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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A História de Uma Interpretação

Carl Olof Jonsson

Todas as ideias têm um princípio. Contudo, é frequente as pessoas acreditarem numa ideia e desconhecerem por completo os seus antecedentes, origem e desenvolvimento. O fato de ignorarem essa história pode fortalecer a sua convicção de que a ideia é verdadeira, quando na realidade a ideia pode ser falsa. Tal como acontece noutros casos, esta ignorância pode ser um solo fértil para o fanatismo.
É verdade que o conhecimento acerca do desenvolvimento histórico de uma ideia não prova que ela é falsa, mas tal conhecimento permite-nos melhorar o nosso julgamento sobre a sua validade. Um exemplo claro de uma ideia – neste caso, uma interpretação – que é obscurecida pela ignorância, é um conceito defendido por muitos, a respeito dos “tempos dos Gentios” mencionados por Cristo em Lucas 21:24:
“E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” – ARC

Milhões de pessoas internacionalmente aceitaram a crença de que esta declaração profética aponta de forma definitiva para uma data específica do século XX e eles até baseiam os seus planos para o presente e as suas esperanças para o futuro nessa crença. Qual é a sua história?

O "princípio dia-ano"


A duração do período chamado “tempos dos Gentios” (traduzido “os tempos designados das nações” na Tradução do Novo Mundo da Sociedade Torre de Vigia) tem sido calculada por alguns expositores, incluindo a Sociedade Torre de Vigia, como sendo 2.520 anos. Este cálculo é baseado no assim chamado “princípio dia-ano”. Segundo este princípio, em profecias bíblicas relacionadas com o tempo, um dia representa sempre um ano, “exatamente como num mapa um centímetro pode representar cem quilômetros.”1 Na Bíblia existem duas passagens em que períodos proféticos são contados explicitamente dessa forma: Números 14:34 e Ezequiel 4:6.
No primeiro texto, como punição pelos seus erros, os israelitas deviam vaguear pelo deserto durante quarenta anos, medidos segundo o número de dias que os espiões espiaram a terra, quarenta dias, “um dia por um ano”.
No segundo texto Ezequiel recebeu a ordem de se deitar sobre o seu lado esquerdo durante 390 dias e sobre o seu lado direito durante 40 dias, carregando de forma profética os erros de Israel e Judá cometidos durante tantos anos quantos esses dias, “um dia por um ano”.
Deve-se notar, contudo, que estas interpretações específicas são-nos dadas pela própria Bíblia. “Um dia por um ano” não é apresentado como um princípio geral de interpretação que também se aplica a outros períodos proféticos.
O desenvolvimento do conceito de que o princípio “um dia por um ano” pode de fato ser aplicado a qualquer profecia bíblica envolvendo tempo, tem uma longa história. O modo sempre diferente como o princípio tem sido aplicado ao longo dessa história certamente revela algo quanto à sua confiabilidade.

O Uso do “Princípio Dia-Ano” por Estudiosos Judeus


Os rabis judeus foram os primeiros a aplicar este modo de contar o tempo profético noutros casos além dos dois já citados, e eles o fizeram com as “setenta semanas” de Daniel 9:24-27. O versículo 24 declara: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”.2
Apesar disto, a aplicação “dia-ano” só foi apresentada como um princípio geral no primeiro século E.C., pelo famoso rabi, Akibah ben Joseph (c. 50-132 E.C.).3
Passaram-se centenas de anos e foi só no início do nono século que vários rabis judeus começaram a estender o “princípio dia-ano” a outros períodos de tempo no livro de Daniel. Estes incluíam as 2.300 “tardes e manhãs” de Daniel 8:14, e os 1.290 dias e 1.335 dias de Daniel 12:11, 12, sendo que todos estes textos eram encarados como tendo implicações messiânicas.
O primeiro destes rabis, Nahawendi, considerava as 2.300 “tardes e manhãs” de Daniel 8:14 como sendo anos, contando-os desde a destruição de Siló (calculada por ele como sendo 942 A.E.C.) até ao ano 1358 E.C. Ele esperava a vinda do Messias nesse ano.4
Em breve outros seguiram Nahawendi, como por exemplo Saadia ben Joseph, do mesmo século, e Solomon ben Jeroham, do décimo século. Este aplicou o princípio “dia-ano” aos 1.335 dias de Daniel 12:12. Contando desde o tempo de Alexandre, o Grande, ele chegou ao ano 968 E.C. como sendo a data para a redenção de Israel.
O famoso rabi, Rashi (1040-1105), dizia que os 2.300 dias-anos terminariam em 1352 E.C., data em que, segundo ele pensava, o messias viria.
Abraham bar Hiyya Hanasi (c. 1065-1136) especulou que os 2.300, os 1.290 e os 1.335 períodos de anos terminariam em diferentes datas no século XV. Por exemplo, o fim dos 2.300 dias-anos foi fixado em 1468 E.C.5
Até ao século XIX, muitos outros estudiosos judeus continuavam a usar o princípio dia-ano para fixar datas para a vinda do messias.
Os métodos que os estudiosos rabinos usaram ao aplicar o princípio dia-ano durante esses dez séculos eram variados e as datas a que chegaram eram diferentes. No entanto, seja qual for o método empregado, uma coisa é verdade: nada aconteceu nas datas fixadas para o fim dos períodos considerados.
Já vimos que o princípio dia-ano era relativamente comum entre as fontes judaicas desde há muitos séculos. Será que o mesmo se passou entre os expositores bíblicos cristãos?
Ainda mais interessante é saber se a história do uso desse princípio entre a comunidade cristã – e os resultados obtidos – demonstram um contraste, ou será que vemos um padrão similar? Qual tem sido o resultado?

