Somente Cristo! Somente a Bíblia!

"Fiz uma aliança com Deus: que ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer, tanto para esta vida quanto para o que há de vir." - Martinho Lutero
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SIMILITUDES ENTRE AS SEITAS DESTRUTIVAS E AS "IGREJAS SECTÁRIAS"

(Oito pontos de coincidência, desde uma perspectiva cristã)

 "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. " – Jesus Cristo – (em João 8:32)

"AI dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto assim diz o SENHOR Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR." (Jeremias 23:1-2)

Como diferenciar uma Igreja Cristã de uma igreja sectária ? Como diferenciar uma "ovelha" que segue ao "Bom Pastor" de um "cabrito" que segue ao "lobo" sem o saber?

Difícil tarefa, já que as diferenças entre uma vida de santidade e compromissocom o Evangelho do Senhor Jesus e o fanatismofarisaísmolegalismo ouembotamento religioso podem ser muito tênues .

Por isto, tratar com pessoas que caíram nas redes de uma igreja sectária não écoisa fácil: Teu interesse em conduzir -lhes à verdadeira fé de Jesus de Nazaré e a uma vida cristã ordenada será confundido com "um ataque do diabo".Os ensinos da Palavra de Deus sobre a santidade, o domínio próprio e a verdadeira consagração a Deus serão tomadas por antiquadas " idéias religiosas".

Os argumentos com aqueles que, como cristão, vais encontrar-te não são idéias mundanas, senão versículos da Bíblia mal entendidos ou manipulados por idéias de homens. O que a Palavra e os primeiros cristãos tomaram por heresia serão em seu lugar apresentados de modo sutil como a " ultima grande unção ou mover do Espírito Santo"... Uma vida na liberdade com a qual Cristo nos fez livres, será tomada como libertinagem por aqueles dos quais escreveu o apóstolo Paulo:

"Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados. " (Tito 1:15)

Parece difícil, mas não o é. Jesus de Nazaré disse "por seus FRUTOS conhecê-los-eis", fixa-te que disse FRUTO, e não "por suas OBRAS...". Se olhares o fruto a médio ou longo prazo nas pessoas que, procurando, muitas vezes com toda sinceridade, um maior compromisso de vida com o Senhor, ingressam numaseita pseudo-cristã, verás que não glorifica em nada ao que deu sua vida por nós: Falta de caráter, doblez, covardia, hipocrisia, maniqueísmo, farisaísmo, fanatismo, desejo de agradar ao líder de sua congregação mais que a Jesus, desejo de ser reconhecidos, abandono das obrigações com sua família, desonra aos pais, analfabetismo Escriturístico, heresias, etc. E, mais a longo prazo, o fruto é terrível: Nervos destroçados e visitas a psicólogos ou psiquiatras, divórcios, doenças, loucura, abandono da fé, retorno à anterior forma de vida... e, inclusive, renegar ao Senhor.

Mas, que é uma seita? Como é uma seita destrutiva e em que se parece ou que tem ela em comum com uma igreja sectária? Proponho-te que leias estes resumidos pontos que a seguir te detalho para que tu mesmo reflitas:


   1. PROSELITISMO:

"…pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.(Mateus 23:15)

Numa seita destrutiva, para captar um novo prosélito mostrar-se-lhe-á a seita como um novo lar, um refúgio, uma via de escape, prestar-se-lhe-á uma atenção extraordinária, ouvir-se-lhe-á, compreenderá e atenderá, dar-se-lhe-á corda se é necessário, e mostrar-se-lhe-á um falso amor que, após tenha sido captado, tornar-se-á em indiferença, manipulação e escravidão em todos os sentidos.

O objetivo de captar prosélitos não é outro que ter máquinas de fazer dinheiro para a própria seita.

Numa igreja sectária remover-se-á céu e terra para atrair um novo membro. Em princípio, mostrar-se-lhe-á uma grande semelhança de piedade, de fraternidade, amor, altruísmo, ocultar-se-lhe-á o verdadeiro estado de dita congregação ou igreja. O dirigente da mesma passará agora tempo escutando-lhe, atendendo-lhe e fazendo-lhe sentir-se aceito e amado.

