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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Paranóia como Instrumento de Manipulação e Controle: Programando a Mente Através do Medo

Continuando a série de artigos sobre o tema que mais assombra o pensamento dos adventistas: "O Decreto Dominical"; hoje nós iremos além das fronteiras da mente e investigaremos à luz da moderna Psicologia; o que acontece no cérebro humano quando somos expostos a doutrinas como essa.



Será que o sentimento que esse ensinamento gera nas pessoas tem justificativa? Qual realmente é a finalidade de se induzir medo nas pessoas até torná-las Paranóicas?    


Para começarmos, Paranóia é um termo utilizado por especialistas em saúde metal para descrever desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada.


A paranóia pode ser discreta e a pessoa afetada ser razoavelmente bem ajustada socialmente ou pode ser tão grave que o indivíduo se torna incapacitado. Às vezes o diagnóstico é difícil, já que muitos distúrbios psiquiátricos são acompanhados de alguma característica paranóide.






Distúrbio Paranóide de Personalidade


Um pequeno exemplo:

Oswaldo trabalhava em um grande escritório como programador de computação. Quando outro programador foi promovido, Oswaldo achou que seu supervisor tinha raiva dele e que jamais reconheceria seu valor. Estava certo de estar sendo sutilmente menosprezado pelos colegas. Muitas vezes nos intervalos para o cafezinho, observando-os em pequenos grupos, imaginava que estivessem falando dele. Se visse um grupo de pessoas rindo, pensava que estivessem rindo dele.


Passava tanto tempo remoendo tais idéias, que seu rendimento no trabalho caiu a ponto de seu supervisor alertá-lo de que precisaria melhorar seu desempenho para não receber uma avaliação insatisfatória. Esta atitude reforçou as suspeitas de Oswaldo, que decidiu procurar emprego em outra grande empresa. Após algumas semanas em seu novo serviço, começou a achar que os colegas de escritório não gostavam dele, excluindo-o de conversas, ridicularizando-o pelas costas e denegrindo seu trabalho. Oswaldo mudou de emprego seis vezes nos últimos sete anos. Ele sofre de distúrbio paranóide de personalidade.


Algumas pessoas tornam-se desconfiadas sem motivo, em tal grau que seus pensamentos paranóides destroem sua vida profissional e familiar. Diz-se que tais pessoas têm distúrbio paranóide de personalidade. Elas são:


Desconfiadas


A desconfiança permanente é um sinal inconfundível de paranóia. Pessoas com distúrbio paranóide de personalidade estão constantemente em guarda, por enxergarem o mundo como um lugar ameaçador. Tendem a confirmar suas expectativas, agarrando-se a mínimas evidências que confirmem suas suspeitas, e ignoram ou distorcem qualquer prova em contrário. Estão sempre alertas, procurando sinais de alguma ameaça.

Qualquer pessoa em uma situação nova — nos primeiros dias em um emprego ou iniciando um relacionamento, por exemplo — é cautelosa e de certa forma reservada, até sentir que seus temores são infundados. Pessoas com paranóia não conseguem abandonar seus temores. Continuam a esperar por armadilhas e duvidam da lealdade dos outros. No relacionamento pessoal ou no casamento, essa desconfiança pode apresentar-se sob a forma de ciúme patológico e infundado.




Hipersensíveis


Por estarem excessivamente alertas, as pessoas com distúrbio paranóide de personalidade percebem qualquer minúcia e podem ofender-se sem motivo.

Em conseqüência, tendem a ser excessivamente defensivas e hostis. Quando cometem algum erro, não reconhecem a culpa, nem aceitam a mais leve crítica. Entretanto, são extremamente criticas em relação aos outros.






Frias e Distantes


Além de serem polemistas e irredutíveis, as pessoas com distúrbio paranóide de personalidade têm dificuldade de manter vínculos afetivos. Há uma completa ausencia de empatia entre eles. Parecem frias e evitam relacionamentos interpessoais. Orgulham-se de serem racionais e objetivas. Pessoas com uma perspectiva paranóide em relação à vida raramente procuram auxílio médico - não faz parte de sua natureza pedir ajuda.

