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"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

COMO O SÁBADO SE TORNOU UMA DOUTRINA ADVENTISTA

Muitos ficariam surpresos ao descobrirem que os adventistas do sétimo dia nem sempre guardaram o sábado. Isto por que 99% dos mileristas, que segundo alguns, chegou a cifra de 1 milhão, eram fiéis guardadores do domingo. A respeito de Miller certo escritor adventista afirma: “Miller jamais se tornou um adventista do sétimo dia. Rejeitou doutrinas básicas dos adventistas do sétimo dia – como o sábado... Finalmente morreu como membro da igreja batista, e irredutível observador do domingo”.(Subtilezas do Erro, pág. 40) 

Como vimos, Miller, o líder deste movimento nos EUA era observador do domingo, assim como Tiago White e Ellen G. Harmon, mais tarde Ellen White. Muitos adventistas acreditam que a doutrina do sábado foi divinamente inculcada através da chamada "luz progressiva", "verdade presente" e termos afins. É exatamente isso que tenta passar Ellen White ao dizer: “O Espírito de Deus tocou o coração dos que estudavam a sua palavra. Impressionava-os a convicção de que haviam ignorantemente transgredido este preceito...” (O Grande Conflito pág. 433)

Mas a verdade é bem diferente. O caso é que o sábado foi introduzido no movimento adventista por influência de pessoas que já guardavam-no. Falando daqueles primeiros tempos de formação do movimento, historia certo escritor: “Este grupinho de fiéis testemunhas, desapontadas, mas não desiludidas; foram aos poucos recebendo novas luzes. E assim, aceitaram o sábado como em vigor na dispensação cristã. Este mandamento da imutável lei de Deus foi introduzido no movimento pela senhora Raquel Preston, egressa da igreja Batista do Sétimo Dia, aceito e pregado veementemente por José Bates, e mais tarde ratificado através de visões celestiais, por Ellen G. White. Porém foi T.M Preble, o primeiro a comunicar esta grande verdade por meio da imprensa aos mileritas do advento”. (Assim Diz o Senhor, Lourenço Gonzalez - ed. ADOS pág. 415)

Em agosto de 1844, Thomas Preble, antes ministro batista, por si mesmo ou por influência de Rachel Oakes ou Frederick Wheeler, também aceitou a observância do sábado do sétimo dia. A Sra. Raquel Preston, batista do sétimo dia, chegou a visitar a igreja de New Hampshire em Washingtom, conseguindo persuadir seus membros á observância do sábado. Tempos depois em meados de 1845, o sr. Joseph Bates visitou aquele grupo e foi influenciado por eles e pela leitura do artigo de T.M. Preble sobre a questão do sábado. (LeRoy Edwin Froom - The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas 920 a 936 e 941)

Bates começou a guardar o sábado em março de 1845, sendo assim o primeiro dos preeminentes guias pioneiros do povo adventista do sétimo dia a aceitar o sábado.( Fundadores da Mensagem, pág. 98).

Bates, posteriormente, publicou um folheto intitulado "The Seventh-day Sabbath", que foi lido por Tiago e Ellen White. Assim, o trio de firmes lideres da denominação adventista uniram-se quanto ao sábado. Mais tarde Ellen G. White viria confirmar com suas “visões” a doutrina sabatista. Como pormenorizado acima, apesar de a idéia do sábado ter sido introduzida por outros sabatistas, quem maior labutou para sua propaganda no meio adventista foi o ex-marinheiro José Bates. É interessante acompanhar este pormenor, pois revela algo curioso.

BATISTAS OU ADVENTISTAS?

Os adventistas se ufanam em dizer que neles se cumpre a profecia da restauração do sábado. Este, segundo Ellen White, seria o mandamento mais transgredido pelos homens. Alguns adventistas chegam ao absurdo em dizer que sua transgressão é diferente, sendo até mesmo pior do que pecar contra os demais mandamentos das Escrituras, tal é o valor que tributam ao 4º mandamento. Mas como já vimos toda esta pretensão fantasiosa cai por terra quando sabemos que muitas igrejas já guardavam o sábado muito antes dos adventistas do Sétimo Dia entrar em cena.

Vimos que foi uma ex-batista do sétimo dia que trouxe este costume para dentro do movimento e que mais tarde foi solidamente difundido por Joseph Bates e ratificado pelas visões de Ellen White. Na verdade, os Batistas já pregavam há muito tempo a doutrina do sábado. Se os adventistas alegam que receberam a doutrina do sábado através duma "luz adicional" ou "luz progressiva", não poderiam os batistas do sétimo dia ter tido tal revelação? 

