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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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sábado, 6 de agosto de 2011

OS MITOS DE ELLEN G. WHITE

PROFETISA INSPIRADA OU PLAGIADORA?

O resultado desse trabalho, uma comparação entre os livros "Patriarcas e Profetas" de Ellen G. White e o "Paraíso Perdido" do escritor inglês John Milton, lhes dará condições para responder à pergunta que é o título inicial.  

QUEM FOI JOHN MILTON?  

John Milton (9 de dezembro de 1608 - 8 de novembro de 1674).
Representante do classicismo inglês e autor do célebre livro O Paraíso Perdido, um dos mais importantes poemas épicos da literatura Universal. Foi político, dramaturgo e estudioso de Religião. Apoiou Oliver Cromwell durante o período republicano inglês. Porém foi preso e ficou cego. Na prisão, dita a sua obra prima, "O Paraíso Perdido", que conta a história da queda de Lúcifer, e foi publicada em 1667. Quatro anos mais tarde, lança o livro Paraíso Reconquistado”, uma seqüência do primeiro poema, trata da vinda de Cristo à Terra reconquistar o que Adão teria perdido.

Paraíso Perdido

O poema abre no momento em que Satanás volta a levantar a cabeça, depois da rebelião e da inexorável derrota. O anjo rebelde ergue-se sobre a margem do lado ardente, sinistramente grande, e convoca as suas legiões. As dispersas forças do Mal emergem pouco a pouco em turbilhões à sua volta. Ajudado pelo segundo príncipe do Inferno, Belzebu, seu lugar-tenente, reanima, reorganiza, dá instruções, até que os batalhões reassumam a ordem e a disciplina para formar o exército infernal. Depois de uma longa enumeração dos demônios, abrem-se as portas de "Pandemonium", sua capital, para acolher os representantes do exército, que se reúnem em concílio. O congresso infernal assemelha-se bastante a uma assembléia de homens, a uma sessão no parlamento, ou outras de gênero. Como sempre sucede com os demônios de Milton, as paixões que se agitam em "Pandemonium" não são diversas das humanas, mas agigantadas, exacerbadas. Satanás anuncia o tema da discussão: continuando firme o propósito de prolongar a luta contra Deus, trata-se de decidir como encará-la – se mover guerra aberta ou recorrer ao engano e à fraude, meios mais seguros e menos perigosos. Os demônios, que ainda não esqueceram o sabor da derrota, não parecem muito inclinados para uma nova guerra; querem antes curam das feridas, aclamar um pouco, tomar fôlego. Quando, escolhendo psicologicamente o melhor momento, Satanás lhes anuncia a existência de um mundo novo acabado de criar por Deus, mais fraco do que eles, e, por conseguinte, mais vulnerável, todos aprovam entusiasticamente a idéia de ferir Deus através das suas criaturas. E Satanás, que, como todo bom líder, levou habilmente a assembléia a aprovar tudo quanto ele mesmo desejava, oferece-se para a empresa. Sai do Inferno, voa através do espaço, passa os domínios do Caos, e surge enfim na luz do mundo criado. Aqui, Adão e Eva levam uma esplêndida vida nos jardins do Éden, e Satanás espreita-os com raiva, inveja, mordido, abrasado pelas mais abjetas paixões que fazem um inferno sua alam. O primeiro contato com a vítima escolhida, Eva, estabelece-se pelo sonho. De manhã, Eva levanta-se perturbada, e Adão conforta-a Para que possam agüentar os ataques do Mal, Deus manda o arcanjo Rafael a instruí-los, a prestar-lhes todos os esclarecimentos possíveis, desde a explicação do livre arbítrio até à descrição da revolta e da queda de Lúcifer até ao relato da Criação. Quando Rafael acaba de falar, Adão está pronto a fazer frente a Satanás: sabe qual é a origem do pecado e conhece-lhes as conseqüências; mas, no princípio da conversa, Eva afasta-se para cuidar das suas flores; e não ouviu... No dia seguinte, enquanto Satanás vai tomando forma de serpente, Eva propõe a Adão que se separem, para poder dedicar-se às suas atividades preferidas, sem as interrupções das conversas e das manifestações de afeto que acontecem inevitavelmente sempre que estão juntos. Adão receia deixá-la sozinha, exposta às tentações de Satanás, mas Eva protesta, faz um grande discurso, recorre a todos os argumentos, insistindo no problema da liberdade individual, e Adão cede. Acontece o inevitável, e, quando a mulher volta para ele, oferecendo-lhe a maçã, Adão não se deixa encantar pelo fruto proibido; as palavras de Satanás não o enganam; sabe exatamente o que significa o gesto de Eva. Contudo, aceita o fruto, come-o conscientemente e deliberadamente, por outro motivo: por amor. Se Eva se perdeu, ele prefere perder-se a ficar separado dela. O arcanjo Miguel lê-lhes a sentença, a imediata expulsão do Paraíso Terrestre; mas anuncia também a futura redenção e mostra-lhes os destinos do gênero humano. E assim, a perda da riqueza do Éden não se transforma em desespero, mas em grande tristeza e esperança para o futuro. 