Mais tarde virá a indiferença: O novo membro converter-se-á em mais um número para engrandecer a congregação e com isso o ego de seu dirigente. Pregar-se-lhe-á um "evangelho" acomodado com as circunstâncias ou singelamente outro "evangelho" diferente ao da Bíblia.

Não se ensinar-lhe-á a palavra de Deus, nem se tratará de fazer dele um discípulo de Jesus, senão que, pelo contrário, doutrinar-se-lhe-á com fábulas e ensinos que enchem o intelecto com supostas "grandes revelações" para fazer dele um borrego e um analfabeto bíblico, ou bem converter-se-lhe-á num "monstruito" legalista e inflexível incapaz de mostrar a vida de Jesus ao pecador. Remover-se-á céu e terra para fazer um novo prosélito, e quando o tenham doutrinado fá-lo-ão pior que eles mesmos.




2. VITIMISMO:

"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. (2ª Tim 1:7)

 Uma seita destrutiva caracteriza-se pelo vitimismo: O resto do mundo lhes persegue, não lhes compreende, especialmente se faz notar que o líder do grupo é alguém incompreendido. Deste modo, consolidam-se os laços entre seus membros e reforça-se a sensação de pertencer a um grupo e simpatia pelo "pobre" gurú. É dentro da seita que se está protegido do mal que reina no mundo. Sair da seita é entregar-se a esse mal e é o mesmo que um suicídio.

Uma igreja sectária caracteriza-se por fazer-se a si mesma vítima de uma pretendida religiosidade ou farisaísmo do resto das igrejas de sua zona de influência. O dirigente desta igreja é uma vítima da incompreensão dos demais, alvo de suas críticas. Deste modo nas relações com outras igrejas, considera-las-á de maneira eufemística inimigas, se vêem reduzidas à mínima expressão e é mais difícil que um membro abandone a igreja ou que procure alternativas verdadeiramente cristãs. Os líderes deste tipo de igrejas usarão a manipulação emocional da pena ou a lástima, fazendo-se a se mesmo vítimas, para esconder sua própria covardia na hora de enfrentar como verdadeiros homens suas responsabilidades. Não te equivoques: eles NÃO SÃO AS VÍTIMASeles são OS VERDUGOS.




 3. MANIQUEÍSMO:

"E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros." (Lucas 18:9)

Uma seita destrutiva é maniqueísta por natureza, isto é, eles são os bons absolutos e os únicos possuidores da verdade, enquanto o resto do mundo é mau, está enganado e no erro. Sair da seita supõe, neste sentido, a negação da verdade e o bem. Não há matizes: Conduzem-se por categóricas afirmações absolutas do tipo: "aqui dentro está o BEM, afora está o MAL". Não há salvação fora da seita. Alguém só pode ser salvo pertencendo à seita. Numa seita destrutiva outro dos elementos evidentes, ainda que pareça contraditório com o fato de que se está a destruir a personalidade das pessoas, é que se potêncializa o "ego" de seus membros, fazendo-lhes parte de uma elite de iniciados à qual crêem firmemente pertencer.

Uma igreja sectária caracteriza-se por crer-se a mais avivada espiritualmente falando, a mais livre, a melhor. Por alardear de ter a "última revelação do Espírito Santo", ou a "Unção do Espírito Santo" mais inovadora. Por estar sempre à última quanto a novos "movimentos espirituais" e coisas semelhantes. Outro recurso no caso de certos grupos mais rigorosos é tachar às demais igrejas de frias ou apóstatas, de demasiado liberais. Só eles são os "puros" e "vos provar" com respeito Sã Doutrina. São as demais igrejas, especialmente as mais próximas a seu meio de influência, as igrejas "mortas espiritualmente", "religiosas", farisaicas", etc. É por isso que dificilmente um membro que queira sair da mesma atrever-se-á a procurar conselho em outra igreja, inclusive ainda que esta seja verdadeiramente cristã. No fundo faz-se o mesmo que na seita destrutiva, mas de maneira velada: termina-se por fazer crer ao membro deste tipo de congregação que fora da mesma não se pode ser salvo ou viver em plenitude a fé cristã, ainda que não se diga abertamente.

Deste modo os responsáveis destas congregações criam-se sua pequena "redomazinha de cristal" onde podem viver em grande estilo sem que ninguém os moleste ou confronte. Enquanto eles normalmente não "põem a mão na massa" e não saem de seu "mundo eclesiástico", os fiéis são os que trabalham, sofrem e padecem.




