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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A Grande Controvérsia / O Grande Conflito

Por: Colleen Tinker
Há um Grande Conflito no qual Deus e Satanás disputam a lealdade do universo pela melhor maneira de viver? Há verdade na alegação de que Deus será vindicado pelos que obedecem a sua lei à perfeição? Em primeiro lugar, a Bíblia jamais ensina que há um grande conflito entre Deus/Cristo e Satanás. A Bíblia sempre ratifica que Deus é soberano, mesmo sobre o mal, e que Satanás jamais levantou demanda alguma contra Deus que “o universo” tenha levado a sério. Tal crença singelamente não aparece na Bíblia. Nos últimos três capítulos de Jó, Deus se apresenta soberano, pois Jó não pode responder às perguntas de Deus. Deus NUNCA responde ao interrogatório de Jó nem revela a razão de seu sofrimento, demonstrando que Deus em si mesmo é soberano, onisciente e onipotente sobre toda a criação. Romanos 3:21-26 revela a única pergunta que Deus devesse “responder”. O Grande Conflito (GC) diz que Satanás propôs interrogações no tocante a se Deus era “justo” ao estabelecer uma lei que seu povo não podia guardar ou se Deus era “justo” ao condenar os que não a guardavam. O GC diz que a finalidade do juízo investigativo (agora recebeu o novo nome de juízo “pré-advento) responde estas perguntas de tal modo que todo o universo – a quem quer que se inclua – fica satisfeito. O juízo investigativo, em outras palavras, explica a razão pela que uns são salvos e outros não. Estabelece que Deus é justo e demonstra que os reclamos de Satanás alegando que os requisitos de Deus são demasiados rigorosos para se poder observar, são falsos. Por outro lado, a Bíblia manifesta que a “interrogante” universal NÃO era se Deus é “justo” ao dar a seus seres a lei esperando que a guardassem. Tampouco a questão não é se Deus é justo ao castigar aos ímpios dada a dificuldade de guardar a lei. Melhor, de acordo com Romanos 3:25-26, Jesus derramou seu sangue “como demonstração de Sua justiça, porque em Sua tolerância, Deus passou por alto os pecados cometidos anteriormente, para demonstrar neste tempo Sua justiça, a fim de que Ele seja justo e seja O que justifica ao que tem fé em Jesus” (Romanos 3:25-26). Fixou-se? Ninguém, EM LUGAR ALGUM, duvidou se Deus era justo ao castigar aos pecadores. A pergunta pendente era “Por que permitia que os pecadores seguissem vivendo quando o faziam desafiando a Deus?” Ele “passou por alto” os pecados que o povo tinha cometido durante sua história antes da cruz. Não tinham sido castigados e os pecadores não tinham sido imediatamente destruídos. Jesus morreu como prova que era justo ao NÃO destruir aos pecadores no momento em que pecavam. Sua morte foi a prova que Deus, em Si mesmo, é justo e O que justifica. Ele é justo ao permitir que os pecadores não sejam castigados porque Ele mesmo levou as conseqüências de seu pecado. Ele é o justo, uma vez que se fez pecado (1 Coríntios 5:21) e fez-se maldição por nós (Gálatas 3:13). Ele, O justo, é também o que justifica. Ele levou nosso pecado e tomou nosso castigo, portanto demonstrando a razão pela qual NÃO CASTIGOU aos pecadores. Ele, O justo, pagou o preço pelos pecadores. A mentira do Grande Conflito é sutil e profundamente perversa. Levanta um argumento à maneira de boneco de palha alegando que Deus tem que demonstrar ao universo a razão pela qual Ele é justo ao castigar o pecado. FALSO. O universo sempre o soube que ele deve castigar o pecado. A única indagação é por que não havia destruído aos pecadores tão logo pecassem. A cruz de Jesus demonstra a justiça de Deus ao permitir que os pecadores VIVAM – Jesus toma seu castigo. Ele o fez para que todos os que tenham fé em Jesus sejam justificados. O Grande Conflito supõe que Satanás tem um acerto ao questionar a “justiça” de Deus. Romanos e as demais escrituras (incluindo o evangelho segundo São João) corroboram que NINGUÉM tem questão alguma no que pertine ao direito de Deus de castigar o pecado. Leia Romanos 9:19-26. Colossenses 2:14-15 e Efésios 2:14 comprovam que na cruz, Jesus desarmou e humilhou publicamente a Satanás, e seus principados e potestades, ao destruir a maldição do pecado. Ele fincou a lei à cruz em seu próprio corpo (a palavra hebraica “Torah” e a palavra grega “Logos” – como em João 1:1, “No princípio era a Palavra...” têm o mesmo significado. Ambos se referem à Palavra – e Jesus É a Palavra/Torah), e ao fincar a lei à cruz, Ele a cumpriu e estabeleceu-se a Si mesmo como o objeto de fé e obediência. Nós não “respondemos” aos questionamentos de Satanás guardando a lei para comprovar que ele é mentiroso. Nós não temos NADA que comprovar a Satanás. Ninguém no universo inteiro tem por que responder coisa alguma a Satanás – e Deus muito menos. Em mudança, demonstramos ao universo a multiforme sabedoria de Deus, como seu corpo no qual habita o Espírito Santo, de acordo com seu eterno propósito, o qual Ele levou a seu cumprimento em Jesus Cristo (Efésios 3:8-10). O Grande Conflito é uma mentira sutil, mas profundamente torcida. Deus NÃO está em julgamento. Satanás não levantou pergunta alguma ante a qual Deus tem por que responder. Jesus é a Palavra final de Deus (Hebreus 1:2), e nEle se cumpriram a justiça de Deus, sua santidade, nosso perdão e a segurança de nossa eterna salvação. Colleen Tinker,
Redatora, Revista Proclamación!

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