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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A TROMBETA SABÁTICA - UM SOM INCERTO

Dr. Verle Streifling

Extraído da Revista Proclamation!
Janeiro-Fevereiro de 2002



Fazem alguns dias, enquanto minha amiga testemunhava no shopping, deram-lhe um tratado distribuído pela Voz da Profecia a partir de seus escritórios em Manila, a cidade de Cebú e Cagayán de Oro nas Filipinas. O folheto intitulava-se “Perplexo?” Por que não fala com Deus a respeito do verdadeiro dia de culto?” O folheto usava as técnicas de condução de testemunhas, perguntas enquadradas e muitos textos distorcidos, para pôr palavras na boca do leitor, enquanto este supostamente fala com Deus sobre a observância do sábado ou receber a marca da besta.
Mas é espantoso quão “perplexo” pode ser o ensino Adventista do Sétimo Dia a respeito do sábado, com muitas declarações conflitivas em muitas áreas. Sua lição de Escola Sabatina para o 3o trimestre de 1972 diz em letras em negrito: “Por que é incorreto ler em um texto algo diferente do que diz?” (p. 40), e contesta com Prov. 30:6 e 2 Pedro 3:16, aos quais se pode acrescentar Apoc. 22:18,19. Mas, tal espectro surge-se de seus pontos de vista conflitivos em sua doutrina sabática. Agora examinaremos alguns destes pontos.
“Sabatizou” Deus ou Cessou de Criar em Gênesis 2?
O "Seventh-day Adventist Bible Commentary - SDABC" diz, em relação a Hebreus 4:4 que a palavra grega katapauo significa “deter-se, cessar, repousar... denota cessação do trabalho ou outra atividade ...equivale à palavra hebraica shabath ...literalmente significa “cessar o trabalho ou a atividade”. Como o sábado não está no texto, o repouso de Deus não era sabatizar (heb. shabbathohn, grego sabbata), senão simplesmente cessar de criar. Ainda que concordem em Gên. 2:2-3, eles dizem que Deus guardou aquele primeiro sábado com Adão e Eva (segundo Signs, de junho de 1983, p. 6). Sua “The Clear Word Bible” (A Bíblia da Palavra Clara), de 1994, acrescenta 35 palavras a Heb. 4:4, fazendo-o dizer o mesmo, e o folheto “Perplexo” diz que: “O sábado foi feito e dado ao homem 2500 anos antes da existência dos judeus". Ver Gén. 2:1-3”.
'Cessou' Deus realmente sua Obra na Criação? Ou não?
Em 1958, o "Seventh-day Adventist Bible Commentary - SDABC" disse de Heb. 4:4: “Cessou de criar e depois continuou em um estado de inatividade pelo que concernia a continuar criando”. Mas, em 1967, seu livro “The Watchtower: Is it God´s Channel of Truth?” (A Sentinela: É Canal da Verdade de Deus?), diz na pág. 74: “Deus repousou (Heb. 4:4) está no tempo aoristo, mostrando uma ação ou um estado passados e terminados. Portanto, o repouso estava concluído, fazia muito tempo. Além disso, Jesus disse: ‘Meu Pai continua trabalhando até agora, e eu trabalho’” (João 5:17). Se Deus tem continuado trabalhando até agora, sabemos que Ele nunca tem guardado um sábado, já que  seu repouso terminou em Gênesis 3.
É o Sábado uma Festa como Outros Sábados Judaicos?
O "Seventh-day Adventist Bible Commentary - SDABC", vol. 7, p. 422, diz: “Pode-se observar, também, que sabbaton ...usa-se em relação ao dia da expiação ...a festa das trombetas ...e o primeiro e último dia das festas dos tabernáculos, bem como o sétimo dia, o sábado”. Mas, a respeito de Col. 2:16, dizem: “Os dias sábado que Paulo declara que são sombras que apontam a Cristo não podem referir-se ao sábado semanal ...porém, devem indicar os dias de repouso cerimoniais ...(veja-se Lev. 23:6-8, 15, 16, 21, 24, 25, 28, 27, 38)”. Aqui ignoram seletivamente os vs. 1-4 duas vezes dizendo que o sábado é uma das festas de Deus, e Núm. 28 concorda. A lição da Escola Sabatina, citada mais acima afirma, na pág. 56, que Col. 2:14-16 não inclui o sábado “porque a Bíblia não ensina realmente tal coisa...” Isto é um arrogante abandono e uma aberta negação de Colossenses como parte de ‘toda a Escritura’. Colossenses, sim, fala do sábado por muitas razões, como: não há nenhum outro sábado que não esteja incluído aqui; os Adventistas do Sétimo Dia usam Lev. 23:32 destas festas para guardar o sábado de pôr-do-sol a pôr-do-sol; está incluído com estas festas muitas vezes ‘na lei de Deus’ (2 Crôn. 31:3); o "Seventh-day Adventist Bible Commentary - SDABC" admite que o plural sabbtwv toma o significado singular; o “Thayer´s Greek Lexicon” concorda em que a palavra tem este modismo grego; e sabatwv vem de Êx. 20:8: ‘Lembra dos dias de sábado’ (sabbatwv).