Profissionalmente podem atuar com competência. Podem procurar redutos sociais onde o estilo moralista e punitivo seja aceitável ou, até certo ponto, tolerável.






Distúrbio Delirante Paranóide



Os psiquiatras fazem distinção entre o discreto distúrbio paranóide de personalidade, descrito acima, e o distúrbio delirante paranóide, mais incapacitante.


A característica mais marcante deste último é a presença de um tipo de delírio persistente e não bizarro, sem sintomas de qualquer outro distúrbio mental.


Delírios são crenças fortes, não verdadeiras, não compartilhadas por outras pessoas da mesma cultura e não facilmente modificáveis.





Um pequeno exemplo:


Ellen é uma secretária eficiente e prestativa. Era chamada carinhosamente de “ouro branco”. Seus superiores e colegas de trabalho valorizam muito sua contribuição no escritório. No entanto. Ellen passa suas noites escrevendo cartas a autoridades e diversas pessoas.


Sente que Deus abriu sua mente e lhe ensinou a cura dos males do mundo. Quer que algum importante centro de tratamento utilize essa cura em todos os pacientes, para provar ao mundo que está certa.



Muitas de suas cartas não são respondidas, outras recebem respostas evasivas, o que a faz sentir que ninguém compreende que ela seria capaz de salvar todas as pessoas do planeta, se lhe fosse dada à chance. Quando alguma de suas cartas é respondida de forma negativa, ela tem certeza de que o destinatário foi deliberadamente mantido desinformado de seu conhecimento e grande capacidade.

Algumas vezes desespera-se com o fato de que o mundo jamais saberá o quanto ela é maravilhosa, porém não desiste e continua a escrever. Ellen “ouro branco” sofre de um dos tipos de distúrbio delirante, o delírio de grandeza (ou megalomania).




O delírio mais comum nos distúrbios delirantes é persecutório (mania de perseguição) . Enquanto pessoas com personalidade paranóide, podem suspeitar de que seus colegas estão rindo à sua custa; pessoas com delírio de perseguição desconfiam que os outros estejam elaborando grandes tramas para perseguí-las. Acreditam que estão sendo envenenadas, drogadas, ou que são alvo de conspirações com o intuito de arruinar sua reputação ou até lhes causar a morte.






Pessoas com delírios de grandeza geralmente acham que são dotadas de poderes especiais e que, se autorizadas a praticar esses poderes, poderiam curar doenças, erradicar a pobreza, assegurar a paz mundial ou executar feitos extraordinários.


Ainda não foi avaliada de forma sistemática a hipótese de que pessoas com distúrbio delirante possam constituir perigo para outras, mas a experiência clínica sugere que tais pessoas raramente são homicidas. Os indivíduos delirantes geralmente são irritáveis e. por isso, são tidos como ameaçadores.


Nos raros casos em que indivíduos com distúrbio delirante tornam-se violentos, suas vítimas geralmente são pessoas que inadvertidamente se encaixam em seu esquema delirante. A pessoa em maior perigo no relacionamento com um indivíduo com distúrbio delirante é o cônjuge ou familiar.


O Medo

Está escuro e você está sozinho em casa. Com exceção do programa que você está assistindo na TV, o silêncio é total. Então, você ouve a porta da frente repentinamente batendo. Sua respiração acelera. Seu coração dispara. Seus músculos enrijecem. Um segundo depois, você percebe que não tem ninguém tentando entrar em sua casa. Era apenas o vento.

Mas, por meio segundo, você sentiu tanto medo que reagiu como se sua vida estivesse em perigo.

O que causa essa reação tão intensa? O que é o medo exatamente? Neste artigo, vamos examinar algumas das propriedades físicas e psicológicas do medo e descobrir o que causa uma reação de medo.



O que é o medo?


O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da freqüência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma simples aranha, um auditório cheio de pessoas esperando que você fale ou a expectativa por um suposto “decreto dominical” (já abordado na primeira parte deste artigo).