SOBRE A LIBERDADE DE ESCOLHA.

John Milton:

“Tais eu criei todos os poderes etéreos e todos os espíritos, os que se sustiveram e os que caíram; livremente se sustiveram os que se sustiveram, e caíram os que Ca Iran. Não sendo livres, que prova sincera poderiam ter dado duma verdadeira obediência, duma fé constante ou de amor? Se eles fizessem somente o que eram obrigados fazer e não o que teriam querido, que louvor poderia receber? Que prazer teria eu duma obediência assim retribuída, quando a vontade e a razão (razão também é escolha), inúteis e vãs, ambas despojadas da liberdade, ambas passivas, tivessem servido à necessidade e não a mim? Eles, portanto, como de direito, assim criados, não podem, com justiça, acusar seu Criador ou sua natureza ou o seu destino, como se  a predestinação, dominando a sua vontade, dispusesse por decreto absoluto ou por alta presciência; eles mesmos decretaram sua revolta, não eu; apesar de a ter previsto, minha presciência não teve alguma influência sobre a sua falta que, não sendo prevista, não teria sido menos certa.”Paraíso Perdido p..87,88

Ellen White:

“Sendo a lei do amor o fundamento do governo de Deus, a felicidade de todos os seres criados dependia de sua perfeita harmonia com os seus grandes princípios de justiça. Deus deseja de todas as suas criaturas serviço de amor – homenagem que brote de uma apreciação inteligente de Seu caráter. Ele não tem prazer em uma submissão forçada, e a todos confere vontade livre, para que possam prestar-Lhe serviço voluntário”. – O Grande Conflito. p. 496

SOBRE O MOTIVO QUE PERMITIU AO HOMEM PECADOR, A POSSIBILIDADE DO PERDÃO.

John Milton:

“Os primeiros rebeldes caíram por suas próprias sugestões, por eles mesmos tentados, por eles mesmos depravados; o homem cai, enganado pelos primeiros rebeldes. O homem portanto, encontrará graça; os outros, não.”Paraíso Perdido. p. 88


“(...) a ele, caído pela malícia dos anjos rebeldes, ó Pai da misericórdia e do perdão, tu não o condenaste com tanto rigor, porém te inclinas, muito mais, à piedade”. – Paraíso Perdido. p. 97

Ellen White:

“O homem, porém, foi enganado; obscureceu-lhe o espírito pelo sofisma de Satanás. (...) Para ele, havia esperança no conhecimento do amor de Deus”.O Desejado de Todas as Nações. p. 733

ADÃO PECOU POR AMOR A EVA

John Milton:

“Como poderei viver sem ti, como poderei renunciar à tua doce palestra e ao nosso amor tão ternamente unido, para sobreviver abandonado nestes bosques selvagens? Criasse Deus outra Eva, fornecesse eu outra costela, tua perda não sairia nunca do meu coração”.Paraíso Perdido. p. 310

“Em recompensa (pois criminosa condescendência merecia essa ótima recompensa), com mão liberal, ela lhe dá o fruto do ramo sedutor e belo. Adão não teve escrúpulos em comê-lo, apesar do que sabia. Não foi enganado, mais apaixonadamente vencido pelo encanto da mulher”.Paraíso Perdido. p. 312

“Como poderei viver sem ti, como poderei viver renunciar à tua doce palestra e ao nosso amor tão ternamente unido, para viver abandonado nestes bosques selvagens? Criasse Deusa outra Eva, fornecesse eu outra costela, tua perda não sairia nunca do meu coração”.  – Paraíso Perdido. p. 310

Ellen White:

“Adão compreendeu que sua companheira transgredira a ordem de Deus (...) Agora porém, a ação estava praticada;  devia separar-se daquela cuja companhia fora sua alegria?  (...) Ela era uma parte dele, e ele não podia suportar a idéia da separação. (...) Resolveu partilhar sua sorte; se ela deveria morrer, com ela morreria ele”.  – Patriarcas e Profetas. p. 49

O PAI EXALTANDO E CONCEDENDO HONRA AO FILHO.

