sempre pensei serem eles (os adventistas), lá embaixo no fim da estrada, um grupo agradável", disse a supervisora distrital, Ellen Pirie, em cujo distrito esta a escola. "Nunca havia ouvido algo negativo sobre os estudantes ou o colégio."

Os cinco estudantes dizem ter sido destruídos pela experiência passada, como descrito na demanda, ao ponto que quatro deles sentem ter tido suas memórias reprimidas quanto ao acontecido atá o ano passado. Michael W. ironicamente se lembrou de tudo ao estar em uma reunião onde se discutia o abuso sexual de menores. Três dos outros dizem ter se chocado e provocados a recordarem o acontecido, ao serem entrevistados por investigadores que trabalhavam para o advogado Scully.

A quinta vitima, o empregado do distrito Californiano de Lassen e ex-sherife, Reinhold Tilstra, disse nunca ter esquecido o que havia acontecido com ele na escola, de acordo com as palavras do advogado Scully.

Nelson, um dos acusados e agora com setenta anos, havia ensinado na Monterey Bay Academy por 30 anos e havia se aposentado em 1998. Ele se mudou ao distrito estadual de Eldorado. Ao tentar falar com ele por telefone em sua residência, sua esposa, Ariadell Nelson nos disse que qualquer pergunta deveria ser dirigida ao advogado deles.

Wittake, com 49 anos, o outro acusado, ensinou na academia de 1981 a 1989, e agora mora no distrito de Los Angeles. Telefonemas para sua residência seguem sem respostas.

As cinco demandas judiciais foram registradas contra a Associação Adventista Central da Califórnia, que mantém o referido colégio. Quatro das demandas incluem os dois professores como acusados. Uma delas inclui as esposas deles como conspiradoras nos atos de seus maridos. Um juiz de Los Angeles resolverá no dia 9 de fevereiro próximo, se o pedido das esposas de serem eliminadas de qualquer responsabilidade pode ser atendido. -- Tradução: EDV


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