O "Princípio Dia-Ano" Entre os Expositores Cristãos


Conforme vimos, o rabi Akibah ben Joseph tinha apresentado o método dia-ano como um princípio logo no primeiro século E.C. Contudo, durante os mil anos seguintes não encontramos nenhuma aplicação do método – dessa forma, enquanto princípio – entre os estudiosos cristãos.
É verdade que vários expositores desde o quarto século em diante sugeriram um significado místico ou simbólico para os 1.260 dias de Revelação, mas antes do século XII eles nunca aplicaram a regra dia-ano a esses dias, nem a nenhum outro período de tempo, com a única exceção dos 3 dias e meio de Apocalipse 11:8. Esse período foi interpretado como sendo 3 anos e meio por vários expositores, o primeiro dos quais foi Victorinus, no quarto século.6 Isto, é claro, está longe de ser uma defesa de uma regra ou princípio dia-ano.
Joachim de Floris (c. 1130-1202), abade do mosteiro cisterciense em Corace, Itália, foi provavelmente o primeiro expositor cristão que aplicou o princípio dia-ano aos vários períodos de tempo de Daniel e de Apocalipse. Isto foi acentuado durante o século XIX por Charles Maitland, um opositor destacado dessa ideia, em várias obras e artigos. Por exemplo, ao refutar os que defendiam que os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 eram 1.260 anos, Maitland concluiu, após uma investigação completa, que “nunca se ouviu falar” do sistema dos 1260 anos “até que foi sonhado por um abade inculto em 1190.”7
Embora muitos adeptos do princípio dia-ano do século XIX tentassem refutar a declaração de Maitland a respeito da novidade do princípio, todas as suas tentativas falharam. Depois de um exame muito completo de todas as fontes disponíveis, até o mais instruído dos seus oponentes, o Reverendo E. B. Elliott, teve de admitir que “durante os primeiros quatro séculos, os dias mencionados nas profecias de Daniel e de Apocalipse a respeito do Anticristo foram interpretados literalmente como dias, não como anos, pelos Pais da Igreja Cristã.”8 Assim, ele teve de concordar com Maitland em como Joachim de Floris foi o primeiro escritor cristão a aplicar o princípio dia-ano aos 1.260 dias de Apocalipse 11:3, dizendo:
“Perto do fim do século XII, Joachim Abbas, conforme acabamos de ver, fez uma primeira tentativa rude nesse sentido: e no século XIV, o wycliffita Walter Brute seguiu-lhe o exemplo”.9
Joachim, que provavelmente foi influenciado por rabis judeus, contou os 1.260 “dias-anos” desde o tempo de Cristo e acreditava que terminariam em breve numa “era do Espírito”. Embora ele não tenha fixado uma data específica para isto, parece que ele considerava o ano 1260 E.C. como uma possibilidade. Depois da sua morte, esse ano veio “a ser considerado pelos seguidores de Joachim como a data fatal que iniciaria a nova era, de tal forma que quando essa data passou sem qualquer acontecimento reconhecível, alguns deixaram de acreditar de todo nos seus ensinos”.10
As obras de Joachim deram início a uma nova tradição de interpretação, na qual o “princípio dia-ano” era a própria base das interpretações proféticas. Durante os séculos seguintes foram fixadas inúmeras datas para o segundo advento de Cristo, sendo a maioria delas construídas com base no princípio dia-ano. No tempo da Reforma (no século XVI), Martinho Lutero e a maioria dos outros reformadores acreditavam nesse princípio, que era largamente aceito entre os estudiosos protestantes até mesmo no século XIX.

O Princípio Aplicado aos Tempos dos Gentios


Como vimos, Joachim de Floris aplicou o princípio dia-ano aos 1.260 dias de Apocalipse 11:3. O versículo anterior converte este período em meses, declarando que “...por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa”. (Apocalipse 11:2, ARA) Como esta predição acerca da “cidade santa” é parecida com as palavras de Jesus em Lucas 21:24 de que “Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (NASB), alguns dos seguidores de Joachim pouco tempo depois dele começaram a associar os “tempos dos Gentios” com este período calculado, no qual os 1.260 dias se tornaram 1.260 anos.
Contudo, como eles acreditavam que Apocalipse 11:2, 3 e 12:6, 14 trata da igreja cristã, Jerusalém ou a “cidade santa” geralmente era interpretada como significando a igreja de Roma.11 Por essa razão, eles pensaram que o período dos “tempos dos Gentios” era o período de aflição da igreja, sendo o fim desta aflição originalmente esperado em 1260 E.C.
Outros, contudo, acreditavam que a “cidade santa” era a cidade literal de Jerusalém. O bem conhecido médico escolástico Arnold de Villanova (c. 1235-1313), identificou os tempos dos Gentios com os 1.290 dias de Daniel 12:11, convertendo estes 1290 dias em 1290 anos. Contando-os desde a remoção dos sacrifícios judaicos depois da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 E.C., ele esperava o fim dos tempos dos Gentios no século XIV. As cruzadas ainda estavam a ser realizadas no seu tempo e Arnold as associou à esperada expiração dos tempos dos Gentios no futuro próximo, argumentando que, a menos que o fim dos tempos dos Gentios estivesse próximo, como poderia o “povo fiel” reconquistar a Terra Santa aos infiéis?12
No fim do século XIV, Walter Brute, um dos seguidores de John Wycliffe, na Inglaterra, ofereceu ainda outra interpretação. Segundo ele, os “tempos dos Gentios” eram um período em que a igreja cristã era dominada por ritos e costumes pagãos. Esta apostasia, defendia ele, começou depois da morte do último apóstolo, cerca de 100 E.C. e continuaria durante 1.260 anos. Este período, e também os 1.290 “dias-anos”, que ele contava desde a destruição de Jerusalém 30 anos antes (em 70 E.C.), já tinha expirado nos seus dias. Ele escreveu:
“Agora, se qualquer homem observar as Chronicles [Crônicas], descobrirá que depois de se completar a destruição de Jerusalém, e depois de a forte mão do povo santo ter sido completamente dispersa, e depois do posicionamento da abominação, ou seja, o Ídolo da Desolação de Jerusalém, dentro do lugar Santo, onde o Templo de Deus estava antes, passaram 1290 dias, tomando um dia por um ano, como é costume nos Profetas. E os tempos dos povos Pagãos estão cumpridos, segundo os Ritos e Costumes de quem Deus permitiu que a Cidade santa fosse pisoteada durante quarenta e dois meses.13
Como os tempos dos Gentios já haviam expirado segundo os seus cálculos, Brute pensou que a segunda vinda de Cristo devia estar iminente.

Mudando Constantemente as Datas


O tempo passou e deixou para trás as muitas datas apocalípticas fixadas, ficando sem cumprimento as predições a elas ligadas. Nesta altura, contando os 1.260 ou os 1.290 anos desde a destruição de Jerusalém em 70 E.C., ou desde a morte dos apóstolos, já não podia produzir resultados significativos. Por isso, o ponto de partida teve de ser mudado para frente, para uma data posterior.
Grupos perseguidos e rotulados de heréticos pela igreja romana em breve começaram a identificar os 'Gentios pisoteadores' com o papado de Roma. Estes grupos perseguidos geralmente viam-se a si mesmos como “a verdadeira igreja” – representada em Apocalipse 12 como uma mulher que teve de fugir para “o deserto” durante "mil duzentos e sessenta dias,” o período em que a Jerusalém espiritual é pisoteada. (Apocalipse 12:6, 14) Esta interpretação lhes permitia agora avançar o ponto de partida, do primeiro século para uma data em algum lugar no quarto século, quando se deu o aumento da autoridade por parte da igreja romana.
Esta interpretação “ajustada” era muito comum entre os Reformadores. John Napier (1550-1617), o distinto matemático e estudante de profecias escocês, começou o período em cerca 300 ou 316 E.C., e apresentou o fim dos tempos dos Gentios na segunda metade do século XVI.14
O tempo foi passando e o ponto de partida foi mais uma vez movido para a frente, desta vez para o sexto ou sétimo séculos, o período em que os papas tinham realmente alcançado uma posição de poder. George Bell, por exemplo, escrevendo na Evangelical Magazine [Revista Evangélica] de Londres, em 1796, contou os 1.260 anos desde 537 ou desde 553 E.C., e predisse a queda do Anticristo (o Papa) em “1797 ou 1813”.15 A respeito dos 1.260 dias, Bell diz:
“A cidade santa será pisoteada pelos Gentios, ou Papistas, que, embora sejam cristãos de nome, são Gentios na adoração e na prática; adorando anjos, santos e imagens e perseguindo os seguidores de Cristo. Estes Gentios removem o sacrifício diário e estabelecem a abominação que torna desolada a igreja visível de Cristo durante o período de 1260 anos”.16
Isto foi escrito em 1795, no meio da Revolução Francesa. Pouco tempo depois o Papa foi tornado prisioneiro pelas tropas francesas e forçado a ir para o exílio (em Fevereiro de 1798). É muito interessante que estes eventos espantosos na França e Itália tenham sido até certo ponto “preditos” com quase um século de antecedência por vários expositores, dos quais o mais conhecido era o pastor escocês, Robert Fleming, Jr. (c. 1660-1716).17 Certamente, na opinião de muitos, estes importantes eventos históricos tinham confirmado a correção das suas predições! Devido a isto, o ano de 1798 foi logo em seguida defendido entre os comentadores bíblicos como sendo a data em que terminavam os 1.260 anos.
Esta interpretação – com algumas diferenças de pormenor – também foi adotada por Charles Taze Russell e pelos seus seguidores. E ainda é prevalecente entre os Adventistas do Sétimo Dia.