Vamos ver o que eles entendem por luz progressiva. Christianini criticando as Testemunhas de Jeová sobre utilizar tal recurso para desculpar seus erros teológicos, arrazoa dizendo: “As testemunhas de Jeová, baseadas em Prov. 4:18, especialmente na expressão de que a luz vai "brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, afirmam que recebem revelação progressiva. 

Entendemos por revelação progressiva a descoberta de uma verdade até então ainda não entendida. ( Arnaldo B. Christianini em Radiografia do Jeovismo)

Ora, nisto os adventistas se contradizem, pois alegam que receberam tal doutrina através duma luz adicional, e como constatamos acima tal luz adicional significa "a descoberta de uma verdade até então ainda não entendida".
Porventura, os batistas do sétimo dia há muito já não haviam descoberto esta tal verdade do sábado? Diante disso se torna inconsistente as alegações adventistas.
Para confirmar esta verdade vamos lançar mão de um depoimento encontrado no site da Convenção da Igreja Batista do Sétimo Dia:

Grande número de igrejas denominadas Batistas do Sétimo Dia apareceram no século dezesseis. Havia então trinta e duas igrejas com essa denominação nas Ilhas Britânicas. A igreja de Batista do Sétimo Dia de Mill Yard, em Londres, fundada em 1617, ainda está viva. Na Europa também existem igrejas da mesma fé, na Holanda, Alemanha, Polônia, grupos na Finlândia, Tchecoslováquia, Hungria e outros países. Da Inglaterra o movimento propagou-se para a América, sendo organizada a primeira Igreja Batista do Sétimo Dia em Newport, Rhode Island, em 1671/1672. A fundação de igrejas dessa denominação na América seguiu a onda de emigração e se estendeu a todos os continentes e ilhas do mar.

Atualmente os Batistas do Sétimo Dia possuem igrejas em muitos países, de todos os continentes; e, por meio deles, outros grupos de cristãos têm aceito o Sábado.

O mesmo autor adventista acima citado também confirma este fato:

“No século XVII, fundou-se em Newport, (Rhode Island, EE. UU.), precisamente em 1671, a Igreja Batista do Sétimo Dia. No século XVIII fundou-se a Comunidade Efrata, por John Conrad Beissel, em Lancaster. Precisamente em 1732. Convenceu-se depois do dever de observar o sétimo dia como dia de repouso e publicou Das Büchlein vom Sabbath (Philadelphia, 1728). E no século XIX, em 1844 surgiu nos Estados Unidos o movimento que, anos depois, teria a denominação de Adventistas do Sétimo Dia, de âmbito mundial" (Subtilezas do Erro, pág. 167)

Se a profecia de Isaias sobre a tal restauração realmente alcançou a era cristã, cabe aqui uma pergunta: quem restaurou o sábado afinal? Os adventistas em 1846 ou os Batistas em 1617?

Se a profecia de Apocalipse 14.12 é exclusiva dos adventistas, por que outras denominações, tais como os batistas do sétimo dia, a Igreja de Deus do Sétimo, já guardavam o sábado bem antes dos adventistas aparecerem?

“Dos Batistas do Sétimo Dia é que surge Samuel Mumford, que emigrou para a América Colonial em 1664, tornando-se o primeiro guardador do sábado do sétimo dia no Novo Mundo”. (LeRoy Edwin Froom - The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas 906 e 907)
Os adventistas passam a imagem de que são os únicos no mundo que preenchem de modo cabal tal versículo. Perguntamos mais uma vez: os batistas do sétimo dia têem fé em Jesus e guardam os mandamentos de Deus ou isso é exclusivo dos adventistas? Deixemos que eles mesmos respondam:

"Pela misericórdia de Deus e graça de nosso Senhor Jesus Cristo, humilde e sinceramente cremos que sempre houve e haverá um remanescente de cristãos fiéis à Sua Palavra, aos quais se aplicam as palavras proféticas do Apocalipse: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apoc. 14:12)." (extraído do site oficial dos Batistas do Sétimo Dia)

Os adventistas sabem muito bem disso, pois chegaram até confessar o débito que têm para com esta última denominação:

“Já indicamos o débito especial que os adventistas têm para com os batistas do sétimo dia”. (História do Adventismo, pag. 109)

CONCLUSÃO

É preciso um esforço exegético descomunal para acreditar nas alegações adventistas referentes a serem os verdadeiros restauradores do sábado.

Diante das provas irrefutáveis expostas acima, não estaria na hora dos líderes adventistas mudarem sua história? Pelo menos se harmonizaria melhor com os fatos! Se a profecia de Isaías capítulos 56 e 58 refere-se a uma restauração esta nunca poderia ter se cumprido entre os adventistas pelos motivos já vistos. Caso se alegue que a profecia tem duplo cumprimento este só pode ter sido preenchido pelos batistas do sétimo dia.

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