O cérebro é um órgão extremamente complexo. Mais de 100 bilhões de células nervosas compõem uma intrincada rede de comunicações que é o ponto de largada para tudo o que sentimos, pensamos ou fazemos.


Algumas dessas comunicações levam ao pensamento e à ação consciente, ao passo que outras produzem respostas autônomas. A resposta ao medo é quase inteiramente autônoma: não a disparamos conscientemente.
Como as células do cérebro estão constantemente transferindo informações e iniciando respostas, há dúzias de áreas do cérebro envolvidas no sentimento de medo; mas pesquisas mostram que determinadas partes desempenham papéis centrais nesse processo.




Tálamo - decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos (dos olhos, dos ouvidos, da boca e da pele).


Córtex sensorial - interpreta os dados sensoriais.

Hipocampo - armazena e busca memórias conscientes, além de processar conjuntos de estímulos para estabelecer um contexto.

Amígdala (Tonsila cerebelar) - decodifica emoções, determina possíveis ameaças e armazena memórias do medo.

Hipotálamo - ativa a reação de "luta ou fuga".


O processo de criação do medo começa com um estímulo assustador e termina com a reação de luta ou fuga. Mas há pelo menos dois caminhos entre o início e o final do processo.


Criando o medo


O processo de criação do medo acontece no cérebro e é totalmente inconsciente. Há dois caminhos envolvidos na reação de medo: o caminho baixo é rápido e desordenado, ao passo que o caminho alto leva mais tempo e entrega uma interpretação mais precisa dos eventos. Ambos os processos acontecem simultaneamente.

A idéia por trás do caminho baixo é "não arrisque". Se a porta da frente de sua casa repentinamente bate, pode ser o vento, mas também pode ser um ladrão tentando entrar.


É muito menos perigoso presumir que se trata de um ladrão e descobrir que era só o vento do que presumir que é o vento e aparecer um ladrão em sua frente.






O caminho baixo é do tipo que atira primeiro e pergunta depois. O processo desse caminho é mais ou menos assim:




A porta batendo é o estímulo. Quando você ouve o som e vê o movimento, seu cérebro envia esses dados sensoriais para o tálamo. Nesse ponto, o tálamo não sabe se os sinais que está recebendo são sinais de perigo ou não. Mas, pelo fato de poder ser, ele encaminha a informação para a amígdala. A amígdala, por sua vez, recebe os impulsos neurais e age para proteger você: ela diz ao hipotálamo para iniciar a reação de luta ou fuga.


O caminho alto é muito mais ponderado. Ele reflete sobre todas as opções - Será um ladrão ou será que é o vento? Esse é um processo mais longo:









Quando seus olhos e ouvidos captam o som e o movimento da porta, eles desviam essa informação para o tálamo, que, por sua vez, envia a informação para o córtex sensorial, no qual é interpretada em busca de um significado.

O córtex sensorial determina que há mais de uma interpretação possível para os dados e os envia ao hipocampo para que ele estabeleça um contexto. O hipocampo faz perguntas como: "Eu já vi este estímulo específico antes? Se vi, o que significou naquela vez? O que mais está acontecendo que pode me indicar se isso é um ladrão ou efeito de um vento forte"?

O hipocampo pode captar outros dados sendo enviados pelo caminho alto, como o bater de galhos contra a janela, ruídos externos, etc. E, levando em consideração essas outras informações, ele determina que a batida da porta provavelmente foi resultado do vento. Depois, envia uma mensagem para a amígdala dizendo que não há perigo e a amígdala informa ao hipotálamo para desligar a reação de luta ou fuga.

Os dados sensoriais a respeito da porta (os estímulos) seguem os dois caminhos ao mesmo tempo. Mas o caminho alto leva mais tempo do que o caminho baixo. É por isso que você tem um ou dois momentos de medo antes de se acalmar.


Tanto o caminho alto quanto o caminho baixo levam ao hipotálamo. Essa parte do cérebro controla a reação de sobrevivência chamada de reação de luta ou fuga.


Luta ou fuga





Para produzir a reação de luta ou fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático e o sistema adrenocortical. O primeiro usa vias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sangüínea. Os efeitos combinados dos dois sistemas são a reação de luta ou fuga.

Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que é hora de entrar em ação, o efeito geral é que o corpo acelera, fica tenso e mais alerta. Se houver um ladrão à porta, você vai ter de fazer algo, e rápido.








O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz à medula adrenal para liberar adrenalina e noradrenalina na corrente sangüínea.






Esses "hormônios do estresse" efetuam várias mudanças no corpo, incluindo um aumento na freqüência cardíaca e na pressão sangüínea.



Ao mesmo tempo, o hipotálamo livra o fator de liberação de corticotropina (CRF) na glândula pituitária, ativando o sistema adrenocortical.




A glândula pituitária (uma das principais glândulas endócrinas) secreta o hormônio ACTH (hormônio adrenocorticotrópico), que se move pela corrente sangüínea e finalmente chega ao córtex adrenal, no qual ativa a liberação de aproximadamente trinta hormônios diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.

Se o estimulo for algo que tenda a ameaçar a vida; a reação é desencadeada em segundos, obrigando o individuo a tomar uma atitude.





O fenômeno explorado


Relembrando: “Algumas dessas comunicações levam ao pensamento e à ação consciente, ao passo que outras produzem respostas autônomas. A resposta ao medo é quase inteiramente autônoma: não a disparamos conscientemente...”







Esta “reação automática” do organismo é explorada pelos mais variados “profissionais da fé”; quando a tônica da sua mensagem, são “ameaças de morte”; “tortura eterna” ou física.





Como o mecanismo psicológico do medo é autônomo; ou seja, independe da vontade consciente; uma vez que a “mensagem” contendo altas cargas de ameaça à integridade física, alcança as camadas mais profundas da mente; esta passa a produzir reações involuntárias, levando o individuo a um constante estado de alerta, ou seja: Um estado Paranóico.



A essa altura o leitor deve estar se perguntando: “Mas Editor, eu ainda não entendi como os profissionais da fé exploram esse fenômeno”. Ok, como diz o “Dexter”, vamos por partes:

Você já deve ter percebido que o cérebro tem a tendência de “confundir” um estímulo externo inofensivo, como sendo de alto risco apenas para proteger a vida do indivíduo. Em contrapartida o cérebro dispara diversos impulsos modificando completamente sua estrutura bioquímica; ao menor sinal de ameaça.

Trocando em miúdos; o medo faz com que o sujeito reaja de forma automática e irracional diante de certas situações. Voltando ao exemplo da porta batendo à noite; sem o medo poderíamos avaliar com mais precisão os sons! Um ladrão arrombando uma porta certamente não produziria os mesmos ruídos de um galho ou mesmo do vento, por exemplo.







Da mesma maneira certos religiosos do mundo evangélico são induzidos a um constante estado de alerta, que os faz distorcer a realidade. Eles passam a enxergar o mundo como sendo um lugar ameaçador e os indivíduos ao seu redor como inimigos potenciais...









Esse “estado paranóico induzido”, reduz a capacidade de raciocínio, tornando o ser humano mais facilmente manipulável.





Um pequeno exemplo:


O Sr. Francisco era uma pessoa muito rígida e inteligente e seria praticamente impossível engana-lo de qualquer forma. Certa vez ele foi convidado a ir à igreja “X” onde ouviu em diversos cultos por horas a fio, o pastor “fulano” pregando emocionado sobre o “inferno” e o “lago de fogo e enxofre”.


Francisco então começou a “se imaginar” naquele lugar terrível; ele podia até sentir o fogo queimando sua pele. Começou a ter pesadelos durante a noite, porém sua curiosidade natural o movia a continuar indo naquela igreja mesmo sentindo muito medo e depois de alguns dias de “constante estímulo”; ele já estava convencido (pelo medo) de que faria qualquer coisa para não estar naquele lugar horrível.



Foi então que o inevitável aconteceu:

Quando já dava claros sinais - através de sua linguagem corporal: suava frio durante os cultos, tinha sinais de pânico no rosto - de que estava convencido (paranóico) com o discurso do pastor; o então outrora sistemático e muito inteligente Sr. Francisco foi convidado a dar tudo que tinha na sua carteira sob pena, de que se recusasse, iria passar uma estadia naquele lugar “especial” para os não “doadores”.