Convulsões Políticas e Sociais Fomentam as Especulações Proféticas


A Revolução Francesa de 1789-1799 teve um impacto extraordinário que se estendeu muito além das fronteiras francesas. Após a derrubada violenta da monarquia francesa e a proclamação da República em 1792, novos líderes extremistas não apenas provocaram um período de terror e caos na própria França, mas também inauguraram um período quase ininterrupto de guerras de conquista, que durou até 1815, quando o Imperador Napoleão foi derrotado em Waterloo. As consequências caóticas da Revolução Francesa na Europa e noutras partes do mundo excitaram interesse intensificado no estudo profético, especialmente porque algumas destas convulsões tinham sido parcialmente preditas por expositores das profecias.
Os historiadores reconhecem que a Revolução Francesa marca um destacado ponto de viragem na história mundial. Pôs termo a uma longa era de relativa estabilidade na Europa, desenraizando a ordem estabelecida e mudando profundamente o pensamento político e religioso.
Comparando as guerras da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte com a anterior Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e a posterior Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o historiador Robert Gilpin diz sobre estas três guerras que “cada uma delas foi uma guerra mundial envolvendo quase todos os Estados do sistema [internacional] e, pelo menos retrospectivamente, pode ser considerada como tendo constituído um destacado ponto de viragem na história humana”.18
Outro historiador bem conhecido, R. R. Palmer, ao discutir o papel preponderante da Revolução Francesa na história moderna, diz:
“Mesmo hoje, a meio do século XX, não obstante tudo o que tem acontecido contemporaneamente a homens que ainda não são velhos, e até ...na América ou em qualquer outra parte de um mundo na qual os países da Europa já não gozam da sua anterior posição de liderança, ainda é possível dizer que a Revolução Francesa no fim do século dezoito foi o grande ponto de viragem da civilização moderna.19
A resultante desestruturação de instituições políticas e sociais européias muito antigas levou muitos a acreditar que estavam mesmo a viver nos últimos dias. Homens de muitos estratos sociais – ministros, políticos, advogados e leigos – envolveram-se em estudos das profecias. Foi produzido um volumoso corpo de literatura sobre as profecias, surgiram muitos periódicos proféticos e foram realizadas conferências proféticas em ambos os lados do Atlântico.
O reavivamento apocalíptico começou na Inglaterra, mas depressa se espalhou para o Continente e para os Estados Unidos da América, onde, neste caso, culminou no bem conhecido movimento Millerita. Baseadas nas interpretações de Daniel 8:14, as predições agora desenvolvidas apontavam em geral para 1843, 1844 ou 1847 como sendo o tempo do segundo advento de Cristo.
Foi nesta atmosfera febril que uma nova interpretação dos tempos dos Gentios nasceu, na qual, pela primeira vez, o número 1.260 anos, muitas vezes usado, foi dobrado para 2.520 anos.
A tabela apresentada na página seguinte mostra os resultados que o método “dia-ano” de contar períodos de tempo proféticos produziu ao longo de um período de sete séculos. Embora quase todos os trinta e seis estudiosos e expositores proféticos da lista estivessem a trabalhar a partir do mesmo texto básico das Escrituras que se refere a 1.260 dias, muito raramente concordaram com os mesmos pontos inicial e final para o cumprimento do período. As datas finais para os tempos dos Gentios estabelecidas por eles ou pelos seus seguidores vão desde 1260 E.C. até 2016 E.C. No entanto, todos eles apresentaram o que lhes pareciam ser razões convincentes para chegar às suas datas. Quais foram os resultados de se ter dobrado o número em relação com a declaração de Jesus a respeito dos “tempos dos Gentios”?

John Aquila Brown


Na longa história da especulação profética, John Aquila Brown, da Inglaterra, desempenha um papel notável. Embora até agora não se tenha descoberto qualquer informação biográfica sobre Brown, ele influenciou fortemente o pensamento apocalíptico do seu tempo. Ele foi o primeiro expositor que aplicou os supostos 2.300 dias-anos de Daniel 8:14 de forma que terminassem em 1843 (data mudada mais tarde para 1844).20


TABELA 1: AS MÚLTIPLAS E VARIADAS APLICAÇÕES DOS 1.260 ANOS
Expositor
Data da
Publicação
Aplicação (todas
as datas são E.C.)
Observações
Joachim of Floris
1195
1-1260

Arnold of Villanova
1300
c.74-1364
Tempos dos Gentios = 1290 anos
Walter Brute
1393
134-1394

Martinho Lutero
1530
38-1328
Tempos dos Gentios = 1290 anos
A. Osiander
1545
412-1672

J. Funck
1558
261-1521

G. Nigrinus
1570
441-1701

Aretius
1573
312-1572

John Napier
1593
316-1576

D. Pareus
1618
606-1866

J. Tillinghast
1655
396-1656

J. Artopaeus
1665
260-1520

Cocceius
1669
292-1552

T. Beverley
1684
437-1697

P. Jurieu
1687
454-1714

R. Fleming, Jr.
1701
552-1794
1260 anos de 360 dias
R. Fleming, Jr.
1701
606-1848
= 1242 anos julianos
William Whiston
1706
606-1866

Daubuz
1720
476-1736

J. Ph. Petri
1768
587-1847

Lowman
1770
756-2016

John Gill
1776
606-1866

Hans Wood
1787
620-1880

J. Bicheno
1793
593-1789

A. Fraser
1795
756-1998
1242 anos julianos
George Bell
1796
537-1797

George Bell
1796
553-1813

Edward King
1798
538-1798

Galloway
1802
606-1849
1242 anos julianos
W. Hales
1803
620-1880

G. S. Faber
1806
606-1866

W. Cuninghame
1813
533-1792

J. H. Frere
1815
533-1792

Lewis Way
1818
531-1791

W. C. Davis
1818
588-1848

J. Bayford
1820
529-1789

John Fry
1822
537-1797

John Aquila Brown
1823
622-1844
1260 anos lunares

A tabela apresenta uma amostra das muitas aplicações diferentes dos 1.260 e 1.290 “dias-anos”, desde Joachim de Floris em 1195 até John Aquila Brown em 1823. Teria sido fácil alargar a tabela para incluir expositores posteriores a Brown. Contudo, a tabela acaba nele pois neste tempo começou a surgir outra interpretação dos tempos dos Gentios, na qual os 1.260 anos eram dobrados para 2.520 anos.