Quanto Tempo Duraram os Dias da Criação?
A Bíblia conta os dias da criação como "e foi a tarde (o crepúsculo) e a manhã (a aurora) do primeiro dia", etc. Não diz ‘luz e escuridão’ nem ‘dia e noite’, mas, apenas diz ‘crepúsculo e aurora – os dois extremos de um período de 12 horas de luz’ que Deus chamou dia’ (Gên. 1:5, 14, 16, 18).
O Dr. Raymond Cottrell, dos Adventistas do Sétimo Dia, confirma isto: “Etimologicamente e pelo uso contextual, ‘ereb-boquer’ referem-se à luz minguante da tarde, juntamente com o pôr-do-sol, e à luz nascente da aurora, juntamente com a saída do sol, não com a porção escura e a porção alumiada de um dia de 24 horas. O contexto nos nove versículos do Antigo Testamento impede a referência às porções de escuridão e luz de um dia. Em nenhum caso permite a referência à noite e ao dia”. (“A Colloquium on Exegetical Anomalies”, San Diego Forum, Sept. 1997). Assim, pois, nos dias de Gên. 1 não são de 24 horas. Mas a profetisa dos Adventistas do Sétimo Dia, Ellen White, escreveu: “...Ele quer dizer um dia de 24 horas, que tem delimitado por meio do nascer e do pôr-do-sol”. (Testemonies to Ministers ..., p. 136). Isto é contraditório, pois desde o nascer ao pôr-do-sol há apenas a metade de um dia de 24 horas, e a Bíblia usa a expressão ‘de tarde a tarde’ para delimitar em um dia de 24 horas, não ‘desde o crepúsculo até a aurora’. Assim diz o Dr. Bacchiocchi: “Note-se ...na Bíblia, a cada vez que em um ‘dia-yom’ está acompanhado por um número, sempre significa um dia de 24 horas” (Sabbath Unnder Crossfire, p. 82). E a lição da Escola Sabatina repete suas palavras: “...os dias são designados com número ordinais (‘dia um’, ‘dia dois’, etc.). Isto se faz somente quando se quer dizer um dia de 24 horas”. (Julho, 1999, p. 31).
Mas, Amós 4:4 diz: “...trazei os vossos sacrifícios e, de três em três dias, os vossos dízimos” (Heb. ‘yom’); e Gên. 41:1 diz: “...ao fim de dois anos inteiros...” (Heb. ‘yom’); e 2 Crôn. 21:19 e 20 falam de “...dois anos...” e “...trinta e dois anos...” (ambos ‘yom’). Acrescente-se estes textos a muitos outros em Gênesis 5 e 10, onde os anos com número são ‘yom’. A palavra ‘yom’ tem mais de 30 usos no Antigo Testamento, seja luz do dia, ano, dia, tempo, época, e dias figurados, etc. Estes usos mostram que atribuir aos dias da criação uma definição de ‘24 horas’ é arbitrário e contrário a uma boa exegese bíblica.
Quanto Tempo Durou a Criação?
Isto segue naturalmente à pergunta acima. O livro Os Adventistas do Sétimo Dia Crêem... diz: “Após seis dias de criação...”, supondo que cada ‘dia’ é de 24 horas. Mas “Sabbath Under Crossfire” fala de ‘semana da criação’, afirmando que Deus criou o sábado no sétimo dia! (p. 62). A Bíblia, porém, diz que Deus cessou no sétimo dia de tudo o que tinha criado. É fato. De modo que não pôde ter criado o sábado nesse dia!