John Milton:

“Todo poder eu te concedo; reina para sempre e assume teus direitos. Como chefe supremo, submeto a ti tronos, principados, poderes, dominações; todos os joelhos inclinarão diante de ti, os de todos os que habitam no céu, sobre a terra ou sob a terra, no inferno.” –  Paraíso Perdido. p. 93
“(...) Não tinha ainda acabado de falar o Todo-Poderoso, e todos os anjos, com retumbante aclamação, como a de inumerável multidão, harmoniosa como de vozes abençoadas, manifestam sua alegria (...). Os anjos se inclinam diante dos dois tronos (...) atiram ao chão suas coroas”. – Paraíso Perdido. p. 94

Ellen White:

“O Rei do universo convocou os exércitos celestiais perante Ele, para, em sua presença, apresentar a verdadeira posição de Seu Filho (...). Os anjos alegremente reconheceram a supremacia de Cristo, e, prostrando-se diante Dele, extravasaram seu amor e adoração”. – Patriarcas e Profetas. p. 16 e 17

DEUS MANDA ANJOS PREVENIR ADÃO EM RELAÇÃO À SATANÁS.

John Milton:

“Rafael, disse Ele, sabes que desordem no mundo, Satanás, escapulido do inferno pelo abismo tenebroso, excitou no Paraíso; sabes como, esta noite perturbou o casal edênico, e como planeja a ruína da raça humana, nesse par. Vai, portanto, (...) previne-o para acautelar-se (...) dize-lhe, também qual o seu perigo (...) qual o inimigo, que, recentemente caído do céu, trama agora, a queda de outros, dum igual estado de ventura, não pela violência, pois essa seria repelida, mas pela fraude e por mentiras”.Paraíso Perdido. P 162 e 163

Ellen White:

“Os anjos os advertiram a que estivessem de sobreaviso contra os ardis de Satanás; pois seus esforços para os enredar seriam incansáveis”.Patriarcas e Profetas.  45

EVA NÃO DEVERIA SE AFASTAR DE ADÃO.

John Milton:

“Mas, outro receio me domina: tenho medo de que, separada de mim, algum perigo te suceda, pois sabes do que fomos avisados, sabes que malicioso inimigo, invejando nossa felicidade e desesperando a sua, procura fazer a nossa desgraça e a nossa vergonha (...). A sua maior vantagem será encontrar-nos separados, sem esperança de nos iludir, estando reunidos, porque na necessidade podemos prestar, um ao outro, rápido auxílio. A esposa, quando o perigo ou a desonra a espreita, está mais garantida e com mais decoro perto do marido, que a guarda, ou suporta com ela tudo o que for”.Paraíso Perdido. p. 291/292

Ellen White:
“Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim; junto dele estaria em menor perigo de tentação, do que se estivesse sozinha”. – Patriarcas e Profetas. p. 46

ADÃO RECEBE REVELAÇÃO DO FUTURO, DESDE OS PRIMEIROS RESULTADOS DO SEU PECADO, PASSANDO PELO DILÚVIO, A PRIMEIRA VINDA DE CRISTO, FIM DO MUNDO E ÉDEN RESTAURADO.

John Milton:

“Adão, abre agora os teus olhos, contempla, primeiro, os efeitos que o teu pecado original operou (...) - é uma exposição longa onde John Milton apresenta um anjo mostrando para Adão os resultado do seu pecado. É mostrado para Adão, a morte de Abel, o dilúvio, a ida de Abraão e a saída do povo israelita do Egito liderados por Moisés, os episódios no deserto, a construção do tabernáculo, a vida de Davi e por último, a vinda do Messias e a morte do mesmo – Por isso ele viverá odiado, será blasfemado e agarrado a força, julgado e condenado à morte como embusteiro e maldito, será pregado à cruz pelo seu próprio povo, (...). Assim ele morre, mas em breve ressuscita.” – Paraíso Perdido. p. 375 a 407

Ellen White:

“Assim, foram revelados a Adão fatos importantes na história da humanidade, desde o tempo em que a sentença divina fora pronunciada no Éden, até o dilúvio, e, a seguir, até o primeiro advento do Filho de Deus”. – Patriarcas e Profetas. p. 63

A VERSÃO DO LIVRO PARAÍSO PERDIDO UTILIZADA PARA ESSE TRABALHO FOI A SEGUINTE:

Milton, John. O Paraíso Perdido. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1961. Tradução em prosa de Conceição G. Sotto Maior

A primeira edição em inglês do livro foi em 1667.

Eupídio da Cruz Silva




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