Esta se tornou uma data chave para o movimento do Segundo Adventismo.21 Ele foi também o primeiro que chegou a um período profético de 2.520 anos.
O cálculo de Brown dos 2.520 anos era baseado na sua exposição dos “sete tempos” mencionados no sonho de Nabucodonosor sobre a árvore cortada, em Daniel, capítulo 4. Foi publicado pela primeira vez em 1823, no seu trabalho em dois volumes The Even-Tide; or, Last Triumph of the Blesses and Only Potentate, the King of Kings, and Lord of Lords [A Noite; ou, Último Triunfo do Abençoado e Único Potentado, o Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores].22 Ele declara especificamente que foi o primeiro a escrever sobre o assunto:
“Embora tenham sido escritos muitos volumes extensos e sábios sobre assuntos proféticos durante a sucessão das eras; ainda assim, nunca tendo vista o assunto, sobre o qual estou prestes a oferecer algumas observações, abordado por qualquer autor, eu o recomendo à atenção do leitor, não duvidando, mas com forte confiança de que ainda serão encontrados mais elementos para confirmar a escala dos períodos proféticos, assumidos como base do cumprimento da profecia.23
Na sua interpretação, Brown diferia de outros expositores posteriores ao não associar os “sete tempos” do sonho de Nabucodonosor com os “sete tempos” da punição profética contra Israel, em Levítico 26:12-28. “Nabucodonosor foi um tipo”, escreveu Brown, “dos três reinos sucessivos que hão de surgir”. Sobre os “sete tempos”, ou anos, de aflição de Nabucodonosor, ele disse:
“[Estes] seriam, portanto, considerados como uma grande semana de anos, formando um período de dois mil quinhentos e vinte anos, e abrangendo a duração das quatro monarquias tirânicas; no fim do qual eles aprenderão, tal como Nabucodonosor, na “época e tempo” dos dois julgamentos, que “o Altíssimo governa o reino dos homens, e dá-lo a quem quiser”.
Brown calculou os 2.520 anos desde o primeiro ano de Nabucodonosor, 604 A.E.C., até ao ano 1917, quando “a glória plena do reino de Israel será completada”.24
O próprio Brown não associou este período com os tempos dos Gentios de Lucas 21:24. Ainda assim, o cálculo dele para os 2.520 anos, e o fato de os ter baseado em Daniel capítulo 4, desempenharam desde então um papel chave em algumas interpretações modernas desses tempos dos Gentios.

Os 2.520 anos são relacionados com os tempos dos Gentios


Não demorou muito até que outros expositores começassem a identificar o novo cálculo dos 2.520 anos com os “tempos dos Gentios” de Lucas 21:24. Mas, tal como no caso dos 1.260 dias, eles apresentaram resultados diferentes.
Nas Conferências Proféticas de Albury Park (realizadas anualmente em Albury, perto de Guildford, sul de Londres, Inglaterra, desde 1826 até 1830), um dos tópicos considerados foi os “tempos dos Gentios”. Desde as primeiras discussões em 1826, os “tempos dos Gentios” foram relacionados com os 2.520 anos por William Cuninghame. Ele escolheu como ponto de partida o ano em que as dez tribos foram levadas ao cativeiro por Salmaneser (728 A.E.C., segundo os seus cálculos), chegando assim à data 1792 E.C. para o término dos tempos dos Gentios, data que nesse tempo já tinha passado.25
Muitos comentaristas bíblicos contaram os “sete tempos dos Gentios” a partir do cativeiro de Manassés, que datavam em 677 A.E.C. Obviamente, faziam isto para que os tempos dos Gentios terminassem na data que fora previamente atribuída aos 2.300 dias-anos, ou seja, em 1843 ou 1844.26 Em 1835, William W. Pym publicou o seu trabalho A Word of Warning in the Last Days [Uma Palavra de Aviso nos Últimos Dias], no qual dizia que os “sete tempos” terminavam em 1847. Curiosamente, ele constrói o seu cálculo dos 2.520 anos dos tempos dos Gentios com base nos “sete tempos” mencionados em Levítico 26 bem como nos “sete tempos” de Daniel 4:
“Por outras palavras, os julgamentos que Moisés usou como ameaça, que deviam decorrer durante os sete tempos, ou 2520 anos; e os julgamentos revelados a Daniel, que deviam terminar pela purificação do santuário depois de uma porção do grande número 2520”.27
Outros, porém, aguardavam ansiosamente 1836 E.C., ano fixado em bases completamente diferentes pelo teólogo alemão J. A. Bengel (1687-1752), e tentaram terminar os “sete tempos” no mesmo ano.28
Ilustrando o estado de mudanças constantes existente, Edward Bickersteth (1786-1850), reitor evangélico de Watton, Hartfordshire, tentou diferentes pontos de partida para os “sete tempos dos Gentios”, apresentando três datas finais diferentes:
“Se contarmos o cativeiro de Israel desde 727 antes de Cristo, o primeiro cativeiro de Israel sob Salmaneser, terminaria em 1793, quando a revolução Francesa eclodiu: e se [contarmos o cativeiro de Israel desde] 677 antes de Cristo, o cativeiro sob Esar-Hadom (o mesmo período em que Manassés, rei de Judá, foi levado ao cativeiro,) (2 Reis 17:23,24; 2 Crôn. 33:11) terminaria em 1843: ou, se contarmos desde 602 antes de Cristo, que foi o destronamento final de Jeoiaquim por Nabucodonosor, terminaria em 1918. Todos estes períodos podem ter uma referência a eventos correspondentes no seu término, e são dignos de séria atenção”.29
Um dos milenaristas mais bem conhecidos e mais sábios do século XIX foi Edward Bishop Elliott (1793-1875), responsável pela Mark's Church [Igreja de Marcos], em Brighton, Inglaterra. É ele que menciona pela primeira vez a data de 1914. No seu monumental tratado Horæ Apocalypticæ [Horas com o Apocalipse] ele contou pela primeira vez os 2.520 anos desde 727 A.E.C. até 1793 E.C., mas acrescentou:
“É claro que, se for calculado desde a própria ascensão de Nabucodonosor e invasão de Judá, em 606 A.C., o fim será muito mais tarde, em 1914 A.D.; apenas meio século, ou período do jubileu, [depois] da nossa data provável para a abertura do Milênio [que ele fixara em “cerca de 1862 A.D”.].30
Um fator a ser observado aqui é que na cronologia de Elliott, 606 A.E.C. era o ano de ascensão de Nabucodonosor, enquanto na cronologia posterior de Nelson H. Barbour e Charles T. Russell, 606 A.E.C. era a data atribuída à destruição de Jerusalém por Nabucodonosor no seu 18.º ano.