Ellen G. White escreveu: “Fui transportada de volta à criação, e mostrou-se-me que, na primeira semana, na qual Deus levou a cabo a obra da criação em seis dias... como a cada uma das outras semanas” (Spiritual Gifts, Vol. 3, p. 90). Vemos que ela se contradiz aqui, porque “a cada uma das outras semanas” são sete dias, não seis.
Quando se Criou o Sábado?
A “The Clear Word Bible” (A Bíblia da Palavra Clara) diz, em Lev. 23:3: “Sempre tem existido o sábado semanal”, fazendo ao sábado tão eterno como Deus. Ellen G. White disse que “A instituição do sábado, que se originou no Éden, é tão antiga como o próprio mundo” (Patriarcas e Profetas, p. 336), datando o sábado em Gên. 1:1, antes dos dias da criação. Mas o Dr. Bacchiocchi diz: “[O sábado] originou-se ao fim da criação” (Sabbath Under Crossfire, p. 62); explicando que “o último ato criador de Deus não foi a criação de Adão e Eva, senão a criação do repouso para o homem...”. (Ibid., p. 294).
Bible Readings dá ênfase em que Deus abençoou e santificou o sétimo dia, não enquanto repousava, mas depois que o repouso havia passado (p. 302, ed. 1958; pp. 415, 416, ed. de 1914). Isto sugere estas perguntas: Como poderia Deus ter guardado aquele primeiro sábado com Adão e Eva? Se o sábado foi criado (como diz Bacchiocchi), como poderia ser também um “memorial da criação”? Se Deus criou todas as coisas ‘em seis dias’ (Êx. 20:11), como poderia ter criado o sábado mais tarde?
Quantos Sábados se Guardaram em Atos?
“Bible Readings for the Home”, edição de 1914, diz: “Tenho aqui, pois, 78 sábados durante os quais Paulo pregou em uma cidade ...temos um registro de 84 sábados durante os quais o apóstolo celebrou serviços religiosos...”. Mas, após a edição de 1958, afirma que Atos 18:4-11 “não prova definitivamente que o apóstolo teve 78 reuniões sabáticas em Corinto...”, contudo somente “um tempo comparativamente curto durante o qual se lhe permitiu usar a sinagoga”. O "Seventh-day Adventist Bible Commentary - SDABC" concorda, de modo que aquilo que foi dito sobre os 84 sábados não era verdade! 
Apesar disto, “Doctrinal Bible Studies for the Layman”, por Mary Walsh, p. 98, ainda faz questão dos 84 sábados, o mesmo que ‘Collins Edition’ de de KJV, junto com "H.M.S. Richard´s Study Helps", vendido prolificamente nas décadas de 1960 e 1970. Ainda, 40 anos mais tarde, o tratado “Perplexo” da Voz da Profecia diz: “livro de Atos registra 84 sábados durante os quais o apóstolo Paulo e seus companheiros tiveram serviços religiosos”.
Hebreus 4:9 Prova que Devemos Guardar o Sábado?
Há anos, este texto era usado assim. Mas, antes que aparecesse o “Seventh-day Adventist Bible Commentary – SDABC (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia)”, o pastor Francis D. Nichol escreveu: “Se você olha novamente os conjuntos de prova, notará que nós declaramos com certa extensão que não achamos que Hebreus 4:9 apresenta um argumento válido em favor do sábado... Hebreus não é o lugar para tratar de estabelecer a doutrina do sábado”. (29,Ago,1957, Arquivo Adventista do Sétimo Dia). De modo que seu comentário diz: “O escritor de Hebreus parece usar ‘katapausis’ e ‘sabbatismos’ mais ou menos como sinônimos” e “Porque Josué não guiou o Israel literal ao repouso não é razão para que os cristãos observem no sábado”. Acrescentam as palavras de Ellen G. White: “O repouso de que se fala é o repouso da graça” (GC 253). “É o verdadeiro repouso da fé” (MB 1).