4. LIDERANÇA INDISCUTÍVEL:

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus." (Mateus 7:15-16)

Numa seita destrutiva , este é um dos mais fortes indícios: A presença de um ou vários Gurús aos quais os adeptos da seita consideram como "messias" ou "escolhidos" e em algumas ocasiões "encarnações de deus". Pessoas com um carisma especial e grande capacidade de persuasão e manipulação. Suas palavras, ensinos e decisões são indiscutíveis, pois se consideram revelações e parâmetros absolutos de conduta  para os sectários. O gurú, além disso, possui algum tipo de "dom" como a capacidade de curar, ler o pensamento, comunicar-se com os espíritos ou os extraterrestres, etc. Converte-se num substituto dos pais, amigos, marido ou mulher.

Nos piores casos, produzem-se abusos físicos, psíquicos ou sexuais por parte destes líderes para membros da seita. Ademais, o componente econômico repercute em benefício do gurú e não dos membros do grupo.

Enfrentar o gurú pode significar a expulsão da seita, quando não a ameaças, violência psíquica ou física ou a mesma morte.

Numa igreja sectária, os textos bíblicos " Não toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas não façais mal." (1º Cron. 16:22) e "Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas." (Salmo 105:15),  serão usados pelo líder da mesma forma como "patente de corso" 1 que lhe confere o dom da infalibilidade. É um pequeno "papa". Cristo se lhe revela de maneira pessoal e excepcional (inclusive, às vezes, em certos grupos, afirmar-se-á que se lhe terá aparecido). Investir-se-á alegremente a si mesmo de títulos como "apóstolo", "profeta" ou coisas similares. Suas decisões, ensinos e pontos de vista põem-se veladamente ao mesmo nível da Palavra de Deus. Enquanto ele é inflexível com quem comete erros, a ele se lhe deve excusar tudo (afinal de contas, dizer-te-ão, é humano). Considera-se-lhe dotado de uma "unção" ou dom especial acima do resto dos fiéis, admira-se-lhe sobremaneira e toma-se-lhe como ponto de referência.

No caso de grupos mais "ortodoxos" ou "legalistas", excusar-se-á a união com outras igrejas de sua mesma denominação alegando que o ecumenismo não pode trazer nada de bom, quando as uniões de igrejas servem (ou deveriam servir) para se ajudar e não para se controlar. Deste modo o líder do grupo, diante de suas arbitrariedades e irresponsabilidades, não terá que dar conta a ninguém das mesmas. Se queres um conselho, meu querido amigo: Foge tu, como da lepra, das igrejas onde não tenha ninguém a quem os pastores, líderes religiosos, o clero, enfim, tenham que dar conta. Estes líderes despóticos e farsantes se convertem num substituto dos pais, amigos, marido ou mulher.

A manipulação é semelhante à de uma seita destrutiva: Econômica, emocional, doutrinal. Imiscui-se nas relações matrimoniais, fraternais, etc., dos membros para seu próprio proveito e para controlar. Poder-se-á pregar algo parecido à "Sã Doutrina", mas, depois, na vida eclesial ou na vida corrente, o líder tratará de que todos pensem como ele e tenham seu mesmo ponto de vista (por outro lado, o único válido e bíblico).

Usa-se o púlpito e os ensinos da Biblia para manipular à congregação e impede-se ter critério próprio ou uma fé pessoal (nada mais afastado dos valores dos heróis da reforma contra o papismo de séculos passados). É normal nestes pastores, líderes ou sacerdotes farsantes e manipuladores fazer isto porque em realidade sua covardia faz com que não se atrevam a confrontar às pessoas cara a cara.
Questionar a um destes pequenos "pontífices" ou pensar diferentemente deles, ainda que em pequenas questões doutrinais, significa a expulsão da congregação e a ruptura do contato com o resto dos fiéis.