O Movimento Millerita


As principais obras inglesas sobre profecias foram novamente publicadas nos Estados Unidos de forma extensiva e influenciaram fortemente muitos escritores americanos sobre o assunto. Entre estes estava o bem conhecido pregador batista William Miller e os seus associados, que apontavam para 1843 como sendo a data da segunda vinda de Cristo. Estima-se que pelo menos 50.000 e talvez até 200.000 pessoas abraçaram os pontos de vista de Miller.31
Praticamente todas as posições que eles defendiam sobre as várias profecias tinham sido ensinadas por outros expositores passados ou contemporâneos. Miller estava simplesmente a seguir outros quando terminava os “tempos dos Gentios” em 1843. Na Primeira Conferência Geral, realizada em Boston, Massachusetts, em 14 e 15 de Outubro de 1840, um dos discursos de Miller versava sobre a cronologia bíblica. Ele dizia que os ‘sete tempos”, ou 2.520 anos, decorriam desde 677 A.E.C. até 1843 E.C.32 A segunda vinda de Cristo era esperada o mais tardar em 1844.

A Tabela "1843"
A data predita durante tanto tempo e por tantas pessoas, com suposto apoio bíblico, passou sem que nada acontecesse para satisfazer as expectativas nela baseadas.
Depois do “Grande Desapontamento” de 1844, alguns, e entre eles o próprio Miller, confessaram abertamente que o tempo era um erro.33 Outros, contudo, insistiram que o tempo em si estava certo, mas o evento esperado estava errado. Expressando o que se tem tornado uma justificação familiar, eles tinham esperado “a coisa errada no tempo certo”.
Esta posição foi tomada por um grupo que mais tarde veio a ser conhecido como Adventistas do Sétimo Dia. Eles declaravam que Jesus, em vez de descer à terra em 1844, entrou no lugar Santíssimo do santuário celestial como sumo sacerdote da Humanidade, para introduzir o dia da expiação antitípico.34 Este grupo, que se separou dos outros elementos do “Segundo Adventismo” no final da década de 1840, provocou a primeira grande divisão no seio do movimento original.
Alguns líderes Milleritas que também defendiam a data 1844 – entre eles Apollos Hale, Joseph Turner, Samuel Snow, e Barnett Matthias – afirmavam que Jesus tinha de fato vindo como Noivo em 1844, embora espiritual e invisivelmente, “não descendo pessoalmente do céu, mas tomando o trono espiritualmente”. Em 1844, diziam eles, o “reino deste mundo” tinha sido dado a Cristo.35

Ramos Dissidentes do Movimento Millerita


Assim, depois de 1844, o movimento Millerita do “Segundo Advento” se fragmentou gradualmente em vários grupos Adventistas.36 Começou a aparecer uma proliferação de novas datas: 1845, 1846, 1847, 1850, 1851, 1852, 1853, 1854, 1866, 1867, 1868, 1870, 1873, 1875, etc., e estas datas, cada uma tendo os seus promotores e adeptos, contribuíram para uma fragmentação ainda maior. Um líder do Segundo Adventismo, Jonathan Cummings, declarou em 1852 que tinha recebido um “nova luz” sobre a cronologia, e que se devia esperar o segundo advento em 1854. Muitos Milleritas se juntaram a Cummings e, em Janeiro de 1854, começaram um novo periódico, o World Crisis [Crise do Mundo], em defesa da nova data.37
Outros fatores além das datas começaram a desempenhar um papel na composição do movimento do Segundo Advento. Desde então até hoje, esses fatores são aspectos distintivos de vários movimentos que se desenvolveram a partir do Segundo Adventismo, incluindo a Igreja Adventista do Sétimo Dia, as Testemunhas de Jeová e certas denominações da Igreja de Deus. Estes fatores incluem a doutrina da imortalidade condicional – não inerente – da alma, com a consequente doutrina de que o destino final daqueles que são rejeitados por Deus é a destruição ou o aniquilamento, não o tormento consciente. A crença trinitarista também se tornou num problema entre alguns setores do Segundo Adventismo. (Para mais detalhes sobre estes desenvolvimentos e o seu efeito em contribuir para a divisão entre os ramos dissidentes dos movimentos Milleritas, veja o Apêndice para o Capítulo 1).
A maior parte destes desenvolvimentos já tinha ocorrido quando Charles Taze Russell, ainda na sua adolescência, começou a formar um grupo de estudo da Bíblia em Allegheny, Pennsylvania. Desde o fim da década de 1860 em diante, Russell entrou cada vez mais em contato com alguns dos grupos do Segundo Adventismo que se desenvolveram. Ele estabeleceu relações próximas com alguns dos seus ministros e leu alguns dos seus jornais, incluindo o Bible Examiner [Examinador da Bíblia] de George Storrs. Gradualmente, Russell e os seus associados adotaram muitos dos ensinos centrais desses grupos, incluindo as suas posições condicionalistas e anti-trinitaristas e a maior parte das suas opiniões sobre a “era vindoura”. Finalmente, em 1876, Russell também adotou uma versão revista do seu sistema cronológico, que implicava que os 2.520 anos dos tempos dos Gentios expirariam em 1914. Portanto, em todos os aspectos essenciais, o movimento dos Estudantes da Bíblia de Russell pode ser descrito como mais um ramo dissidente do movimento Millerita.
Qual foi então a fonte mais direta do sistema cronológico que Russell, o fundador do movimento da Watch Tower [Torre de Vigia], adotou, incluindo não apenas o período de 2.520 anos para os tempos dos Gentios e o seu término em 1914, mas também o ano 1874 para o início de uma presença invisível de Cristo? Essa fonte era um homem chamado Nelson H. Barbour.