No entanto, seu livro “The Watchtower: Is it God´s Channel of Truth?” (A Sentinela: É Canal da Verdade de Deus?), mencionado acima, 10 anos mais tarde diz de Heb. 4:9: “[Este versículo] prova que o povo de Deus ainda deveria guardar o sábado... há perigo para os cristãos, de que finalmente não sejam salvos... por causa de sua desobediência... Hebreus relaciona especialmente isto com a observância do sábado do sétimo dia” (pp. 73-75). A edição da Bíblia de Collins cita Heb. 4:9 para mostrar o ‘sábado no Novo Testamento’; 40 anos mais tarde, o Dr. Bacchiocchi usa Heb. 4:9 muitas vezes (“Sabbath Under Crossfire”, 1998). O folheto “Perplexo” pergunta:
“Que Ensinava Paulo com Respeito à Observância do Sábado?”
“Portanto, fica  uma observância do sábado (margem) para o povo de Deus”; e sua “The Clear Word Bible” de 1994 diz: “De modo que fica a oferta de um repouso espiritual que Deus deseja que cada geração tenha, um repouso do qual o sábado é símbolo” (Review & Herald, publ. 1994). As doze últimas palavras não estão em nenhum texto grego, mas foram acrescentadas à Bíblia, contrariamente ao que os mesmos Adventistas do Sétimo Dia dizem que é incorreto fazer, em sua lição da Escola Sabatina de 1972 citada mais acima.
Quando se Conheceu o Domingo pela Primeira vez como ‘Dia do Senhor?
Em “Signs of the Times” de novembro de 1998, o artigo do Dr. Bacchiocchi “Deis Domini” diz: “A primeira designação clara do domingo como ‘o dia do Senhor’ ocorre perto do fim do século segundo...”. Isto é virtualmente um eco do que diz Francis D. Nichol em “Questions on Doctrine” , p. 166: “O primeiro caso autêntico nos escritos da igreja primitiva em que o primeiro dia da semana é chamado ‘dia do Senhor’ ocorreu... próximo do fim do século segundo”.
Mas, perto do ano 107 D. C., Ignácio escreveu: “Não observando já os sábados, mas ajustando suas vidas ao dia do Senhor, no qual também nossas vidas se levantaram por meio dEle”, mostrando claramente que o dia do Senhor não é o sábado, senão o domingo, quando Jesus ressuscitou dentre os mortos. (To Magnesians, séc. 9, Apostolic Fathers, L. B. Lightfoot). Ademais, o Dr. John Arthur Thomas Robinson, em “Redating  the New Testament”, 1976, Wipf & Stock Publishers, demonstrou que o apóstolo João foi enviado a Pátmos pelo imperador Nero, não por Domiciano, de modo que suas epístolas datam dantes do ano 70 D. C. Assim, pois, o uso de ‘o  dia do Senhor’ em Apoc. 1:10 ocorreu antes do ano 70 D. C. Além disso, Robinson mostra que ‘Didache’ ocorreu ao redor do ano 62 D.C., “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão” (Atos 20:7). Barnabé (75 D. C., J. A. T. Robinson) também escreve: “Pelo que guardamos o oitavo dia com regozijo, por ser o dia no qual Jesus se levantou dentre os mortos”. De modo que há um uso válido precoce e apostólico do ‘dia do Senhor’, isto é, o domingo.
O Que É a Marca da Besta?
Em 1847, Ellen G. White disse: “Vi... que tudo o que se requeria que fizéssemos era  renunciar ao sábado e guardar no dia o Papa, e depois receberíamos a marca da besta e de sua imagem”. (Word to the Little Flock, p. 19, 1847). Como só um observador do sábado poderia ‘renunciar’ para receber esta marca, ela disse dos que observam no primeiro dia da semana: “a observância deste dia é a marca da besta” (Carta 31, 1898). Em 1897 ela tinha dito: “Quando vocês obedecerem o decreto que lhes ordena deixar de trabalhar no domingo, e adorar a Deus... consentirão em receber a marca da besta”. Mas, em 1909, assegurou ter recebido ‘luz do Senhor’ de que, ao chegarem as leis dominicais, os Adventistas do Sétimo Dia deveriam mostrar sabedoria “abstendo-se do trabalho ordinário... fazendo obra missionária... deixando que os serviços religiosos se celebrem no domingo” (Testimonies IX, pp. 232-233). De modo que, agora, ela lhes aconselha receber a marca da besta!
O Papa Mudou o Sábado?