5."LAVAGEM" CEREBRAL:

"…não vos façais servos dos homens." (1ª Cor 7:23)

Numa seita destrutiva toda iniciativa própria, todo vislumbre de personalidade, espírito crítico, lógica, razão, moral, a capacidade de reflexão, critério e sentido comum são apagados da mente do adepto por meio de um doutrinamento permanente. Adquirirá uma linguagem especial, um tom de falar especial, gestos, formas de se vestir raras, etc. Produzir-se-á uma "regressão à infância": É mais cômodo não pensar e deixar-se dirigir, não lutar. As pessoas submissas são as mais facilmente manipuláveis. Os amigos, familiares e relações sociais são substituídos pelo gurú e os demais adeptos. O adepto termina convertendo-se num escravo, num marionete nas mãos de seu gurú.

Numa igreja sectária a situação é similar: Manipulando a Biblia pode-se obter qualquer doutrina. O membro da congregação sectária, por medo de desagradar aos homens, aceitará doutrinas impostas, pensamentos e ideias humanas vestidos de piedade por muito loucos que estes possam lhe parecer. Começará a falar com um vocabulario e um tom de voz comum ao resto de sua congregação. Produzir-se-á também, em outra medida, uma "regressão à infância": É mais cômodo não pensar e deixar-se dirigir, não lutar por uma fé e relação próprias com o Senhor e aceitar a fé do líder de sua igreja. Os amigos, familiares e relações sociais se satanizam e estes são substituídos pelo líder e os demais membros. O prosélito termina convertendo-se num escravo das opiniões dos demais membros de sua congregação, num boneco de marionete nas mãos de seu líder religioso.




6. ECONOMIA:

"…que só pensam nas coisas terrenas." (Filipenses 3:19)    

Numa seita destrutiva esta é uma das principais motivações do gurú: A obtenção de benefício econômico (quando não o poder, sexo ou coisas semelhantes). A arrecadação de fundos disfarçada de projetos altruísticos e beneficiosos é uma das principais obrigações dos adeptos: Podem vender propriedades, dar seus salários, deixar o trabalho e coisas semelhantes para agradar ao líder, chegando a descuidar a manutenção de suas próprias famílias.
O sutil dos métodos que se usam para isto torna quase impossível um resumo dos mesmos.    

Numa igreja sectária não basta com as normais e necessárias contribuições econômicas fixadas pelos ensinos da Biblia. Uma grande percentagem de sermões tratam da "bênção do dar" e da "maldição do não dar". Dá-se mais importância a isto que a pregar sobre a santidade e coisas semelhantes.

A estes "espertalhões" é-lhes mais fácil pedir que trabalhar. Vivem em seu pequeno mundo, que foram construindo pouco a pouco às custas dos demais, e não vão deixar que qualquer um venha a lhes estragar sua pequena parcela de "céu na terra".

Geralmente o líder de nossa pseudo-seita cristã é o mais abençoado pelas contribuições dos fiéis, não importa que alguns membros estejam a passar penúria.
Em peral, sua casa, seu salário, seu carro, estão acima da média da igreja, sem que os tenha ganhado com o suor de seu rosto. É muito raro encontrar a um destes líderes que tenha tido alguma vez um trabalho estável e regular, produtivo. Gostam muito pouco de trabalhar e, ao final, em alguns casos ("evangelho da prosperidade" por exemplo), a maior parte dos membros por sua vez não tem trabalho, estão a viver como parasitas das ajudas sociais ou olhando ao céu esperando que outros lhes abençoem economicamente.

Episódio "graciosa" (ou "melhor tomar-lho com humor"): Conheci, faz muitos anos, a um pastor de uma igreja independente do movimento da "súper-fé" e "prosperidade" – nos dias de hoje já percorreu várias "modas espirituais" mais – que disse ofertar seu automóvel usado a sua congregação. Passaram-se três ou quatro dias causando pena aos demais com um pequeno carro emprestado e feito pó, e depois apareceu com uma flamante berlina alemã que muito poucos em sua igreja poder-se-iam permitir. Seu comentário público foi dizer que ele tinha semeado seu carro no reino de Deus, e que agora Este lhe devolvia um último modelo como presente. Vá morro! E ninguém disse nada, provavelmente: não há pior cego que o que não quer ver. Não estou contra o que um pastor possa ter um bom carro, mas estou na contramão de que tenha um cinismo tão grande como para pensar que as pessoas são tontas. Já diziam os romanos aquilo de "excusatio non petita, acusatio manifesta sunt" ("Desculpas não pedidas, são acusações manifestas")... Enfim! melhor rir... para não chorar.