Nelson H. Barbour


Nelson H. Barbour nasceu perto de Auburn, Nova Iorque, em 1824. Ele se juntou ao movimento Millerita em 1843, aos 19 anos de idade. Ele ‘perdeu a sua religião” completamente depois do “Grande Desapontamento” de 1844 e foi para a Austrália, onde se tornou mineiro durante a febre do ouro ali.38 Depois, em 1859, regressou à América passando por Londres, Inglaterra. Numa retrospectiva, Barbour diz como é que o seu interesse nos períodos de tempo proféticos foi novamente estimulado durante esta viagem:
“O navio deixou a Austrália com um irmão adventista a bordo [o próprio Barbour], que perdera a sua religião e estivera durante muitos anos em escuridão total. Para passar o tempo de uma viagem longa e monótona por mar, [um] capelão inglês propôs uma leitura sistemática das profecias; com o que o irmão concordou prontamente; por ter sido um Millerita em anos anteriores, ele sabia muito bem que existiam argumentos que deixariam o capelão perplexo, embora já tivesse passado algum tempo”.39
Durante esta leitura Barbour pensou que descobrira o erro crucial na contagem de Miller. Por que é que Miller começara os 1.260 “dias-anos” de Apocalipse, capítulo 11 em 538 E.C. e começara os 1.290 e os 1.335 dias-anos de Daniel 12 trinta anos mais tarde, em 508 E.C.? Não deviam os três períodos começar na mesma data? Se assim fosse, os 1.290 anos terminariam em 1828 e os 1.335 anos terminariam – não em 1843, mas sim – em 1873. “Ao chegar a Londres [em 1860], ele foi à biblioteca do Museu Britânico e, entre muitas outras obras extensas sobre as profecias, encontrou Horæ Apocalypticæ [Horas Com o Apocalipse], de Elliott, na qual existia uma tabela, “The Scripture Chronology of the World” [A Cronologia do Mundo Segundo as Escrituras], preparada pelo seu amigo, o Reverendo Christopher Bowen. A tabela mostrava que 5.979 anos desde a criação do homem terminavam em 1851.40 Adicionando 21 anos aos 5.979 anos, Barbour descobriu que 6.000 anos terminariam em 1873. Ele encarou isto como uma confirmação notável e encorajadora do seu próprio cálculo do período de 1.335 anos.
Ao regressar aos Estados Unidos, Barbour tentou interessar outros Segundo Adventistas na sua nova data para a vinda do Senhor. De 1868 em diante ele começou a pregar e a publicar as suas descobertas. Foram publicados vários artigos sobre cronologia no World's Crisis [Crise do Mundo] e no Advent Christian Times [Tempos do Advento Cristão], os dois principais jornais da Advent Christian Association [Associação Cristã do Advento]. Em 1870 ele também publicou o folheto de 100 páginas Evidences for the Coming of the Lord in 1873; or the Midnight Cry [Evidências em Apoio da Vinda do Senhor em 1873; ou o Grito da Meia-noite], cuja segunda edição foi citada acima.41 Em 1873 ele iniciou uma publicação mensal de sua autoria, intitulada The Midnight Cry, and Herald of the Morning [O Grito da Meia-noite, e Arauto da Manhã], cuja circulação ascendeu a 15.000 cópias em três meses.42 Quando o ‘ano alvo’ de 1873 estava quase a terminar, Barbour adiou o tempo do segundo advento para o Outono de 1874.43 Mas, quando também esse ano passou, Barbour e os seus seguidores sentiram uma grande preocupação:
“Quando 1874 chegou e não havia qualquer sinal visível de Jesus nas nuvens literais e numa forma carnal, houve um re-exame geral de todos os argumentos com base nos quais o ‘Grito da Meia-noite’ fora feito. E quando não se conseguiu encontrar qualquer falha ou defeito, isto levou a um exame crítico das Escrituras que pareciam comentar a maneira da volta de Cristo, e em breve se descobriu que era um erro esperar a segunda vinda de Jesus na carne....”44
Notas

1 LeRoy Edwin Froom, “The Prophetic Faith of Our Fathers” [A Fé Profética dos Nossos Pais] (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1948), Vol. II, p. 124.

2 Embora esta profecia fale de semanas, isto por si só não significa que a profecia permita uma aplicação do “princípio dia-ano”. Para um judeu, a palavra hebraica para “semana”, shabû'a, não significa sempre um período de sete dias como em inglês [e em português]. Shabû'a significa literalmente um “(período de) sete”, ou uma “heptad”. Os judeus também tinham um [período de] “sete” (shabû'a) anos. (Levítico 25:3, 4, 8, 9) É verdade que quando queria referir-se “semanas de anos”, a palavra para “anos” era normalmente adicionada. Mas no hebraico tardio esta palavra era frequentemente omitida por estar implícita. Quando queria referir-se “semanas de dias”, a palavra para “dias” podia às vezes ser acrescentada, como na passagem de Daniel em que shabû'a é mencionado. (10:2, 3) Portanto, Daniel 9:24 afirma simplesmente que “setenta períodos de sete foram determinados”, e a partir do contexto (a alusão a “setenta anos” no versículo 2) pode-se concluir que “setenta períodos de sete anos” é a ideia que o escritor pretendia transmitir. É por causa desta associação textual obvia – e não devido a qualquer “princípio dia-ano” – que alguns tradutores (Moffatt, Goodspeed, AT, RS) apresentam “setenta semanas de anos” em Daniel 9:24.

3 Froom, Vol. II, pp. 195, 196.

4 Ibid., p. 196. Nahawendi também contou os 1.290 dias de Daniel 12:11 como sendo um período de anos, começando com a destruição do segundo templo [70 E.C.] e chegando assim à mesma data, 1358 E.C.

5 Ibid., pp. 201, 210, 211.

6 E. B. Elliott, “Horæ Apocalypticæ”, 3.ª ed. (Londres, 1847), Vol. III, pp. 233-240.

7 Charles Maitland, “‘The Apostles' School of Prophetic Interpretation” [A Escola de Interpretação Profética dos Apóstolos] (Londres, 1849), pp. 37, 38.

8 E. B. Elliott, “Horæ Apocalypticæ”, 3.ª ed. (Londres, 1847), Vol. III, pp. 233
.
9 Ibid., p. 240. O falecido Dr. LeRoy Edwin Froom, que foi um defensor moderno da teoria dia-ano, chegou a uma conclusão similar no seu trabalho monumental em quatro volumes, “The Prophetic Faith of Our Fathers” [A Fé Profética dos Nossos Pais]. No Volume I (1950) na página 700, ele declara: “Até este tempo, durante treze séculos, as setenta semanas tinham sido geralmente reconhecidas como semanas de anos. Mas os primeiros mil anos da Era Cristã não produziram nenhumas aplicações adicionais do princípio entre os escritores cristãos, excepto um ou dois vislumbres dos 'dez dias' de Revelação 2:10 como sendo dez anos de perseguição, e os três dias e meio de Revelação 11 como três anos e meio. Mas agora Joachim aplicou pela primeira vez o princípio ano-dia à profecia dos 1260 dias”.

10 Froom, Vol. I, p. 716.

11 Ibid., pp. 717, 723, 726, 727. Neste ponto a informação é baseada na obra “De Seminibus Scripturarum”, fol. 13v, col. 2 (conforme discutido em Froom), que foi escrito em 1205 A.D. O manuscrito é conhecido como Vat. Latin 3813.

12 Arnold de Villanova, “Tractatus de Tempore Adventus Antichristi” [Tratado Sobre o Tempo da Vinda do Anticristo], parte 2 (1300); reimpresso em Heinrich Finke, Aus den Tagen Bonifaz VIII (Münster in W., 1902), pp. CXLVIII-CLI, CXLVII. (Veja também Froom, Vol. I, pp. 753-756.)

13 “De Registrum Johannis Trefnant, Episcopi Herefordensis” (que contém os autos do julgamento de Walter Brute por heresia), conforme traduzido em John Foxe, Acts and Monuments [Actos e Monumentos], 9.ª ed. (Londres, 1684), Vol. I, p. 547. (Veja também Froom, Vol. II, p. 80.)

14 John Napier, “A Plaine Discovery of the Whole Revelation of Saint John” [Uma Descoberta Plena de Toda a Revelação de São João] (Edimburgo, 1593), pp. 64, 65. (Veja Froom, Vol. II, p. 458.)