A Igreja Católica diz que, seguindo o exemplo e o ensino de Cristo, desde o dia da ressurreição, por meio dos apóstolos e idoso, mudou o dia de culto semanal do sábado para o dia do Senhor (domingo). Mas os Adventistas do Sétimo Dia acusam a Roma de mudar no dia de repouso “do sábado para o domingo”. Ellen White escreveu: “Vi... era a besta quem havia mudado o dia de repouso e a imagem da besta tinha seguido depois dela, e guardado o dia de repouso do Papa, não o de Deus”. (Word to the Little Flock, p. 19, 1847).
Todavia, os eruditos Adventistas do Sétimo Dia sabem que nenhum Papa jamais mudou o dia de repouso do sábado para o domingo, como o mostra a Conferência Bíblica de 1919, registrada em “Spectrum” 10, No 1, p. 56. A. G. Daniells: “Por que não? O Papa não mudou o sábado”. H. L. House: “Mas o Papa representa o papado”. A. G. Daniells: “Há pessoas que pensam haver somente um verdadeiro papa que mudou no dia de repouso, por causa da maneira em que seguem as palavras. Ela nunca quis dizer que verdadeiro Papa tinha mudado o dia de repouso”. Citar o édito de Constantino não é válido porque ele era imperador, não papa, e não existia Papa nesse tempo!” “O Grande Conflito”, na pág. 266, diz que o papado se estabeleceu no ano 538 D. C., ou seja, muito tempo depois de quando se supõe que o papado mudou no dia de repouso.
A Igreja Católica Mudou o Decálogo?
Os Adventistas do Sétimo Dia alegam que Roma mudou os Dez Mandamentos tirando o ‘segundo’ e ‘dividindo’ o nono em dois para completar os dez (“O Grande Conflito”, pp.50-51, 446, edição de 1888). As Bíblias católicas têm o Decálogo tanto em Êx. 20 como em Deut. 5. Muitos catecismos o têm completo; alguns catecismos curtos abreviam a proibição das imagens! Mas, seguindo o Texto Massorético (MT), incluem as imagens no primeiro mandamento, e separam o desejar a mulher do próximo do mandamento sobre a cobiça. A Septuaginta, 1000 anos antes do Texto Massorético, confirma isto. Assim, pois, os judeus hebraicos seguiram esta antiga forma de divisão, enquanto os judeus helenistas iniciaram o novo método, que os protestantes usam na atualidade.
Ellen G. White Foi Fiel à História em “O Grande Conflito”?
Em sua Conferência Bíblica de 1919, os eruditos Adventistas do Sétimo Dia reconheceram muitos erros históricos em “O Grande Conflito” (Spectrum 10, citada acima). Os irmãos Owen Russell Loomis Crozier e Robinson corrigiram mais de 100 destes erros na revisão de 1911, durante seis meses, em Stanford e Berkeley (Robinson, “Historical Discrepancies...”. Olson, 1979). Prescott e outros contribuíram outras citações para isto (Spectrum); e Prescott  afirmou que as correções “envolveram detalhes bastante grandes”. Prescott mudou a frase “Babilônia não podia significar a igreja romana” por “não  podia significar a Igreja Católica Romana somente”. Robert Brinsmead mostrou que a fonte que Ellen G. White copiou para os valdenses lhes chamou ‘fiéis observadores do dia do Senhor’, que Ellen alterou para ‘sábado’!
Assim, pois, a Conferência de 1919 chegou à conclusão de que só a filosofia da história de Ellen G. White era inspirada, mas “se ela respalda a parte profética de nossa interpretação, sem importar os detalhes, respalda-a” pondo-a corretamente, ainda que os detalhes fossem errôneos. De modo que os erros históricos produziram ‘verdade’ filosófica! Mas ainda é erro (Rom. 3:5-7).
Deus se Contradiz?
Na pág. 69 de seu livro “White Truth”, diz-se: “Deus nunca se contradiz”, para evitar usar a Bíblia para pôr a prova a Ellen G. White. Mas, na pág. 93, alegam que Núm. 25:9 contradiz a 1 Cor. 10:8, para dar a entender que as contradições não afetam sua ‘inspiração’. Mas a infalibilidade da Bíblia pertence a seus autores, a Bíblia foi escrita há uns 3500 ano, foi traduzida para diferentes idiomas e recopiada, enquanto Ellen G. White escreveu em nossos dias e em nosso idioma, com centenas de erros corrigidos e suprimidos, e muitos erros mais que ainda permanecem. As dificuldades bíblicas podem resolver-se – e a maioria o foram – mas as contradições de Ellen G. White não se podem resolver, nem se podem cumprir suas falsas profecias.