7. SAÚDE:

"…Não tentarás o Senhor teu Deus." (Mateus 4:7)

Numa seita destrutiva, a saúde e as providências milagrosas costumam ser um dos temas fortes. A substituição dos métodos da medicina tradicional pela meditação, medicinas alternativas, dietas especiais, curandeirismo, imposição de mãos do guru e coisas semelhantes levaram muitas pessoas a uma deterioração grave de sua saúde e inclusive à morte. Em todo caso, é próprio deste tipo de seitas o pôr em relevo os erros da medicina tradicional com o fim de potencializar a esperança em seus próprios métodos e obter benefício do desespero dos demais.  

Numa igreja sectária se substituem os genuinos milagres pelo "milagre", leva-se a abandonar, em nome de uma mal entendida fé, a medicação imposta pelos profissionais da saúde. Fomentam-se os depoimentos entusiastas (mas nunca documentados medicamente) de aparentes e tão curiosos milagres como uma dor de cabeça, uma dor de muelas, o estiramento de uma perna e coisas semelhantes, que levam às pessoas com doenças graves (AIDS, Câncer, etc.) a cair no erro de deixar de tomar medicamentos, etc.

Pessoalmente conheci pessoas que puseram seriamente em perigo sua saúde em nome de uma fé que em ocasiões não é senão tentar a Deus. Alguém disse que no inferno deveria ter um lugar especial para os que traficam com as desgraças e o desespero da gente.




8. ABANDONO DO GRUPO:

"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé..." (Hebreus 12:2)

No caso de seitas destrutivas , alguém ao tratar de abandonar o grupo pode ser castigado com a morte. Geralmente o que trata de deixar o grupo é submetido a uma fortíssima pressão.

Saído do grupo proíbe-se ao resto dos adeptos não ter nenhum tipo de contato com o "desviado", fala-se dele como um traidor, um endemoninhado, um elemento perigoso e daninho.

A tudo isto se une que não tem outros amigos ou referências que aqueles aos quais a seita lhe tem proporcionado durante anos, pelo que se podem causar sentimentos de culpabilidade, temor, vazio, etc. e graves trastornos de personalidade.  

Numa igreja sectária se tachará de apóstata, ovelha negra, elemento daninho e coisas semelhantes ao que a abandone. Sutilmente ou não, tentar-se-á que o resto dos fiéis não mantenham contato com ele. Ocorrerão casos, que até membros de uma mesma família, professantes da fé cristã, rompam toda relação os uns com os outros. Quem abandona a igreja sectária, ainda que seja para integrar-se numa congregação cristã, perde-se: tornou-se um religioso, "nunca foi verdadeiramente dos nossos". Assassina-se-lhe duas vezes, por um lado com a expulsão e, por outro lado, com as cruéis e desapiedadas palavras que lhe seguem impós, sem que se lhe de direito à defesa. A condenação e temor que se impõe sobre quem trata de deixar a pseudoseita podem lhe causar graves transtornos emocionais.




Nota Final: Deus queira que com estas palavras possa te ajudar a não cair nas garras de um grupo sectário ou despótico, e que, se estás nele, ao menos possas ter tuas ideias mais claras e que se algum dia venhas a ser vítima, não digas que ninguém te advertiu.

Agora, te deixo com uma citação que, quiçá, faça-te refletir algo mais:




"Deve ter-se maior cuidado e precaução em frente aos néscios que em frente aos malvados(D. Bonhoeffer, Pastor Protestante assassinado pelos Nazistas por ser um dos poucos que alçaram sua voz para denunciar o antisemitismo e o holocausto)

Autor do estudo: J. P. V.
Trechos bíblicos da versão Almeida Corrigida e Fiel (1994)
Nota:1) Patente de Corso: Documento entregue pelos monarcas às nações, aos alcaides das cidades (neste caso as corporações municipais) pelo qual seu detentor tinha permissão da autoridade para atacar barcos e populações de países inimigos. Desta forma, o propietário se convertia em parte da marinha do país ou cidade expendedora. As patentes de corso foram muito utilizadas na Idade Média e na Idade Moderna quando as nações não podiam costear suas próprias frotas marítimas. França e Inglaterra utilizaram amplamente as patentes de corso e a Espanha somente tardiamente, em poucas ocasiões.

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