Ele não deu apenas a carteira com tudo que ela continha; mas também o seu relógio Rolex, o cordão de ouro e sua aliança de 40 anos de casamento ...



Um exemplo mais “familiar”:



Maria tinha terminado o curso de gastronomia naquele ano e já estava com emprego garantido. Era tudo que ela mais queria na vida e sua paixão se resumia no seu ofício. Seu sacrifício para terminar o curso foi tão grande, que por diversas vezes abriu mão de tudo que gostava, somente para realizar seu sonho.

Ela enxergava o mundo como um lugar cheio de possibilidades; onde sua profissão poderia levá-la a viver uma vida plena e abundante de felicidade.


Esse era seu plano, essa era sua meta...




Um dia Maria foi convidada para assistir uma “serie de conferências” numa certa igreja que pregava o “advento” – vulgo fim do mundo.





A cada slide com imagens horríveis sobre pessoas sendo presas, torturadas e queimadas vivas; Maria ficava mais e mais impressionada. Paralelo a estas imagens impactantes, ela se deslumbrava com os “desenhos” contendo caricaturas do “Céu”, que os “selados” – diga-se – os “especiais”, iriam desfrutar para sempre.



A alternância entre os estímulos das imagens terríveis com as imagens belas, fez com que Maria ao final dos estudos, optasse involuntariamente (pela pressão do medo), em fugir daquele cenário nada agradável. Seu mecanismo de defesa despejou uma descarga química em seu cérebro, prejudicando seu raciocínio, tornando-a susceptível a influencia externa.

Maria abandonou seu sonho, sua maior conquista, seu ideal...





Pressionada pela paranóia induzida; o mundo que ela antes enxergava cheio de possibilidades, agora se tornou um lugar ameaçador, cheio de inimigos potenciais.


Maria queria saber a qualquer custo, como se livrar daquela “marca” que a levaria a “fornalha” para ser queimada viva.



Daí aconteceu o inevitável:


Ela começou a gastar todo o seu dinheiro com qualquer material que ao menos mencionasse sobre o assunto.


Qualquer coisa que lhe ofereciam na igreja, ela imediatamente comprava.

Queria que todos soubessem sobre o “perigo iminente” (imaginário); assim sendo tornou-se mais uma das financiadoras-perpetuadoras do império do medo - batizou-se...




O outro sentimento


Dirão alguns: “Mas é pelo desejo de estar no céu que damos tudo...” Seria até lógico se não fosse enganoso.


Usando mais uma vez o exemplo da porta batendo; suponhamos que você esteja fazendo algo muito importante naquela hora; digamos que você tenha diante de si uma grande soma em dinheiro. Você vendeu uma casa e resolveu levar o valor (muito alto) em espécie para sua residência. Está agora contando aquele mar de dinheiro em cima da sua cama, quando de repente ouve o som da porta batendo.

Podemos afirmar com todas as letras; que a sensação de medo será elevada a níveis extremos, devido à pressão exercida pela idéia da perda da grande soma em dinheiro.


Mas Editor; o que tem a ver uma coisa com a outra? Sim, responderei agora:


Não; não é pelo “desejo de estar no céu” que os religiosos “doam” tudo que tem ou compram tudo que lhes é oferecido.

Tal como no exemplo, é o medo, tanto do desconhecido quanto da expectativa da perda da grande recompensa.

Exatamente isso. Medo de um lado e de outro.


O medo da punição já foi largamente explanado neste artigo, porém o outro:
O “medo de perder a recompensa” é assunto para o próximo artigo.



Continua...

O Editor




Nota: O Editor é Psicanalista, tendo na sua grade de ensino, Sociologia, Criminalística, Relações humanas, Psicopedagogia entre outras, além de ser um estudioso do comportamento humano.


Atua como voluntário num projeto (de sua autoria) que trabalha com a Ressocialização de dependentes químicos. http://p-ras.blogspot.com

Extraído do blog Ex-Adventistas.com

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