Contrariamente a “White Truth” (acima citado), o artigo “Sua Bíblia”, publicado no número de abril de 1983 de “Signs of the Times”, diz: “Quarenta escritores têm sido identificados... escrevendo durante um período de 1600 anos. E, no entanto, assombrosamente, todos estão de acordo”, de modo que a Bíblia não tem contradições! Mas o Dr. Raymond Cottrell, no Foro de San Diego, em 13 de setembro de 1997, disse que os escritores da Bíblia inspirada “cometeram erros de grosso calibre”, escrevendo somente conforme “o melhor que entendiam para seu tempo”!
É Incorreto Mudar a Bíblia?
Começamos expondo que a lição da Escola Sabatina diz que é incorreto  ‘ler na Bíblia o que ela não diz’. Apesar disso, em 1994, os Adventistas do Sétimo dia publicaram sua própria “A Bíblia da Palavra Clara” (The Clear Word Bible), com prolíficas adições, eliminações e mudanças do que dizem os textos hebraico e grego. Gên. 1 registra 20 mudanças; os caps. 1-3 de Gen. têm mais 16, 38 palavras têm sido acrescentadas a Gen. 3:21, e 75 palavras foram acrescentadas a Gen. 3:6. Em relação ao sábado, 28 texto solidamente firmes têm sido distorcidos, com 33 palavras acrescentadas a Marcos 3:5, 35 palavras a Heb. 4:4, e 57 acrescentadas a Heb. 9:6. Estas mudanças apóiam seus falsos ensinos sobre o sábado e mantêm as contradições de Ellen G. White sobre a Bíblia. Isa. 8:19-20 diz: “...Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles”.
Ellen G. White Era Uma “Erudita Bíblica”?
Há anos, ficamos impressionados com a ideia de que seus escritos tinham que ser inspirados, pois ninguém poderia escrever tão bem tendo apenas uma educação de terceiro grau.  Mas, uma edição de 1970, impressa em papel, de seu livro “O Desejado de Todas as Nações” diz: “"Escrito com autoridade pela notável líder religiosa e erudita bíblica, Ellen G. White...”. Quantas dezena de milhares de cópias desta “mentira White” circularam de seis tiragens para 1975?
Temos visto mais de uma dezena de áreas de erros e conflito em “A Verdade do Sábado” dos Adventistas do Sétimo Dia. Certamente, como o folheto “Perplexo”, de A Voz da Profecia, que presentearam a minha amiga que testemunhava no shopping, os Adventistas do Sétimo Dia ‘deixam perplexa’ à grei.
Assim, pois, William Warren Prescott  escreveu: “Parece-me que uma grande responsabilidade descansa naqueles de nós que sabemos que há graves erros em nossos livros autorizados e não fazemos nenhum esforço especial para os corrigir. As pessoas e a maioria de nossos ministros confiam em nós para que lhes proporcionemos declarações dignas de confiança... mas lhes deixamos continuar, ano após ano, afirmando coisas que sabemos que são errôneas... estamos traindo nossa confiança e enganando a nossos ministros e a nosso povo” (a W. C. White, Abr. 6, 1915, White Estate, DF. 198).
Isto mostra a confusão de estado sólido na qual os Adventistas do Sétimo Dia estão envoltos em seus ensinos relativos ao sábado. Em 1 Cor. 14:8, diz Paulo: “Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?”  - especialmente quando se converte em um ataque contra a própria Bíblia? Podemos afirmar que ‘guardamos os mandamentos de Deus’ enquanto alteramos sua Palavra? Se desobedecemos a Deus, só para sustentar nosso ‘profeta’ ou ‘os pilares de nossa fé’, não se convertem estes em outros deuses, que  temos acima dEle? Certamente, o cristão que ama a Jesus fugirá de uma tal Babilônia de ensinos e ataques contra a própria Palavra de Deus e apegar-se-á firmemente a Cristo, que é nosso Deus e Salvador, e somente à Bíblia, que é nossa “mais segura palavra de profecia”. Centenas de ministros Adventistas do Sétimo Dia e milhares de leigos têm feito exatamente isto!

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