15 G. Bell, “Downfall of Antichrist" [Queda do Anticristo], “Evangelical Magazine” [Revista Evangélica] (Londres), 1796, Vol. 4, p. 54. (Veja Froom, Vol. 2, p. 742.) Embora publicado em 1796, o artigo foi escrito em 24 de Julho de 1795.

16 G. Bell, ibid., p. 57. (Veja Froom, Vol. II, p. 742.)

17 Robert Fleming, Jr., “The Rise and Fall of Papacy” [A Ascensão e Queda do Papado] (Londres, 1701), p. 68. (Para notas adicionais sobre esta predição, veja o Capítulo 6, secção D: "1914 em perspectiva.")

18 Professor Robert Gilpin, “The Theory of Hegemonic War” [A Teoria da Guerra Hegemônica], “The Journal of Interdisciplinary History” [Jornal de História Interdisciplinar], (publicado em Cambridge, MA, e Londres, Inglaterra), Vol. 18:4, Primavera 1988, p. 606. (Ênfase acrescentada.)

19 R. R. Palmer no seu prefácio à obra de George Lefebvre “The Coming of the French Revolution” [O Aparecimento da Revolução Francesa] (Nova Iorque: Vintage, 1947), p. v.

20 Brown publicou pela primeira vez a sua cronologia num artigo no mensário de Londres “The Christian Observer” de Novembro de 1810. Segundo o seu entendimento dos tempos dos Gentios, os “Gentios pisoteadores” eram os Maometanos (ou Muçulmanos), e por isso ele encarava os tão comentados 1.260 anos como sendo anos lunares Maometanos, correspondendo a 1.222 anos solares. Ele contava este período desde 622 E.C. (o primeiro ano da era Maometana da Hégira) até 1844, data em que ele esperava a vinda de Cristo e a restauração da nação judaica na Palestina.

21 Esperava-se que o segundo advento ocorresse no ano 1843/44, contado de Primavera a Primavera como era costume no calendário judaico. Houve quem defendesse que os expositores nos Estados Unidos chegaram à data 1843 como sendo o fim dos 2.300 anos independentemente de Brown. Embora isso possa ser verdade, não pode ser provado, e curiosamente, o Christian Observer de Londres, Inglaterra, um periódico fundado em 1802 que abordava frequentemente as profecias, também tinha uma edição americana publicada em Boston, que publicava em paralelo todos os artigos da edição inglesa. Portanto o artigo de Brown sobre os 2.300 anos podia ter sido lido por muitos nos Estados Unidos logo em 1810. Pouco depois, a data 1843 começou a aparecer nas exposições proféticas americanas.

22 Publicado em Londres; a matéria relevante encontra-se no Vol. II, pp. 130-152.

23 Talvez alguns se sintam inclinados a objetar a esta afirmação tendo em conta a tabela nas páginas 404 e 405 do livro de Froom “The Prophetic Faith of Our Father”s [A Fé Profética dos Nossos Pais], Volume IV. É verdade que esta tabela parece mostrar James Hatley Frere como sendo o primeiro a escrever sobre os 2.520 anos, em 1813. Mas a parte da tabela que está mais à direita, na página 405, intitulada “Dating of other time periods” [Datação de outros períodos de tempo], não tem qualquer relação especial com a coluna “Publication date” [Data de publicação], na página 404. Limita-se a dizer qual era a posição geral do autor acerca de outros períodos de tempo. Além disso, Frere nunca defendeu que os tempos do Gentios (ou os “sete tempos”) fossem um período de 2.520 anos. No seu primeiro livro sobre profecias, A Combined View of the Prophecies of Daniel, Esdras and St. John [Uma Visão Combinada das Profecias de Daniel, Esdras e S. João] (Londres, 1815), ele não comenta Daniel 4 nem Lucas 21:24. Ele explica que a “cidade santa” de Apocalipse 11:2 é “a igreja visível de Cristo” e diz que “durante o período dos 1260 anos, a totalidade desta cidade é calcada sob os pés dos Gentios, exceto os pátios interiores do seu templo”. (Página 87) Muitos anos depois Frere calculou que os tempos dos Gentios eram um período de 2.450 anos, desde 603 A.E.C. até 1847 E.C. Veja por exemplo, o seu livro The Great Continental Revolution, Marking the Expiration of the Times of the Gentiles A.D. 1847-8 [A Grande Revolução Continental, Marcando o Término dos Tempos dos Gentios A.D. 1847-8] (Londres, 1848). Veja especialmente as páginas 66-78. É claro que John A. Brown estava bem familiarizado com os muitos escritos contemporâneos sobre profecias, e Frere era um dos expositores mais conhecidos na Inglaterra. Portanto parece não haver qualquer razão para duvidar da própria declaração de Brown sobre a prioridade no que diz respeito aos 2.520 anos.

24 The Even-Tide [A Noite], Vol. II, pp. 134, 135; Vol. I, pp. XLIII, XLIV.

25 Henry Drummond, Dialogues on Prophecy [Diálogos Sobre Profecias] (Londres, 1827), Vol. I, pp. 33, 34. Neste relato das discussões em Albury, são dados nomes fictícios aos participantes. Cuninghame (“Sophron”) chega aos 2.520 anos duplicando os 1.260 anos, e não por qualquer referência aos “sete tempos” de Daniel 4 ou Levítico 26. Em apoio disto, ele refere-se à autoridade de Joseph Mede, um expositor que viveu no século XVII. Embora Mede tenha sugerido que os tempos dos Gentios podiam referir-se aos quatro reinos começando com Babilônia, ele nunca disse que o período era 2.520 anos. (Mede, The Works [As Obras], Londres, 1664, Livro 4, pp. 908-910, 920.) Numa conversa posterior, “Anastasius” (Henry Drummond) liga os 2.520 anos com os “sete tempos” de Levítico 26 e, “corrigindo” o ponto de partida de Cuninghame de 728 para 722 A.C., chega a 1798 E.C. como sendo a data final. (Dialogues [Diálogos], Vol. I, pp. 324, 325)

26 John Fry (1775-1849) estava entre os que faziam isto, no seu livro Unfulfilled Prophecies of Scripture [Profecias Não Cumpridas das Escrituras], publicado em 1835.

27 Encontra-se na página 48 do seu trabalho. Citado de Froom, Vol. III, p. 576.

28 Foi o que fez W. A. Holmes, chanceler de Cashel, no seu livro The Time of the End [O Tempo do Fim], que foi publicado em 1833. Ele calculou a data do cativeiro de Manassés sob Esar-Hadom como sendo 685 A.E.C., e contando 2.520 anos desde essa data, terminou os “sete tempos” em 1835-1836.

29 Edward Bickersteth, A Scripture Help [Uma Ajuda das Escrituras], publicado pela primeira vez em 1815. Depois de 1832 Bickersteth começou a pregar sobre as profecias, o que também influenciou edições posteriores de A Scripture Help [Uma Ajuda das Escrituras]. A citação é tirada da vigésima edição (Londres, 1850), p. 235.

30 E. B. Elliott, Horæ Apocalypticæ [Horas com o Apocalipse], 1.ª ed. (Londres: Seeley, Burnside e Seeley, 1844), Vol. III, pp. 1429-1431. O trabalho de Elliott teve cinco edições (1844, 1846, 1847, 1851 e 1862). Nas duas últimas ele não mencionou diretamente a data de 1914, embora ainda sugerisse que os 2.520 anos podiam ser contados desde o início do reinado de Nabucodonosor.

31 David Tallmadge Arthur, “Come out of Babylon”: A Study of Millerite Separatism and Denominationalism, 1840-1865 ["Saí de Babilônia": Um Estudo do Separatismo e Denominacionalismo Millerita, 1840-1865] (tese de doutorado não publicada, University of Rochester, 1970), pp. 86-88.

32 William Miller, “A Dissertation on Prophetic Chronology” [Uma Dissertação sobre Cronologia Profética] em “The First Report of the General Conference of Christians Expecting the Advent of the Lord Jesus Christ” [Primeiro Relatório da Conferência Geral de Cristãos Esperando o Advento do Senhor Jesus Cristo] (Boston, 1842), p. 5. Outros Milleritas que enfatizavam os 2.520 anos incluíam Richard Hutchinson (editor de “The Voice of Elijah” [A Voz de Elias]) num panfleto de 1843, “The Throne of Judah Perpetuated in Christ” [O Trono de Judá Perpetuado em Cristo], e Philemon R. Russell (editor do Christian “Herald and Journal” [Arauto e Jornal Cristão] no número de 19 de Março de 1840 desse periódico. Os 2.520 anos também aparecem em tabelas usadas por evangelistas Milleritas. (Veja Froom, Vol. IV, pp. 699-701, 726-737.)

33 “Que estive enganado quanto ao tempo, confesso abertamente; e não tenho desejo de defender o meu modo de proceder senão dizendo que agi com motivos puros, e que resultou em glória para Deus. Confio que Deus perdoará os meus enganos e erros....” (“William Miller's Apology and Defense” [Apologia e Defesa de William Miller], Boston, 1845, pp. 33, 34.) George Storrs, que fora um dos líderes na última fase do movimento Millerita, o assim chamado “movimento do sétimo mês”, no qual o advento fora finalmente fixado em 22 de Outubro de 1844, foi ainda mais franco. Não apenas confessou e lamentou aberta e repetidamente o seu erro, como também declarou que Deus não estivera com o movimento do “tempo específico”, que eles tinham sido “mesmerizados” por mera influência humana e que “a Bíblia não ensina de maneira nenhuma um tempo específico”. (Veja D. T. Arthur, op. cit., pp. 89-92.)

34 Para uma discussão esclarecedora sobre o desenvolvimento desta doutrina, veja Dr. Ingemar Lindén, “The Last Trump. A Historico-Genetical Study of Some Important Chapters in the Making and Development of the Seventh-Day Adventist Church” [A Última Trombeta. Um estudo Histórico-Genético de Alguns Capítulos Importantes na Formação e Desenvolvimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia] (Frankfurt am Main, Las Vegas: Peter Lang, 1978), pp. 129-133. Anos depois a doutrina foi modificada para significar que o chamado “juízo investigativo” dos crentes – mortos e vivos – começou em 22 de Outubro de 1844.

35 Froom, Vol. IV, p. 888. Uma discussão detalhada destes pontos de vista é apresentada pelo Dr. D. T. Arthur, op. cit., pp. 97-115.

36 Em 1855 um Segundo Adventista proeminente, J. P. Cowles, estimou que existiam “umas vinte e cinco divisões do que fora em tempos o único corpo do Advento”. (Veja D. T. Arthur, op. cit., p. 319.)

37 Isaac C. Wellcome, “History of the Second Advent Message” [História da Mensagem do Segundo Advento] (Yarmouth, Maine, Boston, Nova Iorque, Londres, 1874), pp. 594-597.

38 Nelson H. Barbour, “Evidences for the Coming of the Lord in 1873; or the Midnight Cry” [Evidências em Apoio da Vinda do Senhor em 1873; ou o Grito da Meia-noite], 2.ª ed. (Rochester, N.I., 1871), p.32.

39 Ibid., p. 32.

40 Ibid., p. 33; E. B. Elliott, “Horæ Apocalypticæ” [Horas Com o Apocalipse], 4.ª ed. (Londres: Seeleys, 1851), Vol. IV; folha anexa à p. 236. O livro de Elliott nessa época, 1860, era uma obra padrão que defendia 1866 como sendo o tempo para a vinda do Senhor.

41 Nelson H. Barbour (ed.), “Herald of the Morning” [Arauto da Manhã] (Rochester, N.I.), Setembro de 1879, p. 36. De fato, a nova data de Barbour para o segundo advento foi adotada por um número crescente de membros do Segundo Adventismo, especialmente da Advent Christian Church [Igreja Adventista Cristã], com a qual Barbour evidentemente se associou durante vários anos. Uma razão para esta prontidão em aceitar a data 1873 era que esta não era nova para eles. Conforme Barbour indica em Evidences... (pp. 33, 34), o próprio Miller mencionara 1873 depois do desapontamento de 1843. Antes de 1843, vários expositores na Inglaterra tinham terminado os 1.335 anos em 1873, por exemplo John Fry em 1835 e George Duffield em 1842. (Froom, Vol. III, pp. 496, 497; Vol. IV, p. 337) Já em 1853 o Adventista da “era vindoura”, Joseph Marsh de Rochester, N.I., concluiu, tal como outros expositores antes dele, que o “tempo do fim” era um período de 75 anos que começou em 1798 e expiraria em 1873. (D. T. Arthur, op. cit., p. 360) Em 1870 Jonas Wendell, bem conhecido pregador do Advento Cristão, incluiu a cronologia de Barbour no seu folheto “The Present Truth; or, Meat in Due Season” [A Verdade Presente; ou, Alimento no Tempo Apropriado] (Edenboro, PA, 1870). O crescente interesse na data levou a Advent Christian Church [Igreja Adventista Cristã] a realizar uma conferência especial de 6 a 11 de Fevereiro de 1872 em Worcester, Massachu., para se examinar o tempo da vinda do Senhor e especialmente a data 1873. Muitos pregadores, incluindo Barbour, participaram nas discussões. Conforme relatado no “Advent Christian Times” [Tempos do Advento Cristão] de 12 de Março de 1872, “O ponto no qual parecia haver alguma unanimidade geral era o fim dos mil trezentos e trinta e cinco anos em 1873”. (p. 263)

42 Nelson H. Barbour (ed.), “The Midnight Cry, and Herald of the Morning” [O Grito da Meia-noite, e Arauto da Manhã] (Boston, Mass.) Vol. I:4, Março, 1874, p. 50.

43 N. H. Barbour, “The 1873 Time” [O Tempo 1873], “Advent Christian Times” [Tempos do Advento Cristão], 11 de Novembro de 1873, p. 106.

44 “Zion's Watch Tower” [Torre de Vigia de Sião], Outubro e Novembro de 1881, p. 3 (=Reprints, p. 289).

Postagem Extraída da obra de:

Carl Olof Jonsson, "Os Tempos dos Gentios Reconsiderados",  1ª ed., 2008, capítulo 1.

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